Skip to content
14 Comentários leave one →
  1. Junho 25, 2008 13:35

    Sobre torias não gosto de falar muito pois há pessoas mais entendidas que eu.
    Posso falar da minha experiência. Tenho dois filhos com 13 e 17 anos, respectivamente. Uma das formas que eu e o meu marido encontramos para fomentar o diálogo familiar foi manter a televisão apagada durante as refeições. Experimentem…

  2. Manuel permalink
    Junho 27, 2008 11:57

    Sou pai à 10 anos.
    Sei que estou no início do diálogo que tenho e procuro manter com o meu filho. Diálogo que implica apoio, formação, presença, acompanhamento, atenção, dependência, afirmação, respeito, amor, carinho, afecto, amizade, sentido critico…
    Têm sido 10 anos fantásticos, de muita aprendizagem, de muita troca, de muito dar e receber.
    As dádivas que tenho usufruído permitem-me concluir que cada dia que passa é um presente, é um fruto apetitoso.
    Não sei o que o futuro me reserva, mas vou continuar a estar com o meu filho, vou fazer-lhe sentir que pode contar sempre comigo.
    Julgo que um dos problemas (do conflito de gerações e da falta de diálogo) é a ausência. Um pai ausente, para um filho, é um pai desinteressado, logo ausenta-se também.
    Não há soluções milagrosas na arte de bem educar, também me parece que ainda não inventaram o pozinho mágico para os conflitos de gerações.
    Como dizia o jogador de futebol: -“prognósticos”, só no fim!

  3. ZéLuiz permalink
    Junho 27, 2008 17:27

    Olá!
    Ía a passar pelos vários temas e este chamou-me a atenção em especial.
    É um tema (assunto) tão importante e que atravessa a sociedade de lés a lés e reparo que foi pouco comentado. Mais que qualquer comentário este tema suscita dialogo e comunhão de experiencias. A escola prática de pais é um ambiente com tanta experiência e tanta lição dada que certamente haverá muita matéria para apresentar.
    Quem não tem uma experiência para partilhar connosco?
    Têm acanhamento? Não têm como escrever? Faltam-lhe as palavras?
    Não importa digam-no como se estivessem a conversar com alguem. Partilhem lá connosco, pois pode ser que alguem consiga crescer com o vosso testemunho.
    … …
    Bom cá vai a minha partilha:
    Lá vão já alguns anos, mas é sempre actual.
    Era uso naquela altura, como ainda hoje, querermos que os nossos filhos fossem aquilo que eles queriam ser e mais aquilo que nós não tinhamos conseguido ser no tempo deles por falta de capacidade ou por falta de meios. Isto claro fazia-se à custa de TODO o tempo disponivel que ficava de cada dia, depois de lhe tirarmos o descanso (nocturno) e o tempo de aulas.
    Ele era a correr para aqui, era o correr para acolá e ainda para mais além, na Música, na Ginástica, na Natação, no Karaté, no Balé, eu sei lá, tantas e tantas actividades, para além da catequese, os escuteiros e… uf! uf!
    Os meus filhos, claro também entraram neste esquema e numa séries de actividades. Lá foram andando com sacrifício de todos os tempos livres e com o sacrifício da ausência dos pais((!) que praticamente só viam às refeições e, e…!
    Um belo dia, quando uma das actividades teve necessidade de alargar o tempo que lhe era reservado, porque havia mais não sei o quê que era preciso treinar…ou ensaiar…já não sei bem, um dos meus filhos chega a casa com a notícia e diz-me de repelão:
    -oh pai! E quando é que eu brinco??
    Aqueles olhitos vivos e simultaneamente tristes a fitar-me, eu a dividir o olhar entre ele e a mãe, rematei sem mais delongas: É verdade, filho, assim nem tens tempo para brincar! Não tem jeito nenhum…
    Combinamos logo ali que ele só seguiria com as actividades extra que entendesse, mas mesmo qssim so depois de brincar.
    Foi um alivio. Aquele pequeno até pareceu outro naquele instante. Os olhitos sempre vivos, naquela hora pareceram mais como estrelas de tanta luz que deles saía! Era alegria absoluta!
    Afinal eu estava a “ESCRAVIZAR” o meu filho sem saber! Só porque EU achava que era melhor para ele assim!
    Resta dizer que este meu filho lá tem seguido pela vida fora com as suas opções e dá a ideia que não se tem dado nada mal com a vida!…
    Vale a pena pensarmos nisto!
    É um testemunho! Venham lá mais outros.
    Abraço,
    ZéLuiz

