Archive for Fevereiro, 2008

Cancelamento da celebração do perdão

O Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga, durante uma Celebração Penitencial que teve lugar na Sé Catedral, na quinta-feira, à noite, dia 28 de Fevereiro, disse o seguinte: “Só a confissão pessoal com absolvição individual é permitida na Arquidiocese”. “Se algum sacerdote age de maneira diferente, está contra a comunhão eclesial”. Segundo as suas palavras, procurou “esclarecer de modo claro e inequívoco” a doutrina da Igreja sobre as formas de celebrar o Sacramento da Reconciliação. Assim, lembrou que “durante séculos, a única forma de celebrar o Sacramento era a Confissão e a Absolvição individual.
No que respeita à celebração da reconciliação comunitária e absolvição geral -, o Arcebispo de Braga relembra que “não pode ser adoptada, senão em caso de grave necessidade”, conforme regula o Código de Direito Canónico. Dom Jorge frisou que “existe uma necessidade grave quando se verificarem, cumulativamente, as seguintes condições: falta de sacerdotes suficientes para que, dado o número de penitentes, cada fiel possa ser ouvido dentro de tempo razoável e, sem culpa própria, seja obrigado a permanecer, durante muito tempo, privado da graça sacramental e da sagrada comunhão”. O Prelado refere não se verificar na Arquidiocese de Braga necessidade grave para que se realizem absolvições gerais, e é a ele que pertence, de acordo com a lei da Igreja, o poder de decisão neste assunto. (In Diário do Minho, de 29/2/2008)

Foi na Quaresma de 2002 que, por razões pastorais, começamos a fazer a celebração da confissão incluída numa celebração em que se dava a absolvição colectiva. A única coisa em que difere é o penitente contar ou não a sua vida ao confessor. Qual o interesse disso para o sacerdote?, pergunto eu. Nenhum, na minha opinião. Eu não preciso de saber da vida das pessoas. Pode é ter interesse para as pessoas que talvez precisem de um conselho. E para essas pessoas sempre existiu e existe a celebração tradicional com a absolvição individual. Mas a igreja continua a defender a necessidade da acusação individual dos pecados. O sacerdote nunca saberá se as pessoas estão a dizer tudo e a verdade. Por isso, o que se conta na confissão….
O que é certo, é que esta forma não é aceite talvez pela maioria das pessoas. O número de penitentes que se abeiram da confessor é cada vez menor. E o número de participantes na celebração com absolvição colectiva é cada vez maior. Isto é uma constatação. E não acredito que seja por ser mais fácil. Alguns sacerdotes e muitas pessoas têm esta dupla experiência. Só fala assim quem nunca participou.

Os sacerdotes que optaram pela celebração colectiva quiseram encontrar uma alternativa para essas pessoas se aproximarem de Deus e sentirem o Seu amor e o Seu perdão. Não foi por comodismo ou preguiça, mas por razões pastorais. Tentou-se cativar as pessoas que se afastaram da igreja ou da confissão mantendo sempre a possibilidade da confissão individual para os outros. Nunca se substitui a forma tradicional. Apenas se encontrou uma solução para a situação referida.

Temo que, colocando a lei acima do evangelho, que é o que está a ser feito neste caso, na minha opinião, venhamos a perder essas pessoas.
Lamento. Mas por obediência ao bispo, porque é neste patamar que se coloca a actual situação, não faremos a celebração do perdão. Até agora o Senhor Arcebispo nunca tinha tomado a posição que tomou agora. Limitava-se a aconselhar e dar pareceres. Actualmente existe uma proibição formal.

Mesmo não me identificando com a posição do prelado, tenho de obedecer.

21 comments Fevereiro 29, 2008

Leituras para o matrimónio

aliançasPartilho agora as leituras mais utilizadas na celebração do matrimónio.

Os nubentes podem escolher outras leituras que não estas.

Estas são apenas sugestões. Devem escolher três leituras: uma do Antigo Testamento, outro no Novo Testamento e o Evangelho.

Leituras

1 comment Fevereiro 27, 2008

O caminho é longo… continua a caminhar

O caminho é longo! É preciso chegar ao fim…
O caminho é pedregoso! É preciso desviar das pedras, quebrar as rochas e seguir avante…
É preciso ter coragem, correr os riscos, enfrentar o perigo e ser constante…
O caminho não está feito… é preciso construí-lo todos os dias, arrancando espinhos, derrubando barreiras, aterrando vales…

O caminho às vezes escurece. É preciso estar prevenido, não deixar nunca a lâmpada sem azeite, estar pronto para tudo o que acontece.
Às vezes chove, faz frio e o vento sopra e incomoda. É preciso um abrigo.
Às vezes o caminho é solitário! É preciso um amigo.
Às vezes o sol queima, a sede devora. É preciso uma sombra, uma fonte onde a gente se revigore.
Às vezes toda a perspectiva de um caminho desaparece. É preciso uma esperança profunda, sem limites.
Uma esperança que nunca desvanece.

