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Boa Páscoa

Abril 18, 2014
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Desejar boa Páscoa, é desejar que Jesus seja o Senhor da nossa história e nos livre de todos os senhorias sem história. Ele está vivo para nos recordar disso e nos inspirar com o seu Ruah.

Dessa forma, que façamos da nossa vida aquilo que Ele fez: fazer-se tudo para todos, ser pão partido e repartido para a vida do mundo. Isto é a fé digna de ser celebrada.
pascoa 2014

Dizem por aí…

Abril 18, 2014
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Dizem por aí…

Que devemos ser correctos, sensatos.
Que não é bom misturarmo-nos com más companhias.
E por isso o melhor a fazer é separar. Separar os “puros” dos “impuros”, os justos dos pecadores, os bons dos maus… Enfim, dizem por aí…

Mas EU nunca disse!!! Nunca agi assim!
Tornei-me companheiro, amigo, apaixonado, … IRMÃO de condenados.
E tanto os amei ao ponto dos “puros” não me suportarem mais.
Por isso condenaram-me também.
Condenaram-me por “anunciar a Boa-Nova aos pobres”, “dar a vista aos cegos”, “libertar os cativos”… Por “salvar o que estava perdido”.
Outros “puros” ainda deformaram-me à sua imagem e semelhança elevando-me como o “mais puro”.
E com uma máscara piedosa velaram o meu rosto Salvador.
Os fariseus ainda continuam por aí… De dedo em riste, procuram condenados…
Alguns gabam-se até de o fazer em meu Nome… Sim, ainda hoje andam por aí… Ainda dizem por aí…

Mas Eu também continuo por AQUI! Como o Emanuel, o Ressuscitado!
Não aí …como acusador ou juiz, Mas AQUI Contigo…como Irmão, como Vivente. Como Salvador.

Por favor, mana… mano…
Devolve o meu rosto Salvador. Ajuda-me a condenar todos os rótulos. Acolhe Comigo, dialoga Comigo, Ama Comigo… Salva Comigo… Sê o meu rosto Comigo
EMANUEL

Soube que me amavas

Abril 14, 2014

Pai de verdade

Março 22, 2014

Pai de verdade sabe que ser pai não é simplesmente recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de verdade não só levanta o filho do chão quando ele cai, mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

Ele não é simplesmente quem satisfaz os caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade não é aquele que escolhe as melhores escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade não coloca modelos de conduta, mas aponta àqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja grande e verdadeiro sucesso com a sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade não está ali só para colocar a mão no bolso para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe até que ponto está a alimentar um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade não diz “Faz isto” ou “faz aquilo”, mas sim “tenta fazer o melhor com aquilo que já sabes”.

Ele não acusa os erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente, atento e amoroso – com a alma, de joelhos, pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos…

“Acompanhar, e não condenar, casais que fracassam no amor”

Fevereiro 28, 2014
Pois é… quando falamos nós, não temos autoridade, e somos desalinhados. Agora falou a autoridade para quem precisa dela… Irá fazer a diferença?“Jesus respondeu explicando aos fariseus porque Moisés havia feito aquela lei. Deixando a casuística de lado, ele vai ao centro do problema e chega aos dias da Criação. A casuística é uma armadilha: “por detrás da mentalidade de reduzir tudo a casos, existe sempre uma armadilha contra as pessoas e contra Deus, sempre!”.

O Papa citou depois a referência ao Génesis: “Desde o princípio da Criação, ele os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe, e os dois serão uma só carne”.
“Deus – disse o Papa – não queria que o homem ficasse sozinho, queria uma companheira para seu caminho. O encontro de Adão com Eva é ‘momento poético’. Por outro lado, esta obra de arte do Senhor não acaba ali, nos dias da Criação, porque o Senhor escolheu este ícone para explicar o seu Amor pelo povo”.

“Quando Paulo deve explicar o mistério de Cristo, se refere à sua Esposa, porque Cristo é casado, casado com a Igreja, seu povo. Como o Pai havia se casado com o Povo de Israel, Cristo se casou com o seu povo. Esta é a história do amor, e diante deste caminho de amor, deste ícone, a casuística decai e se transforma em dor. “Quando deixar o pai e a mãe e unir-se numa só carne se transforma num fracasso – e isso pode acontecer – devemos acompanhar as pessoas que sofrem por terem fracassado no próprio amor. Não condenar, mas caminhar com eles e não fazer casuística com eles”.

“Deus abençoou esta obra de arte de sua Criação, e nunca retirou a sua benção.. nem o pecado original a destruiu! Quando se pensa nisso, se vê “como é lindo o amor, o matrimónio, a família; como é bonito este caminho e como devemos estar próximos de nossos irmãos e irmãs que tiveram a desgraça de um fracasso no amor”.

  • Ninguém defende o divórcio fácil. Mas apenas se coloca a pergunta: em nome de um ideal tão bonito e nobre, como é o amor para sempre, tal como é o amor de Deus para connosco, temos o direito de excluir e complicar a vida às pessoas com um fardo ainda maior que a frustração de um matrimónio fracassado?

Não chores…

Dezembro 31, 2013

Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. 
Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. 
Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. 
Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. 
Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. 
Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. 
Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas segue adiante.

