Os “5 S” da catequese

Julho 13, 2008

Vou inventar um, não custa nada. São, na verdade, acções e sentimentos simples que precisamos ter, para que a nossa caminhada como catequista aconteça de forma mais organizada.

O primeiro S que eu sugiro para transformar a nossa catequese e o da Sensibilidade. Parece estranho dizer isso, mas muitos catequistas mostram-se insensíveis diante das ameaças do mundo. Os catequistas precisam ser sensíveis e isso significa observar melhor o comportamento das crianças e jovens, de seus pais e da sociedade como um todo. A sensibilidade do catequista fará com que os encontros sejam melhores. É importante para o catequista saber interagir com a catequese e na relação com crianças e jovens. A sensibilidade é importante para isso, pois nos tráz a emoção de trabalhar pelas coisas de Deus e nos ensina a como agir;

O segundo “ S” é o da Serenidade, tão necessária para que nos momentos de angústia e desânimo, possamos, através da oração, ter a devida tranquilidade de resolver questões difíceis que sempre aparecem na caminhada pastoral; São os chamados conflitos. Eles existem, aparecem a todo o momento, e precisamos de os resolver. Com serenidade, a tarefa torna-se menos dolorosa;

O terceiro “S” é o da Superação, fundamental para o desempenho da nossa missão como catequistas. E são várias as barreiras que aparecem durante a nossa caminhada: falta de tempo, ausência de formação adequada, desinteresse dos pais e jovens pelas coisas de Deus, falta da estrutura de algumas paróquias e tudo mais. Por isso, precisamos de superação. Ela vem acompanhada de algo que não pode faltar nunca na vida de um catequista: a oração.

O quarto “S” e do Sorriso. Às vezes é difícil sorrir quando o mundo nos pede para chorar. Mas precisamos sorrir mais para cativar, encantar, transformar relações e mostrar que estamos num caminho diferente dos demais que nos são oferecidos. Um sorriso é fundamental na catequese. Catequista que vive sempre com a cara amarrada não cumpre a sua missão com eficiência. A catequese não combina com o azedume.

E por último, o quinto “S”, o da Sabedoria, para indicar um caminho mais ético, justo e próximo das coisas de Deus. Isso não significa que tenhamos que ser mestres em teologia e profundos conhecedores de tudo. Não. Sabedoria significa saber dosear a nossa vontade de transformar o mundo, e tornar as nossas acções úteis, com o conhecimento que devemos ter de métodos e dinâmicas para tocar corações sedentos das coisas de Deus. Claro, precisamos do mínimo de conhecimento, mas não precisamos ser doutores e mestres para os transmitir na catequese.

Se juntarmos estes cinco “S” nas nossas acções como catequistas e agentes pastorais, a nossa catequese será melhor. E se junto com estes “S” juntarmos situações concretas como pontualidade, clareza na comunicação, desenvoltura, interesse na formação pessoal e se encontrarmos formulas atractivas para reunir os pais, praticando uma comunicação mais eficiente tenho certeza que a nossa caminhada será muito menos cansativa do que é.

Sem comunicação, nada funciona.

artigo de Alberto Meneguzzi

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2 Comments Add your own

  • 1. Maria José (catequista 6&hellip  |  Julho 14, 2008 at 09:56

    Como seria riquíssima a nossa catequese…Como seriam abundantes os seus frutos se lhe aplicasse-mos todos estes intrumentos!!! Estaremos nós catequistas formadas para tal??? Estas atitudes, farão parte do nosso dia-a-dia, no relacionamento com os outros,?? Com a nossa família?? Como podemos dar na catequese quando não o fazemos no nosso ninho??
    Acho que poderemos em primeiro tomá-los como os “5S” da vida aplicados à Catequese!!

  • 2. José Sá  |  Julho 14, 2008 at 23:16

    É bem verdade que o bom catequista não é aquele que apenas desenvolveu competências técnicas. Essas competências técnicas passam obrigatoriamente pela aquisição das competências retratadas nos “5 S”. E essas competências não são uma peça que pego quando vou para a catequese. elas devem fazer parte da identidade do catequista, em todos os papeis que ele represente: família, trabalho, igreja, lazer. Caso contrário, dificilmente será um bom catequista, um bom anunciador do evangelho de Jesus.
    O catequista, antes de fazer deve ser. Deve desenvolver competências técnicas, humanistas e bíblicas. Não pode para o seu crescimento, porque diz já saber a catequese de cor e salteada. Isso não chega. Nem é o fundamental. É apenas mais uma das coisas que é exigida, entre outras.

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