Bom pastor
Abril 11, 2008
Este quarto domingo da Páscoa é chamado o dia do Bom Pastor, porque o Evangelho de domingo nos apresenta Jesus como o Bom Pastor. João, apresenta-nos as características daquele que pode ser considerado como bom pastor:
É quem abre a porta: abrir a porta é sinal de liberdade, de saída, de viver a aventura.
A voz é conhecida: a voz do pastor é inconfundível. O tom de voz, os pequenos “tiques”, entoações, fazem a diferença. Quando se ouve a voz, o coração já pula, como a querer sair do peito.
Chama pelo nome: para o pastor, as ovelhas não são todas iguais. Ele dá um nome a cada uma e conhece-a. Porque lhe dedica tempo. Porque lhe presta atenção. Porque se preocupa com o bem estar físico e psíquico. Ele é mau em matemática. Não olha para o todo e não contas de uma forma anónima. Ele só sabe contar até um. Cada ovelha é única.
Leva-as: o pastor não as manda, ou manda alguém com elas. É ele quem as acompanha. Quer que elas se sintam confiantes e seguras porque estão nas suas mãos.
Todas: o pastor não se esquece de nenhuma. Em alturas de pessimismo, pode alguma ovelha pensar que está sozinha, que ninguém repara nela. O Bom pastor não esquece nenhuma, e está sempre presente.
Caminha à frente: Não quer que nenhuma se perca, se magoe. Ele guia, orienta, prepara o caminho,porque as suas ovelhas merecem o melhor. Mas tenho certeza que este pastor também vem ao meio, estar com as ovelhas que estão nesse lugar. E também vem atrás, incentivar as mais atrasadas, as mais cansadas.
No fundo, ele quer que todos tenham vida. Mas não uma vida apenas vegetativa, ou puramente biológica. O bom pastor quer que tenhamos VIDA em abundância, em plenitude, com sentido, com objectivos. Uma vida sem objectivos não vale a pena ser vivida.
Que sintamos a presença do Bom Pastor na nossa vida. Ele estará sempre connosco, até ao fim dos tempos. Ele gasta tempo com cada um de nós. Nunca nos chama chatos. Ama-nos e conhece-nos. E isso não nos deve meter medo. Quando alguém nos conhece, e nos deixamos conhecer por esse alguém, que não nos julga, não goza, mas respeita e compreende, não há nada de melhor, e que nos ajude a crescer.
Temos medo de nos darmos a conhecer. E isso só nos dificulta o caminho e nos faz prolongar o sofrimento. Todos precisamos de alguém em quem confiar, com quem desabafar, com quem partilhar dúvidas e interrogações. Esse alguém conhece-nos. Quase nem precisamos de falar. Sentimo-nos seguros, aconchegados, compreendidos. Temos a certeza que não somos uns anormais. Que o Bom Pastor nos ajude a descobrir esse alguém. E que descubramos n’Ele esse alguém.
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1.
miná ( Famalicão) | Abril 13, 2008 at 11:42
Destaco duas frases chave em todo o texto,pois são aquelas que mais me tocam:
- o Bom Pastor, nunca nos chama chatos
_ todos precisamos de alguém em quem confiar…
2.
José Sá | Abril 13, 2008 at 12:52
Pode crer. Sem pretender ser redutor, posso comparar o ser humano a uma panela de pressão: funciona bem se o respiro estiver a funcionar correctamente. Se entupir, já imaginam os estragos.
Darmo-nos a conhecer é arriscado; é colocar a nossa vida nas mãos de alguém, e isso acarreta alguma dose de risco… mas, se confiamos, é preciso arriscar. Essa pessoa é alguém que nos ajuda a crescer, a dar o melhor de nós mesmos, a dizer que somos mais que os nossos erros, que nos compreende porque sabe colocar-se no nosso lugar, que nos escuta sem nos chamar chatos, que nos olha e diz:”És capaz”, alguém que enxuga as nossas lágrimas, nos abraça quando nos sentimos sós, etc, etc.
É preciso criar uma ambiente de amizade, cultivar este valor.
Muitas vezes, os pais lamentam-se por os filhos adolescentes não dialogarem com eles, por se fecharem. Será que cultivamos a confiança e a compreensão? Se, por exemplo, os pais passam a vida a criticar os outros, os colegas, sem procurarem compreender, estão a minar a confiança dos filhos.
Tenhamos atenção, porque pelas nossas atitudes e modos de falar, estamos a construir, ou não, relações cordiais e saudáveis de amizade.
3.
Carla (Catequista 2º Ano&hellip | Abril 14, 2008 at 07:20
Olá..
Na sociedade dos dias de hoje, não é facil abrir o coração e confiar…Parece-me mesmo a sociedade dos espertos e dos desconfiados..
No entanto posso dizer que sou feliz, porque tenho em quem confiar, tenho umas mãos nas quais posso colocar a vida. Jesus dá-me “sabedoria” para descobrir esse (s) alguém (ns). E a maior alegria é que: descubri n’Ele esse alguém.
4.
Edja | Abril 24, 2008 at 09:01
amei