(Papa Francisco)

Jesus, nosso redentor

Novembro 22, 2013
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1. Diante de Jesus, percebemos que finalmente há um ser humano, homem real e verdadeiro como nós, com todas as suas consequências, que está submetido como nós às condições humanas e às estragações desumanas, que como nós experimenta a força da impotência diante do pecado e que, ao mesmo tempo, é todo este mesmo mistério de comunhão e unidade com Deus e com o seu Espírito. Por isso consegue encontrar em si a lucidez e a força para romper, a partir de dentro desta realidade, a nossa impotência, rasgar a blindagem do nosso pecado e abrir-se à possibilidade de uma realização infinita.

 O que está em causa é romper a fatalidade da impotência diante do mal, não pagar uma dívida devida a Deus! O que está em causa na vida de Jesus é abrir a possibilidade de uma realização plena para o ser humano, não pagar um castigo. O que está em causa é dar ao ser humano tudo o que Deus tem para nos dar como Graça, não dar a Deus tudo o que o ser humano lhe deveria dar como expiação.
 A Familiaridade Salvadora à qual a Redenção de Deus nos conduz consigo é uma comunhão de vida animada pelo Espírito Santo. O Projecto de Deus Redentor é sermos Um só com ele. E desse Projecto não desiste até que a Sua Vida e Felicidade, que já é tudo em Jesus, seja tudo em todos.
 Ireneu de Lyon, um dos maiores cristãos do séc. II, escreveu isto de maneira brilhante: “Deus fez-se Homem para que o Homem se torne Divino”.
2. Há uma coisa fundamental que nós, de cultura individualista, muitas vezes esquecemos: tudo o que Jesus viveu e tudo o que nele aconteceu, não vale somente para ele mas para todos. Por outras palavras: a Redenção que anunciamos não é uma teoria vaga, aérea, mas coincide com o mistério pessoal de Jesus de Nazaré e a acção de Deus nele. A Redenção não é uma “coisa” ou “ideia” mas uma pessoa, no processo concreto da sua existência. Por outras palavras ainda: a Redenção não é uma espécie de misticismo invisível mas, antes de tudo, a maneira concreta de Jesus viver!
 Na sua maneira concreta de existir, num mundo marcado pela impotência diante do mal e do sofrimento, Jesus viveu uma vida de abertura total a Deus e aos Homens, uma vida fraterna, leal e valente, capaz de derrotar dentro de si o ódio e o egoísmo. Fez da vida um processo totalmente baseado no amor e, por isso, viveu cheio de sentido, apesar de tudo… Na medida em que viveu tudo isso dessa maneira, faz possível que todo o ser humano, como ele finito e limitado, circunstanciado e malinado, assuma a existência como Hora de Salvação, como Acontecimento de Redenção e Graça. Na vida de Jesus, rasga-se o véu de alto a baixo que nos mantinha prisioneiros da fatalidade de sermos como somos… Com ele e como ele é possível viver uma vida resgatada, libertada do pecado e do poder do mal.
 3. É importante conhecer as duas palavras usadas no NT e que nós traduzimos normalmente sempre pela mesma: “pecado”. Usa-se Paraptôma, que é o pecado enquanto acto, transgressão… E Hamartia que é o pecado enquanto doença vital, mal que nos habita e habitua, fonte de tristeza e impotência… Pois é este que toma conta de nós e nos faz escravos! É daqui que precisamos ser resgatados para a “gloriosa liberdade dos filhos de Deus”.
 Quando o Evangelho nos anuncia um Jesus capaz de vencer todas as tentações, está a unir-nos à Possibilidade nova aberta por ele, a possibilidade de romper a impotência diante da Hamartia, a força de desobedecer à prepotência da Hamartia…
Em Jesus, já não há situação alguma na qual o ser humano se sinta forçosamente vencido pelo mal.
 Jesus, metido até à ponta dos cabelos neste mundo que é o nosso, mergulhado até ao pescoço nas experiencias e consequências do pecado, foi desatando, uma a uma, todas as impotências… foi libertando, uma a uma, todas as possibilidades… foi desmascarando, uma a uma, todas as fatalidades… e, no exacto momento de o fazer, Jesus estava a fazer tudo isso possível para todos!
 A Vida de Jesus é profundamente Redentora porque abre brechas incuráveis na carapaça do pecado. Rasga caminhos de vida no meio desta realidade concreta ainda habitada e habituada à Hamartia, inventa nesgas através das quais é capaz de entrar a Esperança em toda e qualquer situação, até nas mais injustas e incapacitantes.

4. E, ainda por cima, a vida de Jesus não é Redentora apenas pela força da lembrança de quem ele foi, mas pela Fé de que Deus quis que ele continuasse a ser assim e fazer assim para sempre e para todos! É por aí que vai a Boa Notícia da Ressurreição… para o anúncio de que aquele que foi assim há dois mil anos, continua a ser assim HOJE, vivo e activo no meio de nós porque um ReSuscitado é sempre nosso contemporâneo! E aquele que fazia aquelas coisas junto daquelas pessoas lá da Galileia, é o mesmo que está connosco, AQUI mesmo, para fazer exactamente o mesmo…

A Redenção não foi um veredicto que caiu sobre a cabeça de Jesus a nosso favor. A Redenção não foi um momento de sacrifício e sofrimento que agradou a Deus e nos salvou o coiro a nós… A Redenção é uma pessoa, Jesus mesmo, na sua tão concreta maneira de existir, que continua a fazer tudo o que está ao seu alcance para nos resgatar da Hamartia que habita ainda o nosso mundo, que nos habita a nós e que, pior que tudo, nos habitua de tal maneira que até nos esquecemos que somos escravos e há alguém a bater-nos à porta para nos levar a ser felizes.

(Rui Santiago, in http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2013/10/jesus-nosso-redentor.html)

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