A certeza de que alguém falou e a sua palavra nunca falha.
A certeza de que não estamos sós nesta jornada, mas somos um povo a construir a sua estrada rumo ao mesmo fim.
Onde a promessa se cumprirá plenamente.
Onde não haverá mais chuva nem frio nem trevas.

caminharTu, que andas por este caminho, percorre-o até ao fim.
Constrói este caminho dia a dia, não em terra de areia, mas em chão firme.
Caminha sempre.
Não importa que haja quedas.
Importa sempre começar de novo…
confiar sempre no mesmo amigo,
seguir sempre em frente como peregrino, como povo,
caminhando e crescendo na mesma amizade e na mesma fé,
alimentados pela mesma esperança em busca de comunhão.

Caminhando sempre
de mãos dadas, com a mesma coragem e mensagem.
Eis o lema do Cristão: Caminhante, não há caminho. Faz-se caminho ao andar.

1 comment Fevereiro 27, 2008

Partilha de experiências

Uma catequista lançou este tema no seu espaço online. Vale a pena passar por lá. Este é o verdadeiro espírito da web 2.0: aprender em colaboração, criar redes sociais. Este é o verdadeiro espírito cristão: formar comunidade, partilhar experiências. E nos tempos que correm, nada mais acertado do que se falar de comunidades virtuais, paróquias virtuais, catequese virtual. Desta forma estamos a criar laços, estamos a formar uma onda de apoio, ajuda, partilha.

http://celinarmachado.spaces.live.com/blog/cns!9F5238017D80078!836.entry#category 

Add comment Fevereiro 26, 2008

Imagens que falam

imagem

Esta imagem fala por si. Diz tudo sobre a postura de Jesus, e revela aquilo que devemos ser (pelo menos eu).

Estamos demasiados agarrados, demasiado presos a tradições, acontecimentos, vidas…

Mesmo com a reprovação de muitos… é preciso ousar ser diferente, crescer, caminhar, marcar a diferença, não para dar nas vistas, mas por convicção e por nós mesmos, fruto de uma reflexão.

Não é fácil… mas é o caminho de maturidade e da VIDA.

Duas frases que marcam: “Quando pensarem que sabem tudo sobre uma coisa, procurem olhar para ela de uma forma diferente”.

“Duas estradas divergiam num bosque e eu segui pela menos usada… isso fez toda a diferença”.

Add comment Fevereiro 26, 2008

Jesus subiu ao cimo do monte

Tomando três dos discípulos, Pedro, Tiago e João, subiu ao monte para orar. Não interessa aqui o nome do monte, nem a sua situação geográfica. Interessa sim que subiu ao monte com os seus companheiros.
Uma vez aí, fez silêncio dentro de Si e orou. No momento de intensa e reflectida oração, o seu rosto tornou-se resplandecente e como que se transfigurou.

Não podemos contudo “olhar” para este episódio do evangelho, como se fosse crónica de acontecimentos. Não, o evangelho não é história e não se lê com os olhos.
É catequese e lê-se com a Fé de um coração disponível.
É um momento de catequese e um testemunho fruto da vivência directa com Jesus e também resultado da reflexão das primeiras comunidades cristãs: “estes sinais foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Messias, o Filho de Deus; e para que acreditando tenhais a vida em Seu nome “(Jo 20, -31)

A Transfiguração de Jesus, como nos aparece narrada, descreve este Jesus de rosto resplandecente, com uma luz que não se podia encarar de tão forte e branca que era.
É mesmo assim. Cada momento com Deus transfigura o rosto do homem. Foi assim com Moisés a quando da travessia do deserto rumo à terra prometida, foi assim com Jesus e será assim com todos aqueles que, pela Fé, e na oração se encontrem com Deus.
É ou não é verdade que quando regressamos de uma celebração que foi vivida intensamente nos sentimos diferentes, mais alegres, mais felizes, mais dispostos, mais generosos, capazes de coisas até aí nunca pensadas?

A subida ao monte com Jesus é uma caminhada que todos devemos e temos que fazer, para orar, para reflectir, para ouvir, para escutar. Este escutar com o sentido de obedecer e um compromisso de O seguir em todas as circunstâncias.
Por isso não podemos querer, como os discípulos, ficar e fazer tendas no cimo do monte.
Fazer tendas é sinal da acomodação, que se apodera de nós facilmente, é o ficar ali, é o ficar longe dos acontecimentos, é o ficar longe das dificuldades da vida, é o ficar a ver à distância, longe dos irmãos e da comunidade. Mas a mensagem de Jesus é clara: depois da oração, depois de ouvida a mensagem, é preciso descer do monte, descer à terra, entrar no mundo real passar à acção e pormo-nos a caminho.