  4. Junho 27, 2008 23:10

    Os meus filhos nunca estiveram em actividades extra curriculares. Por opção, trabalho em casa, sou costureira, pois eu e meu marido sempre desejamos que alguém estivesse presente quando eles vinham da escola.
    Quando eles chegam, querem ter alguém com quem partilhar as alegrias ou as tristezas e frustrações. Se não houver ninguém que os ouça, eles fecham-se…
    Nem todos podem fazer a opção de deixar emprego e/ou deixar de se formar para se dedicar à família. Mas este é o meu testemunho pessoal. E estou muito feliz com a nossa opção e dou graças a Deus pela família que tenho.
    Fiquem com Deus,
    Celina

  5. José Sá permalink*
    Junho 28, 2008 10:49

    lindos testemunhos. Eu não posso dar o meu de pai, pois não sou. Mas posso falar do testemunho dos jovens que desabafam comigo, e são muitos, e dos pais também.
    Os filhos têm medo de falar com os pais. E os pais têm medo pelos filhos. Apertam demasiado o cerco, nos os ouvem, porque o medo de que o pior aconteça os impedem de ter um coração aberto.
    Quando deixamos que o medo nos vença, isso só atrapalha o nosso discernimento, e a capacidade de ouvir e de nos colocarmos no lugar do outro. É preciso aprender a confiar nos filhos, a dar-lhes o benefício da dúvida. Mas só confiamos quando os conhecemos. Sós os conhecemos quando os acompanhamos e escutamos.
    Não deixemos que o medo nos impeça de ver o lado bonito das coisas.
    E não é por os pais terem medo, que as coisas deixarão de acontecer. Por vezes, com a pressão que exercem, até acontecerão mais depressa.

  6. Ana permalink
    Julho 1, 2008 11:59

    Com tantos testemunhos de pais agora queria dar o meu, mas de filha…
    É verdade que por vezes os pais nos sufocam com coisas, por vezes até implicam connosco por quererem que sejamos o que eles um dia sonharam ser…
    Cá em casa eu e a minha mãe temos um feitio tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente que por vezes, muitas aliás, as nossas ideias se esbarram…no entanto nunca deixei de ser ouvida e compreendida…quer por ela quer pelo meu pai…
    Tenho muita sorte de ter os pais que tenho…Sou capaz de falar com eles de tudo…muitas vezes nem sei bem por onde começar a conversa por embaraçoso que seja o assunto mas nunca deixam de me ouvir e de me aconselhar…E sinto que essa capacidade de diálogo está cada vez mais desenvolvida…
    A eles lhes devo um grande Obrigado =)
    Apelo aos pais, que não agem desta forma, que por vezes quanto mais incitarem a realização dos sonhos que tinham quando eram da idade dos seus filhos a eles mesmos que os estarão a impedir de realizar os seus próprios sonhos…

  7. ZéLuiz permalink
    Julho 1, 2008 17:02

    Olá!
    Boa, Ana. Gostei do teu testemunho.
    É normal os pais (curujas ou não) falarem dos seus filhos com encanto. Menos vulgar é os filhos darem um testemunho público, como este.
    Gostei, já disse. Venha de lá mais outros.
    Abraço,
    ZéLuiz

  8. Manuel permalink
    Julho 7, 2008 14:16

    Acabei de receber este texto, tinha que o partilhar convosco

    O texto, a seguir transcrito, foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe – Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram DESCONHECER os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

    PAIS MAUS
    (Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)
    “Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
    – Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
    – Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
    – Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.
    – Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
    – Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
    -Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
    -Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
    -Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
    – “Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo…As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
    – “Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
    – E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata”!
    -“Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.
    – Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar)”.
    – “Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
    – Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime”.
    – “FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!”
    -“Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como eles foram.

    EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:

    “NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES”!

  9. ZéLuiz permalink
    Julho 7, 2008 16:58

    Olá!
    Pois é. Acabei de ler este apontamento “Pais maus” e fiquei por momentos pensativo a olhar o monitor.
    Que forma encantadora de ver as coisas!…
    Deixei partir o meu pensamento em viagem vertiginosa ao passado no convívio dos meus filhos ainda adolescentes e recordei tanta coisa!…
    Vivi (vivemos) com eles realmente algumas destas experiências … sofri também de coração partido quando lhes dizia que não… sofria de coração partido quando a mãe lhes dizia que não e eu queria dizer que sim…
    Quantas vezes em plena noite me abeirava da cama deles a vê-los dormir seremos depois de terem ficado em casa quando queriam ter saído só porque achavamos que assim seria melhor para eles! Quase tive algumas vezes vontade de os acordar e dizer-lhes: -Ide lá, mas não venhais tarde!

