Sem motivação….
Junho 6, 2008
Sem motivação, o catequista é nada.
A catequese não é algo que podemos mensurar de forma matemática. Não dá para dizer “este ano ela não deu resultados por causa disso, disso e disso”. Não dá para medir o que é êxito ou fracasso quando o assunto analisado é a catequese. Ela não tem medida concreta para uma análise deste tipo.
A matemática do êxito do trabalho de um catequista está na medida exacta da sua motivação. O coração do catequista é o melhor parâmetro de análise e resultados. A fórmula é simples: catequista desmotivado, catequese com problemas. Catequista motivado, catequese com resultados positivos.
Nem todos os catequistas são “preparadíssimos” ou “afinados” para esta missão com conteúdos, técnicas e dinâmicas das mais diversas. Nem sempre possuem respostas para as inúmeras indagações que são apresentadas durante o período de catequese. Mas motivação é algo que jamais não pode faltar. A catequese não pode abrir mão de catequistas motivados e motivação não é algo que se aprende em algum curso de formação, retiros ou em algum curso de especialização em teologia. Motivação está na essência e no encantamento por Jesus, algo que todo o catequista precisa ter quando aceita o desafio da catequese.
Não há como falhar uma missão em que o catequista esteja motivado.
Não há como não dar certo algo que o catequista faça com alegria.
Não há como não ter efeito uma tarefa em que o catequista acredita, crê, se empenha, luta e demonstra o encantamento pelo projecto de Jesus.
Motivação é fundamental na catequese. Sem ela, nada flui, as coisas não andam como deveriam andar e os problemas se tornam fardos, barreiras intransponíveis.
O documento de Aparecida pede entre tantas coisas, espírito e impulso missionário e diz: “Não podemos ser acomodados, omissos, negligentes. É hora de converter-nos do comodismo, apatia, sacramentalização e burocracia. A igreja precisa de uma comoção missionária, uma mexida forte”. E como fazer uma grande alteração, deixando o comodismo de lado, se o que existe é desânimo?
Não espere pelo padre. Não espere que o seu coordenador lhe dê a fórmula ou que algum “teólogo” especialista nisso ou naquilo lhe entregue de “mão beijada” a indicação do caminho exacto que deve ser seguido. Não existem fórmulas mágicas para uma catequese ter êxito. O resultado do que plantamos nas nossas acções como catequistas está diretamente ligado a nossa motivação. Se acreditarmos que o projecto de Cristo é o melhor, não tem alternativa a não ser dividir esta descoberta. Se não dividirmos, que sentido isso têm? Uma fé egoísta, individual, guardada a sete chaves, não tem efeito. E se dividimos e nos propomos a fazer com que mais pessoas sintam os efeitos desta descoberta, é preciso fazer isso com motivação!
Não se mede o sucesso da catequese pela quantidade de vezes que os catequizandos freqüentam a missa ou pelo que eles sabem ou não dos conteúdos passados ao longo de muitos anos. Isso não significa, necessariamente, êxito nem fracasso.
Terrível, neste contexto, não é ver pais desinteressados ou jovens e crianças querendo ir embora antes do tempo dos encontros de catequese. Horrível e lamentável é ver um catequista sem motivação, que só reclama, lamenta, vive aborrecido, triste, sente-se incapaz e não consegue visualizar na sua missão uma luz para os outros.
Sem motivação, o catequista é nada e a catequese é nula.
Alberto Meneguzzi
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1.
Marta (Lama) | Junho 6, 2008 at 19:51
Este texto está um máximo… Toca em todos os pontos importantes para um/a futuro/a ou mesmo um/a já catequisto/a… Sem duvida que a palavra mais escrita neste texto é a motivação e também a palavra mais importante para um/a catequisto/a ao aceitar o projecto de Deus, é bastante importante que para cimentar-mos este projecto haja motivação e alegria em realiza-lo…
2.
jermias | Junho 6, 2008 at 21:48
já mais
3.
Maria José (catequista 6&hellip | Junho 12, 2008 at 12:55
Sim, de facto a motivação é a força motora que devemos pôr não só na catequese mas em tudo o que fazemos na vida e mesmo para vivê-la.
Até para se ser capaz de superar as dificuldades e os cansaços próprios da vida, é preciso ver cada meta como algo de grande e positivo que podemos e devemos conseguir. Nas pessoas motivadas há sempre “alguma coisa” que lhes permite obter satisfação onde os outros não a encontram; ou alguma coisa que lhes permite adiar essa satisfação (a maioria das vezes a motivação implica um adiamento, pois supõe sacrificar-se agora com o fim de conseguir mais tarde algo que consideramos mais valioso).
Nas pessoas motivadas há sentimentos e factores emocionais que reforçam o seu entusiasmo e a sua persistência perante os contratempos normais da vida.
4.
Adelino | Junho 27, 2008 at 22:00
Sim,de facto o catequista deve estar motivado mas tambem perde a motivação.
Quando pais avos e restantes famaliares mal tratam os catequistas.
Dizem as maiores mentiras e lhe chamam todos os nomes possiveis só pelo telefone .
Como se deve sentir o catequista?
Bem disposto?
Ou mal ?
Gostava de saber.
Obrigado mas não consigo enteder um Mundo assim.
5.
José Sá | Junho 27, 2008 at 22:11
Esse mundo não é para entender. Ou o aceitamos assim, ou vamos sofrer muito mais.
Temos de aceitar as coisas como elas são, valorizar as boas e desvalorizar as más. Se queremos eliminar as más, corremos o risco de não aproveitar as boas
Lembro a passagem do evangelho em que os discípulos queriam arrancar o joio do meio do trigo. Jesus diz: não. Deixai-os crescer juntos. Na ceifa, separam-se e guarda-se o trigo e queima-se o joio.