Em cada celebração de encontro na Eucaristia, subimos ao monte, vemos o rosto transfigurado de Cristo, vivemos o espírito da sua ressurreição, experimentamos a escuta da Sua voz, vivemos a Sua intimidade e partimos em caminhada.
Esta caminhada pode bem ser a nossa Quaresma. Tempo litúrgico favorável para a escuta da palavra de Deus, tempo de deixar a planície da nossa comodidade e segurança, da nossa auto-suficiência e do nosso egoísmo e subir, subir à montanha, a montanha onde se faz ouvir a voz de Deus, com um espírito generoso e solidário, para com os nossos companheiros de jornada, e procurar lá o rosto de Jesus transfigurado que nos transforme também a nós e nos acorde para podermos regressar à vida com um espírito diferente:
Um espírito de
Transfiguração no nosso trabalho, campo de pão para todos
Transfiguração na nossa dor, caminho de purificação e graça
Transfiguração nas nossas alegrias, dádiva de amor aos outros
Transfiguração do nosso eu, na dignidade de uma vida
Transfiguração do nosso meio, na construção da paz
Transfiguração de cada dia, no caminho para a Páscoa.
Na Tua ajuda, o meu obrigado, Senhor!

ZéLuiz (Fevº 2008)

Texto completo

11 comments Fevereiro 25, 2008

Segredo da felicidade

Andava um jovem em busca da felicidade. Informado da existência de um sábio que o poderia ajudar, parte em busca dele.

Ao chegar, encontra um grande palácio, com muito movimento. Esperou bastante para ser atendido. Quando chegou a sua vez, faz a pergunta ao sábio, sobre o segredo da felicidade. Este respondeu: “agora não te posso responder. Mas pega nesta colher, e vai visitar o palácio, ver as obras de arte, mas não entornes as duas gotas de óleo que levas na colher”.

Passadas duas horas, volta o jovem, com as duas gotas na colher. Pergunta-lhe o sábio: “Então, conseguis-te apreciar as obras de arte do palácio e os seus jardins?”

“Não, respondeu o jovem. Estive tão preocupado em não entornar as gotas da colher que não consegui apreciar nada”.

“Então volta, e agora preocupa-te em apreciar as maravilhas do palácio”, diz o sábio.

O jovem volta a visitar o palácio e quando chega junto do sábio, diz: “Este palácio é muito bonito. Tem muitas obras de arte, lindas e valiosas. E os jardins são fabulosos!!”

“E as duas gotas na colher?”, pergunta o sábio.

“Desculpe… estava tão entretido a apreciar as maravilhas do palácio que me distraí e entornei as gotas” .

“Pois o segredo da felicidade está em apreciar as maravilhas do mundo e nunca esquecer as duas gotas na colher”, sentenciou o sábio.

2 comments Fevereiro 25, 2008

Música

E que tal descobrirmos a nossa veia de músicos?!

Experimentem… http://www.muxicall.com/

A explicação encontra-na aqui.

Add comment Fevereiro 24, 2008

Missa

Para quem quer entender um pouco mais sobre a missa, coloquei na “partilha/catequese/apresentações pps/missa” um powerpoint. Para consultar os vários itens ir clicando nos vários botões que aparecem em cada página.

2 comments Fevereiro 24, 2008

Samaritana

poçoNa missa da catequese da Lama fizemos a encenação da samaritana, em volta do poço.

Na acção de graças, as crianças da catequese vieram a “Jesus” com várias sedes, marcadas em copos, e foi-lhes dada “água viva”.

“Jesus ofereceu água viva à samaritana. E oferece ainda hoje uma água viva para saciar as nossas sedes.
A sede de água, essa saciamo-la com a água fresca das fontes.
Mas há outras sedes maiores, que as pessoas devem sentir:
- felicidade, paz, verdade, amor, vida Deus….
(as crianças mostram o cartaz e bebem do copo)

SamaritanaA samaritana, depois de encontrar o “salvador do mundo”, que traz a água que mata todas estas sedes, não se fechou em casa a gozar a sua descoberta; mas partiu para a cidade, a propor aos seus concidadãos a verdade que tinha encontrado. Nós seremos, como ela, uma testemunha viva, coerente, entusiasmada dessa vida nova que encontramos em Jesus?

Nesta semana, procuremos aprofundar esta relação que somos convidados a viver com Deus e com os nossos irmãos.
E agradeçamos ao Senhor por aqueles que O seguem e não têm medo de espalhar a Sua Palavra e Evangelizar em Seu Nome.”

3 comments Fevereiro 24, 2008

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