    Mas não, resisti sempre nestas como noutras decisões que tomamos e que no imediato lhes pareciam más.
    Ficavam contrariados, mas terá valido a pena.
    Eles aí estão, já homens e encaminhados. Não lhes fizemos todas as vontades, é verdade, mas, dentro do que sabíamos, procuramos encaminha-los pelo caminho do Bem do Respeito e da Auto-estima. Tudo se consegue com trabalho. Nada se consegue sem amor.
    Entenda-se este testemunho como uma confirmação de que é possivel amar os filhos, sem limites, dizendo SIM e dizendo Não.
    Fazendo-lhes a vontade ou apontando um caminho diferente. Dar-les amor em vez de coisas. Estar com eles em vez de lhes pagar a nossa ausência.
    Éducar é uma Missão de aprendizagem contínua. Não ha receitas pré definidas. Há trabalho continuo que tem aue ser feito, mesmo correndo o risco de errar.
    Os nossos “meninos” não podem ser acompanhados em “roda livre” têm que ter acompanhamento constante, com entrega, com lealdade e amor.
    Vamos todos conseguir ser melhores neste campo. Uns ainda como pais outros se calhar já como avôs, mas todos…
    À maneira do texto, não tenhamos medo de ser “PAIS MAUS”
    Shalon!
    ZéLuiz

  10. Maria de Lourdes permalink
    Janeiro 27, 2009 14:31

    Gostei dessa página, as famílias hoje necessitam mesmo desse diálogo. Sou psicóloga e como vocês procuro mostrar as famílias a importancia do diálogo aberto em casa. Onde existe o diálogo sem dúvida a convivência familiar é muito melho. A presença dos pais na vida dos filhos é de extrema importancia.Acredito eu que não basta ter o dia inteiro com o filho, se esses momentos não forem agradáveis, não importa a quantidade de tempo, mas a qualidade que voce faz do seu tempo na família.
    abraços

