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Vida cristã
Ontem, numa reunião, uma catequista referia que estava chocada porque perguntou aos seus adolescentes que influência tinha Cristo no dia-a-dia deles, ao que alguns responderam que nenhuma.
Dá para pensar no tipo de catequese que estamos a transmitir. Refiro isto no geral, não em concreto a esta catequista. Quantos não há que diriam a mesma coisa. E dizem-nos, em atitudes de afastamento à Igreja.
Diante disto, partilho duas ideias: a primeira, é que devemos tornar as nossas catequeses mais significativas; isto é, que tenham mais em conta a vida deles e que eles possam levar uma mensagem cristã para a vida. Para isso, devemos deitar mãos a todos os recursos possíveis, e não manter uma pedagogia, que pode ser muito bem estruturada, mas ineficaz. Com isto, não quero dizer que sou apologista da descida de fasquia de exigência. Devemos é encontrar alternativas para tentar fazer passar a mensagem de uma forma mais agradável e atractiva. Não tenhamos medo de algum se perder. Jesus também perdeu um. E os outros também o abandonaram no momento mais decisivo da sua vida. A resposta à mensagem tem de ser livre, nunca imposta.
A segunda ideia, é esta: Muitas vezes ficamos com a sensação de que nada do que fazemos resulta. É normal sentir isso. Muitas vezes, quem semeia a planta não chega a colher os frutos. Isto não é apenas trabalho humano. Existe uma Força por detrás, que é a razão de ser de todos o nosso trabalho. Somos instrumentos nas mãos de Deus. A Ele compete fazer o resto que nós não conseguimos. Mas quando muitos dizem que Deus não está presente no seu dia-a-dia, eles querem afirmar que não pensam nele quando tomam decisões. Isto é, não o fazem de forma consciente. A mensagem está, no entanto, presente na sua identidade, na sua forma de pensar, sentir e agir. Só que nem dão por ela. Podem afastar-se da Igreja, mas não o fazem em relação a Deus. Ele está entranhado na formação deles. E um dia, Ele estará presente de uma forma mais consciente. Tenhamos paciência.
Por isso, esta situação é motivo para reflexão, mas não vejo necessidade de pessimismo. Continuemos a semear, conforme o terreno; e confiemos a Deus o resto.
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