Cartão do Cristão
Estamos sempre a crescer. Sempre a inovar. Não podemos parar. Desta feia, criamos o “Cartão do Cristão” que vem substituir a Cédula da Vida Cristã. Porque não utilizar algo mais prático, de maior durabilidade, e mais pequeno? É impresso em plástico (pvc). Partilho a ideia.

Add comment Julho 10, 2009
João Paulo II e as mulheres
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As conversas reservadas entre o Pontífice e as ‘mulheres de gênio’ |
| O “gênio feminino” inspirou João Paulo II a um dos documentos mais importantes do pontificado, a carta apostólica “Mulieris dignitatem”, fruto de um compromisso ininterrupto para tornar mais visível, também em postos de responsabilidade, o papel das mulheres.
A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 04-06-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Na origem, está a sensibilidade do Papa polonês para com a outra metade do céu testemunhada pela correspondência de 50 anos com a amiga da juventude, Wanda Poltawska, e atribuída, por Dom Adam Boniecki (desde 1964 estreito colaborador em Cracóvia e em Roma), também ao fato de que, “não tendo frequentado regularmente o seminário, a sua esfera sentimental e afetiva não foi sufocada”. Circunstância pouco notada, Wojtyla teve uma série de encontros entre 1987 e 1988 com personalidades da cultura feminina e, particularmente, com um dos nomes de liderança da esquerda feminina pós-68, Maria Antonietta Macciocchi, deputada do Partido Comunista Italiano e parlamentar radical da União Européia, uma intelectual que provinha de praias distantes, as dos marxismo-leninismo. João Paulo II iniciou essas conversas no Palácio Apostólico com uma frase que se tornou um totem: “Creio no gênio das mulheres”. E acrescentou: “Deve ser promovida a autêntica emancipação feminina. Certa ciência se serve das mulheres como negócio para a mercantilização mais desenfreada e sem escrúpulos. É a mulher-negócio sobre a qual os bancos especializados calculam, como nos EUA”. Uma solicitação, documentada também no relato de Marie-Claude Decamps, que deu voz também à “Carta a todas as mulheres do mundo”, enviada ao Congresso da ONU de Pequim. “Até nos períodos mais obscuros da história encontra-se o gênio das mulheres que é o fermento do progresso humano e da história – sustentava Wojtyla. Cristo fazia tudo o que estava ao seu alcance para que as mulheres reconhecessem no seu ensinamento e no seu agir a subjetividade e dignidade que lhes são próprias.”. A “abertura” wojtyliana (”Que cada mulher possa expressar plenamente a riqueza da própria personalidade, a serviço da vida, da paz e do autêntico desenvolvimento humano”) apoiava-se na mensagem final do Concílio Vaticano II que anunciava: “Chegou a hora em que a mulher adquira no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas e vivificadas com o espírito do Evangelho, são elemento decisivo para que a humanidade não decaia”. Para Wojtyla, a mulher “é chamada a fazer parte da estrutura viva e operante do cristianismo”. Também por isso ele elevou centenas de mulheres às honras dos altares, em grande parte missionárias no Terceiro Mundo. http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=22937 |
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2 comments Julho 3, 2009
Estilos de animação
Nos últimos artigos, temos vindo a reflectir sobre a catequese como um projecto e do que isso significa. Esta é uma ideia que precisa de ser ainda muito amadurecida e reflectida. Neste espaço desejamos promover a mudança de mentalidade, o despertar a reflexão, e a consciência audaz de que melhor é possível. Pretendemos realizar um encontro com todos os catequistas interessados nesta temática. Pretendo depois sujeitá-la à opinião de pessoas credenciadas no domínio das ciências da educação. Faz falta à igreja a humildade de dialogar com as diversas ciências. Eles estão disponíveis e apreciam. Sou testemunha disso mesmo.
Com a implementação desta metodologia do projecto, os papeis do catequista terão de ser substancialmente distintos. Já falamos um pouco acerca disso. Não nos vamos repetir. Apenas partilho os diferentes tipos de animação, o mesmo será dizer, os diferentes tipos de catequistas.
