Magoar
Maio 16, 2008
Por detrás de uma pessoa que fere, há uma pessoa ferida.
Sabendo disto, poderemos proteger as nossas emoções dos ataques que possam disferir contra nós, porque sabemos que, na maioria das vezes, quem nos ataca não tem nada de concreto contra nós. Apenas está ferido, e reage atacando tudo e todos, até eles mesmos. E nós tentaremos não ferir ninguém, só porque fomos feridos.
Esta realidade aplica-se em todas as relações sociais. Também na catequese. Uma criança problemática, normalmente é alguém carente emocional, que utiliza as únicas armas que conhece, as da violência física ou verbal, para chamar a atenção. Precisamos ter o discernimento de não responder na mesma moeda que ele conhece, mas surpreendê-lo, amando-o como ele é, mostrando-lhe que ganhará muito mais se ele for diferente. Não é fácil… mas é possível… e talvez o único caminho para salvarmos essa criança.
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1.
miná ( Famalicão) | Maio 16, 2008 at 20:44
Pouco mais de um mês no separa do final do ano catequético.Talvez o que eu vou dizer não esteja muito bem enquadrado neste contexto ou tema; mesmo assim não resisto em partilhar com todos os catequistas, o seguinte:sinto que um ano apenas ( na minha paróquia funciona assim, quase nunca temos o mesmo grupo do ano transacto), é muito pouco para conhecermos bem as nossas crianças; haverá com certeza algumas que sim, por vários factores: ou porque já as conhecíamos antes, pelas mais diversas razões, ou porque são mais irrequietas, e, consequentemente exigem mais de nós, ou porque até são irmãos ou parentes noutros que estiveram no nosso grupo, ou por outra razão qualquer.
Muitas vezes só quase no final do ano nos apercebemos dos reais motivos que levaram a criança a ter determinadas atitude s Depois cai sobre mim a culpa, a desilusão, a tristeza..
Se calhar até magoei sem querer aquela criança tão sobrecarregada de coisas menos boas que já passou ou está mesmo a passar!
Não acredito que alguém ( neste caso catequista) o faça com intenção, não, não creio
2.
José Sá | Maio 16, 2008 at 22:05
Educar é um risco. E é preciso saber arriscar. Como também é preciso saber pedir desculpa quando se erra. Sentir culpa não é pedagógico e não ajuda ninguém. Nem a nós mesmos, porque não aprendemos.
Na catequese, o catequista apenas passa uma hora por semana. Mas mesmo que o catequista possa acompanhar ao longo dos anos, é preciso reconhecer que todos mudamos com as circunstâncias da vida. O que é preciso é desenvolver a intuição, e arriscar. Se errarmos, aprendamos com isso, e recomecemos. Não estamos sós. Quando agimos por amor, Deus faz o resto.