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Lázaro, sai para fora!
Esta ordem, “SAI” é dirigida a todos e a cada um de nós.
Eu e tu ouçamos o “Sai cá para fora” como um convite e uma ordem para deixarmos a morte e vivermos a vida. Tiremos as ligaduras, descubramos o rosto e deixemos a nossa “vidinha” e o nosso pecado e de “peito aberto” lancemo-nos à vida. Uma vida nova em Jesus Cristo, uma vida de filhos de Deus. Sejamos felizes.
Este texto do evangelista S. João, escolhido para a liturgia do V Domingo da Quaresma, é mais um que encerra uma forte componente catequética e não é uma notícia de acontecimentos de uma determinada comunidade. Comporta teologia de Jesus Ressuscitado, o Senhor da Vida.
Da narração dos factos desta passagem do evangelho, podemos destacar alguns pontos a comentar:
Família de Betânia (irmãos amigos de Jesus) – Quer de alguma forma representar a comunidade de Cristo em que todos devemos ser irmãos e iguais em responsabilidade e acção.
Tempo de espera e inquietação de Marta – No meu entender e na forma como interpreto esta narração, quer-nos dizer que Jesus não veio para interferir na evolução natural da vida, veio para anunciar a salvação. Anuncia-nos que “quem acredita em MIM não morrerá”, querendo dizer também que aquele que segue Cristo e se deixa alcançar pela sua mensagem, passa da morte à vida pela sua Páscoa.
Início de uma vida nova “Deus enxugará todas as lágrimas e não haverá mais morte nem dor…”(Apoc).
– O cristão sabe e acredita que a morte é o início de uma vida nova, aliás a ressurreição é o essencial da nossa Fé “se não acreditardes que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos a vossa Fé será vã”(Paulo). No entanto não somos insensíveis à dor humana causada pela perda de um familiar ou amigo. Recentemente passei por uma experiência destas e sei bem o quanto é violento e sentimento da ausência física. Esta dor e este choro não é contudo de revolta e desespero, é choro e dor e sofrimento sereno de quem acredita em Cristo e na sua mensagem.
Tirai a pedra…tirai as ligaduras… – É sinal de ressurreição em que se acabam as barreiras e as amarras. Tudo é removido para dar lugar à vida, à vida em Cristo.
Ao fim e ao cabo não é mais do que a razão da nossa caminhada na Quaresma – aqui temos de novo a caminhada, o movimento – a remoção das pedras e das amarras do caminho para vivermos em plenitude a vida da Páscoa.
É assim o Evangelho de Cristo. Um meio para através de textos simples encontrarmos e entendermos o caminho ao Seu encontro.
ZéLuiz
4 comments Março 10, 2008