Irão descobrir, facilmente, qual o estilo que se recomenda…
| ESTILO | TIPO DE PARTICIPAÇÃO |
| Autoritário | - Tudo o que é feito é obra do animador. - A participação do grupo será pouca e a sua criatividade inexistente; consistirá “no que fizer o animador”. - Os membros não se sentem motivados para a tarefa a desenvolver. |
| Permissivo (laisser faire) | - Amálgama de realizações ditadas por impulsos, pelos líderes da altura, por preferências: disto gosto, não gosto daquilo, apetece-me, não me apetece. - Normalmente, as concretizações são banais. - É possível que o que foi começado seja abandonado. - Cada um faz o que quer, como quer e quando quer. |
| Democrático ou Cooperativo |
- Participação de todos, orientada e sustentada. - Procura-se que cada um se sinta bem fazendo o que sabe e aquilo em que pode fazer render as suas capacidades e contribuir com a sua originalidade. - Acaba-se o que se começou. - O animador ensina a ver o caminhar para o objectivo programado como objectivo em si, investindo também na relação afectiva com cada membro do grupo. Esta combinação multiplica a eficácia. |
2 comments Junho 29, 2009
As lições do bambú
Depois de uma grande tempestade, um rapazinho que estava a passar férias em casa do seu avô, chamou-o, da varanda, e disse:
-Vovô, vem cá depressa! Explica-me porque motivo é que o tronco desta árvore tão frondosa e tão grande, que precisava de quatro homens para a abraçar, se partiu, caiu com o vento e com a chuva, e… este bambu tão fraco continua de pé!
-Olha, meu filho, este bambu permanece de pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. Aquela grande árvore quis enfrentar o vento. O bambu ensina-nos sete verdades. Se tiveres a grandeza e a humildade dele, vais experimentar o triunfo da paz no teu coração.
E o bom do velhinho prosseguiu a sua lição ao seu querido netinho interessado em aprender:
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, diante das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele que é o único princípio da paz, que é o Senhor.
A segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima, tem também para baixo. Tu precisas de aprofundar, em cada dia, as tuas raízes em Deus, nas tuas orações.
A terceira verdade: Tu já viste um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre bem agarrados uns aos outros, de tal forma que de longe parecem uma única árvore, parecem uma família… Às vezes tentamos arrancar um bambu lá da moita que eles formam. Tentamos cortar e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos para, desse modo, se protegerem dos predadores.
A quarta verdade que o bando de bambus nos ensina é não criar galhos. Como a sua meta é o alto e vive em moita, em comunidade, o bambu não quer criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida a tentar proteger os nossos galhos, coisas insignificantes a que damos um valor inestimável. Filho, para ganhar é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu está cheio de “NÓS”, e não de “EUS”. Como ele é oco sabe que, se crescesse sem nós, seria mais fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos, são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam por ser uma força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são os nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles e simplesmente passar por eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos enche, que nos rouba o tempo, que nos tira a paz, que ocupa os nossos pensamentos, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser ocupado pela luz do Espírito santo.
Por fim, a sétima verdade que o bambu nos dá é exactamente o título de um livro: “Ele só cresce para o alto“. Ele busca as coisas do Alto. Esse é o seu destino. Essa é a sua meta.
Sejamos como o bambu: ele verga mas… não quebra.
(Padre Léo, do livro “Buscando as coisas do Alto”)
1 comment Junho 26, 2009
Newsletter 3
Partilho mais uma Newsletter. As Newsletter são uma recolha dos artigos e comentários sobre a catequese, publicados neste blogue. Desta forma, pretendemos facilitar uma leitura sistematizada dos conteúdos. Já é a terceira com conteúdos destinados à reflexão sobre catequese. Espero que possa ser uma ferramenta de estudo e reflexão, promotora de mudança de mentalidades e de metodologias.
Add comment Junho 23, 2009
Catequese:projecto como veículo promotor de mudança
Num artigo anterior, abordamos esta ideia: em vez de uma catequese orientada por um programa, realizarmos uma catequese como projecto.