  11. karla permalink
    Fevereiro 5, 2009 11:38

    dialogo em familia

  12. Jussara permalink
    Outubro 6, 2010 13:54

    A bem da verdade não existe uma receita pronta para se criar filhos, afinal cada ser humano é único e todos somos passiveis de erros. Nós pais vivemos em uma geração que foi de um pólo a outro, onde quando crianças tínhamos TV em preto em branco (e isso não esta longe assim). Demos um salto em menos de 30 anos para uma globalização, onde hoje nossos filhos possuem muito mais malicia (no sentido figurado) do que nós tínhamos ha tempos atrás com a mesma idade deles. Hoje em segundos uma noticia percorre o mundo via internet, etc. Nós pais/educadores ficamos meio que atordoados com tantas mudanças e precisamos aprender e acompanhar, do contrario nossos filhos serão sucumbidos por elas. Tenho uma filha de 14 anos, essa filha é minha primeira perola que Deus me abençoou, pois ela é minha filha do coração. Não possui meu sangue, mas o amor que tenho por ela é inexplicável. Sempre tive comigo, que não cometeria com meus filhos os mesmos erros que meus pais cometeram comigo, afinal tive uma criação muito rígida, onde não se podia nada, nem mesmo opinar em nada. Mas quando o papel muda onde de filhos passamos para pais, nos damos conta que muitas vezes cometemos erros até piores que nossos pais. Desde pequenininha sempre conversei muito com minha filha, nunca omiti dela a condição de ser uma filha adotiva. Sempre cifrei/cifro bem, você é muito especial, porque eu te escolhi, eu te quis e te quero e eu poderia ter dito não. E eu sou abençoada por ter você em minha vida. Hoje já com 14 anos é uma moça linda, e eu mãe coruja que sou morro de ciúmes. Sei que às vezes a sufoco, mas explico para ela o motivo de algumas coisas. Infelizmente na cidade que hoje moramos o índice de drogas/drogados é demais. É muito mesmo. Então é necessário ficar em cima, pois vai ter sempre alguém querendo induzir. Ela é uma meninona, mas me conta muitas coisas, sei que nem tudo me conta, afinal nesta idade eles contam o que é conveniente para eles. Esclareço para ela o que é droga, gravidez indesejada, filhos para meninos e meninas,etc. E ela sempre esta me trazendo coisas novas. Esses dias fiquei embasbacada. Ela me disse: “Mãe meu amigos estão usando NERGUILE”. Falei o que é isso? No que ela me explicou. Sei que não sou uma mãe perfeita (afinal ninguém é perfeito), mas tento me aprimorar cada vez mais. E quando ela me magoa eu digo. Já peguei algumas mentiras dela, e hoje ela sabe que em muitas coisas digo não porque ela me deixou com uma ponta de desconfiança. E digo minha filha leva isso para sua vida: “Leva-se anos para adquirirmos a confiança de alguém, e um segundo para perde-la”. Sou sempre a favor do dialogo, e dialogo é: Quando eu falo alguma coisa e você entende exatamente o que eu quis dizer, pois cada um tem uma forma de interpretar um mesmo assunto. Resumindo, eu que sempre ouvi que não podia gerar um filho, afinal tenho meio ovário, problemas no útero, problemas com a tiróide, mas fui agraciada (agora em meu ventre) mais uma vez com um lindo menino que hoje tem 2 anos. Percebo a diferença dos dois com a mesma idade(ele e ela com 2 anos). O menino já mexe em computador, já sabe os desenhos que quer ver, já sabe ligar os aparelhos para colocar o filme. Briga mais pelo que quer. E me pergunto é a globalização de 14 anos para cá? É a diferença de sexo menina e menino? Ou ainda a forma que minha linda menina foi gerada? Tenho medos sim, são tantas coisas: drogas, brigas e mortes em escolas por qualquer motivo, é violência para todo lado. Só que meus pequenos estão ai no mundo, e precisamos educa-los para o mundo e não para nós. E a forma hoje é o dialogo, é ouvir, acompanhar, saber quem são os amigos. Mostrar-se presente. Fico muito triste quando alguma amiga/amigo da minha filha diz que gostariam de ter uma mãe como eu, e muitas dessas mães não trabalho, e eu preciso trabalha (o que as vezes me deixa com remorso, pois gostaria de curtir mais meus pequenos). O que é isso? Como já foi dito em depoimentos anteriores é falta de atenção, carinho e até mesmo limites. Quando a criança/adolescente esta dando muito trabalho, na maioria das vezes esta gritando por LIMITES E AMOR.
    Receita tem? Não. A questão é falar pela porta do coração, mas com uma dosagem de limites. Abraços.

  13. Luis permalink
    Setembro 21, 2011 11:54

    Sou Adolescente, tenho 18 anos e acompanhei os comentarios deste ótimo post de José Sá que me interessou de imediato.
    Vivo um drama em casa: não consigo dialogar com meus avós (moro com eles desde criança). Quero mudar essa realidade !!
    Chegamos a um ponto que damos bom dia uns para os outro e no máximo reclamamos de algo ruim que aconteceu durante o dia !!!
    Percebo que a dificuldade de bater um papo sobre qualquer assunto, é reflexo de um defcit muito grande de dialogo na minha infancia.
    Chega ser utópico a idéia de chegar em casa e conversar sobre as dificuldades que enfrentei durante o trabalho. Ou como aquele professor de faculdade tem opiniões muito bem difinidas de varios assuntos.
    Me identifiquei com a parte onde é citado as causas, e é justamente o medo de começar que tem me prejudicado.
    Eu não sei nem sobre o que conversar com meus avós !!!
    Que iniciativas tenho que ter para mudar essa realidade ???

  14. Setembro 22, 2011 17:46

    Luis, a diferença de gerações parece ser uma montanha demasiado grande para se poder transpor, e podemos cair na tentação de nem sequer tentar. Mas se tivermos coragem de acreditar, veremos que quanto mais nos aproximamos desse temível obstáculo, verificamos que até não é assim tão alta, e existe sempre a criatividade para superar algum caminho mais turtuoso.
    A maioria das vezes temos medo de algo que nem sequer tentamos, e deixamos que o medo nos paralise. É uma escolha tua: ou deixas o medo vencer ou vences tu o medo. Agora pergunto-te: qual a tua escolha?
    Quando se gosta e sabemos que gostem de nós, não precisamos escolher as palavras e os assuntos. O Coração se encarrega de conduzir a conversa.
    Verás que, depois de tentares, não foi assim tão dificil.
    Aprende a falar do que pensas e sentes, e a ouvir igualmente o que os outros pensam e sentem. Não te fiques por respostas e perguntas rápidas. Vai ao porque das coisas.
    Termino dizendo-te: Não tenhas medo. Acredita.

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 653 outros seguidores

%d bloggers like this: