Quando o teu filho…

Abril 22, 2008

Te procurar com o olhar… olha-o.
Te estender os braços… abraça-o.
Te procurar com a boca… beija-o.
Quiser falar-te… escuta-o.
Se sentir desamparado… ampara-o.
Se sentir só… acompanha-o.
Te pedir para voltar… recebe-o.
Se sentir triste… consola-o.
Estiver a trabalhar… anima-o.
Estiver desanimado… encoraja-o.
Perder a esperança… fala-lhe de Deus.

Entry Filed under: Amor, Pais, filhos. .

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  • 1. José Sá  |  Abril 22, 2008 at 21:30

    É fácil acusar os pais de todos os males provocados pelos filhos. Hoje, ser pai e mãe, é ser-se herói. Todos os parceiros educativos, família, escola, igreja, devem trabalhar de uma forma complementar e programada. Não nos podemos dar ao luxo de fracassar no campo da educação.
    Mas, por vezes, complicamos o que já não é fácil. Os pequenos pormenores, a presença, uma hierarquia correcta de prioridades, é fundamental para ajudar no sucesso educativo.
    Muitos pais não têm tempo para os filhos, quando estes os procuram. Têm muito trabalho. Um dia, o pai vai querer o tempo do filho… mas agora é ele que não tem tempo para o pai.
    Muitas vezes condenamos as crianças. Mas, sem demagogias nem generalizações, permitam-me este desabafo: ao ambiente familiar em que muitas vivem e crescem, por muito mal que se comportem, muito boas são elas.

  • 2. Manuel  |  Abril 30, 2008 at 13:19

    Beijos, abraços, carinhos, mimos, sorrisos, declarações…, são várias as formas e as vezes que o Manuel Tiago, de 9 anos, me surpreende.
    No 02 de Dezembro de 2007, quando me fui deitar, encontrei, no meu travesseiro, um “I’love you” escrito num pedaço de “papel higiénico”. Foi escrito e cuidadosamente lá colocado pelo meu filho.
    Era um dia como tantos outros, normalíssimo, nada de especial… ou melhor muito especial, bem gratificante. Ainda hoje guardo a lágrima no canto do olho.
    Que bravuras cometi para ser desta forma condecorado?
    Que actos heróicos foram os meus para merecer tal distinção?
    Nada! Não fiz absolutamente nada que não fosse aconselhado a um pai.
    O pai que brinca, olha, abraça, beija, escuta, ampara, acompanha, recebe, consola, anima, encoraja, corrige, zanga, elogia, que fala dos valores humanos (cristãos ou não cristãos) e dos não valores. O pai companheiro, o pai amigo, o pai irmão, o pai com virtudes, o pai com defeitos, o pai que repreende, o pai presente algumas vezes ausente.
    Apenas estou lá, simplesmente sou o pai do Manuel Tiago.

    Somos, em principio, mais sabedores que os nossos filhos. Saber esse que fomos adquirindo ao longo do tempo. Mas isso não nos faz maiores ou melhores, ou até mesmo especiais. Mas ensina-nos, se estivermos atentos ao que se passa à nossa volta a procurar os melhores valores para a mais bem conseguida educação dos nossos filhos.

    Claro que vivemos numa sociedade sem tempo, egoísta, demasiadamente virada para o seu umbigo, com graves problemas sociais e económicos, em que o futuro se apresenta como uma incógnita, pouquíssimo risonho.

    O Padre António Vieira no seu “Sermão de Santo António aos Peixes” dizia o seguinte: “Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra…, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual poderá ser a causa dessa corrupção…”.
    Pois é! É o que eu tento ser, o sal no caminho que o meu filho pisa…
    Agora se ele não se quiser deixar salgar?!
    Qual será a minha culpa?
    Onde eu errei?
    Mas até hoje tem valido a pena… ah se tem! e vai continuar a valer a pena porque eu vou continuar a estar lá!

  • 3. miná ( Famalicão)  |  Maio 2, 2008 at 21:54

    Parabéns pelo seu testemunho e pelo« sucesso» como pai!
    Sou mãe e penso que fiz tudo o que pude pelos meus filhos, com a minha presença, o meu carinho, o meu exemplo de vida em vários aspectos…; o pai colaborou sempre em uníssono…
    Hoje homens feitos, dou comigo a pensar:em que é que nós errámos?!
    Fico-me por aqui, porque doi muito…

  • 4. Manuel  |  Maio 5, 2008 at 15:05

    Olá Miná,

    Obrigado pelas tuas palavras.

    Desde que me “empurraram” até ao Partilhar (e ainda bem que o fizeram), tenho encontrado nas tuas palavras, sinais que me identifico completamente. Já aconteceu não fazer nenhum comentário a textos cá colocados pelo José Sá, porque tu, simplesmente, tinhas-me tirado as palavras da boca.

    Se me permites, o teu sal é bom! O teu sal…. salga!

    Mas que havemos de fazer se, aqueles que nós queremos salgar, …não se deixam salgar?

    Sinto que és uma dádiva de Deus, disponível a salgar os caminhos sempre difíceis da vida.

    Sinto que estás sempre disponível, mesmo para aqueles que agora não te procuram.

    Tenho degustado cada palavra, cada sentido, cada momento, cada pitada de sal que, a Miná, coloca no Partilhar e, devo-lhe dizer, tem sido um manjar delicioso.

    Obrigado Miná, o meu muito obrigado.

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