Uma catequese por programa, é baseada, quase exclusivamente, por um catecismo, com um programa rígido, inflexível, abstracto e distante da realidade existencial do público-alvo a quem se dirige. O catequista é um fiel transmissor desses conteúdos, e a criança, o fiel receptor, que não precisa questionar, adoptando uma postura passiva. Estamos a falar de uma catequese uniformizada e de estratégias únicas. A simples inclusão de conteúdos digitais e multimédia, não resolve o problema.
Uma catequese como projecto, é substancialmente diferente. A ideia é formular um tema por ano, que seja progressivo. As crianças/adolescentes são convidados a desmembrar a temática, seguindo o seu ritmo, e escolhendo o seu tema, que mais se aplique à sua situação. Todo o trabalho é desenvolvidos, tendo o público-alvo, como sujeito principal do processo. Cada um assume um papel activo, pessoal e comunitário. O tema será desenvolvido com base na descoberta pessoal, por meio de pesquisa, de trabalhos, etc. Esse projecto será apresentado aos colegas e avaliados por todos os interveniente: o sujeito que o realizou, o grupo e o catequista. Os conteúdos multimédia, ou outros, que se opte por apresentar, devem ser feitos a pensar no público em concreto, nas suas motivações, linguagem, caminhada. Não podemos simplesmente mudar o suporte de apresentação para julgarmos que já temos uma catequese moderna, actual e interactiva. A catequese como projecto também deverá ser transversal a todas as áreas de formação da pessoa, tendo em conta a teoria sistémica (tem em conta a influencia, dada e recebida, de um conjunto da teia de relações do individuo).
Uma das estratégias que penso utilizar, é o aproveitamento do canal “Partilhar TV”. Qual a ideia? Elaborar uma grelha de programas. Os diferentes grupos, que queiram aderir, irão desenvolver temas, documentários, entrevistas, que serão apresentados e publicados. Este canal também servirá para a transmissão da Eucaristia (a principio em diferido).
A grande ideia que subjaz a este projecto, é que o mais importante não é chegar depressa a uma meta, mas sim sair, fazer caminho, cada um ao seu ritmo e pelo caminho que escolheu, não se perdendo nas encruzilhadas, mas capaz de recriar e reaplicar todo o conhecimento que construiu.
O papel do catequista passa por ser um facilitador do processo, isto é, alguém que escute, acompanha, dá liberdade, que orienta em vez de impor, que ajuda na escolha que cada um precisa de fazer, que ajuda e orienta a reflexão, e não alguém que pensa em substituição, e ajuda a que cada criança/adolescente, conheça o seu ritmo, as suas competências e os seus limites.O catequista é aquele de faz fazer. Mas este novo papel que o catequista precisa desenvolver, exige muito mais ao catequista, muito mais formação, muito mais preparação. Pode parecer que delega toda a responsabilidade no grupo, mas não. O conhecimento profundo e reflectido de cada elemento do grupo, e a necessidade de preparar materiais, orientar a caminhada de cada um, estando atento às necessidades individuais, exige um trabalho esmerado e uma flexibilidade orientada.
Não podemos reduzir a catequese a conteúdos estáticos que precisam de ser assimilados. Evidentemente que existe alguns que precisam de ser aprendidos. Mas a forma como isso se processa é que deve ser questionado: talvez se deva primeiro criar as condições para que as crianças nos questionem, ao invés de criarmos um ambiente artificial, isto é, explicar sem que ninguém tenha mostrado interesse em saber, sem que ninguém tenha questionado. Isto pode demorar tempo. E, em catequese, parece que não temos tempo, estamos sempre cheios de pressa de chegar a algum lado. E curioso, raramente chegamos a algum sitio. Para educar é preciso dar tempo e ter tempo. É preciso conhecer e respeitar o ritmo de cada um. Caso contrário, todo o trabalho pode não ter qualquer consequência positiva, podendo mesmo, provocar repúdio.
É esta a catequese 2.0, uma catequese de segunda geração. Esta metodologia não é fácil de concretizar. Mas considero que merece uma reflexão profunda e responsável. Pretendo levantar a discussão em torno deste assunto. Serei o único a pensar desta forma? Será que ainda não sentimos a necessidade de mudança de estratégias e metodologias? Aguardo os vossos contributos.
11 comments Junho 22, 2009
Agrupamento da Lama
Aqui fica o resumo da primeira actividade do agrupamento (em formação) de S. Miguel da Lama.
4 comments Junho 20, 2009
Catequese para aprender?
Conversando com uma catequista, que não é da nossa paróquia, utilizava os termos “aprender” e “programa”. É preciso dar esta matéria (assunto/tema). Os meninos têm de saber.
Na catequese, ainda temos um programa para cumprir, fundamentado nuns catecismos que desconhecemos o programa a que obedecem, por quem foram feitos, para que público alvo, onde não parece haver articulação de objectivos, conteúdos e estratégias, ignorando que os catecismos são apenas materiais catequéticos. “O catecismo não pode ser considerado como meio indispensável de catequese”. “Vários catecismos tradicionais foram objecto de não poucas observações críticas: 1) são compêndios doutrinais abstractos e distantes da vida; 2) em geral reflectem uma concepção pedagógica e didáctica obsoleta; alguns deles revelam-se instrumentos inadequados e ineficazes” (Alberich).
Mas será que persistimos na ideia da criança depositária de saberes? Será que continuamos a defender a passividade e a ausência de pesquisa, análise e de auto-crítica? Diz Paulo Freire que a “cultura consiste em recriar e não em repetir”. Será que a vida da fé não irá pela mesma linha? Queremos imitadores, ou pessoas capazes de interpretar e de transformar a sua realidade, a sua vida, de uma forma consciente?!
Infelizmente educa-se para arquivar o que se deposita. Mas, curioso, o que é arquivado é o próprio indivíduo, que perde assim o seu poder de criar, se faz menos homem, converte-se numa peça. O destino do homem é ser criador, transformador do mundo, do seu mundo, exterior e interior, sendo sujeito da sua própria acção. A consciência “bancária” pensa que quanto mais se dá mais se sabe. Mas será essa a interpretação das palavras de Cristo: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Ninguém educa ninguém. O homem dever ser o objecto e sujeito da sua própria educação. Por isso, talvez a melhor forma de educar na fé, não seja o programa rígido, mas a elaboração de um projecto. Desta feita, o catequista deve conhecer e interpretar as situações iniciais do seu público alvo (crianças), elaborar um projecto concreto de acção, colocá-lo em prática e avaliá-lo, para o aperfeiçoar e reaplicá-lo posteriormente (cf. Alberich).
O projecto deve ter em consideração a interacção com o público alvo, envolvendo-o, para que ele chegue à compreensão da sua realidade, levante hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procure soluções. O projecto não pode surgir da uma posição vertical, de cima para baixo, nem de fora para dentro. Deve surgir de dentro para fora. De dentro de cada membro, da sua realidade e interpretação pessoal, para o grupo. O papel do educador, catequista, é o de orientar e facilitar essa exposição, e a colocação das hipóteses. Desta forma, o projecto é dinâmico, progressivo e integrador.
A motivação é a força geradora de comportamentos é a que predispõe a pessoa para uma determinada actividade. Não se identifica com interesses espontâneos; está profundamente ligada às necessidades próprias de crescimento e desenvolvimento de cada indivíduo. Por isso, em catequese, devemos motivar para a vontade de aprender, de construir e partilhar experiências e conhecimentos. . O verdadeiro conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito. Requer uma acção transformadora sobre a realidade. Exige uma busca constante. Implica uma invenção e reinvenção. Reclama uma reflexão crítica.
Aprende verdadeiramente aquela pessoa que se apropria do aprendido, transformando-o em conhecimento, e é capaz de o aplicar em situações existenciais concretas e diversificadas, num trabalho contínuo de readaptação. Aquele que é “enchido” por outro de conteúdos, não aprende. Isto pode, no máximo, constituir um dar-se conta e não conhecer. Domesticar as crianças, não é uma boa forma de fazer catequese, e uma avaliação idónea, comprova a ineficácia no nosso sistema catequético.
Por tudo o que foi escrito, será que a catequese é para aprender? É e não é. Não é, se convertemos a criança numa depósito de conteúdos. É, se esses saberes forem construídos num processo dinâmico, interactivo, orientado pela ideia do projecto, e que ajude o indivíduo a preparar-se para a vida, de uma forma consciente e autónoma.
Add comment Junho 16, 2009
