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Porque ir à catequese?

Outubro 2, 2009
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Muitas pessoas podem perguntar: “Qual a importância de ir à catequese? É sempre a mesma coisa! O importante é a escola…”

Encontramos muita gente que já nem faz a pergunta, nem espera a resposta. Toma logo a decisão de se afastar da catequese, ou de não levar os filhos. A preocupação é puramente social: primeira comunhão, crisma para ser padrinho.  Há quem diga que é sacramental. Eu digo social, porque se fosse sacramental exigia uma fé comprometida, o que não parece ser o caso.

Então para que serve afinal a catequese? Para aprender a doutrina. E o que é isso? Leis? A cumprir um regulamento, que muitos, sem conhecer e entender a fundo, consideram desactualizado?

Tenho algum receio da educação que hoje se transmite. Não porque ela esteja de todo errada. Era bom que na vida só pudéssemos fazer o que nos apetece, e que se procure satisfazer as vontades todas das crianças, sem a fazer pensar. O meu receio fundamenta-se nesta inquietação: os pais/sociedade preparam as crianças como se tudo corresse bem e não fossem encontrar nunca dificuldades na vida. Mas quem as prepara para as dificuldades? Quem as prepara para não se deixarem traumatizar pelos obstáculos e sofrimentos? “Quem as ensina a interiorizar, a usar as dores para crescer em sabedoria, a trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, a agregar ideias, a pensar com liberdade e consciência crítica, a romper as ditaduras intelectuais, a gerir com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão, a expandir a arte da contemplação do belo, a dar sem contrapartida do retorno, a colocarmo-nos no lugar do outro e a considerar as suas dores e necessidades psicossociais”?

Na catequese, pretendemos revelar a pessoa que nos ensinou isso de um maneira extraordinária e inovadora: JESUS. E isso faz-se em diversos anos, para acompanhar a evolução intelectual e afectiva das crianças. Quando se descobre este Jesus, ficamos apaixonados e libertos. Crescemos interiormente. Encontramos força, energia, para vencer, aprender, crescer. Que nós, catequistas, nunca nos esqueçamos de mostrar a beleza de Deus. Não a ofusquemos com doutrinas frias. Elas serão melhor aceites e interiorizadas, depois de nos termos apaixonado por este AMIGO. E então, a doutrina não será uma prisão, mas apenas orientações para crescermos de forma equilibrada e feliz, com saúde mental e espiritual.

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10 Comentários leave one →
  1. miná ( Famalicão) permalink
    Outubro 2, 2009 23:12

    Cada vez que leio ou ouço falar de ser catequista, sinto um arrepio de cima até baixo de mim! É a pura verdade: fico inquieta, cheia de interrogações, medos, angustias,incertezas, de não ser capaz de fazer apaixonar
    os meus catequizandos por esse grande amigo:JESUS.Podem questionar: é porque tu não estás apaixonada por ELE!?Não, de todo; eu sinto Jesus bem dentro de mim e na minha vida, mas daí a ter a capacidade de falar DELE, vai uma longa distância. AH, mas ninguém ama o que não conhece!Totalmente de acordo; mas é tão «delicado» falar do seu exemplo de vida, que me sinto por vezes tão pequenina e insignificante!

  2. Outubro 2, 2009 23:20

    De tudo o que disse, só recordo uma coisa: esta obra é do Espirito Santo. Nós somos apenas instrumentos da Sua acção. Façamos a nossa parte, o melhor que soubermos, preparando-nos continuamente, e deixemos que o Mestre faça a parte dele. Esta obra não é só nossa. É dele e para ele. E Cristo tem os seus tempos e os seus métodos. Até se serve das nossas fraquezas…

  3. miná ( Famalicão) permalink
    Outubro 2, 2009 23:34

    Que estupidez a minha!
    Claro que eu sou apenas um instrumento de que DEUS se serve
    para anunciar o seu Reino; nunca teria a pertensão de querer fazer tudo sozinha; mesmo assim é muita responsabilidade e temos que ser corajosos:Cada sessão de catequese é para mim
    um desafio novo e muito importante

  4. fatimapereira permalink
    Outubro 3, 2009 19:37

    Estamos em tempos difíceis, as crianças chegam ao 1º ano, muitas delas, quase sem ouvir falar de Jesus!

    Os pais vivem apressados, os avós não estão presentes…, muitos infantários e pré-escolas não falam de Jesus…

    A pressa do dia a dia deixa as crianças agitadas, inseguras e muito carentes…

    Carentes daquele amor de que Jesus nos mostra quando:
    “E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a…”
    Aquele colinho, sem pressa, ternurento, mas que educa, pelo exemplo, precisa ser seguido pelos pais.

    Obrigada pela sua reflexão, que nos faz reflectir consigo.

  5. Outubro 4, 2009 00:12

    Obrigado pela sua partilha. Sei muito bem que não é fácil ser catequista. Mas precisamos conhecer melhor o método e o pensamento de Jesus, interioriza-lo, e depois testemunhá-lo. Muitas vezes a incerteza bate-nos à porta. É natural. Nessas alturas, falemos com o “Patrão”, e digamos: Olha lá: eles são teus filhos, eu sou apenas um mensageiro. Faço o melhor que sei, e procura melhorar cada dia. Achas que estou a ir bem?
    Olhem que Deus ouve e fala mesmo, se acreditarmos. Não baseemos a nossa fé na tradição, na doutrina e no medo. Mas antes no amor, na liberdade, na emoção, na proximidade.
    Se o catequista acreditar, sem mas e sem ses, e não pretender ser um transmissor de doutrina, com o tempo vai ver os frutos a surgir. Muitas vezes, a nossa baixa auto-estima impede-nos de vermos as coisas de uma forma saudável e lúcida. Não esqueçamos a frase de S. Paulo: ” É na minha fraqueza que Deus manifesta todo o seu poder”.

  6. thays permalink
    Outubro 20, 2009 23:58

    A catequese é muito importante,por que aprendemos o que é Deus,a vida de Deus.
    Tem pessoas que sai da vida do trafico,para ir pra catequese,
    escutam o chamado de Deus e vem seguir ele

  7. Patrícia Negreiros permalink
    Julho 1, 2011 14:32

    Sou catequista + as minhas crianças não dão o valor que dou para Deus estou tentando mudar isso e com a graça do Senhor estou conseguindo é muito bom saber que estou ajudando minha igreja e asociedade católica.

  8. Julho 1, 2011 14:52

    Patrícia, a nós compete semear a Palavra, e ajudar a criar as condições para que a sementeira possa dar fruto. Muitas vezes parece que não vai dar nada e a semente produz. Outras parece indicar sucesso e revela-se inconsequente. O terreno é cada um. A semente é a Palavra. Nós semeamos. E Deus faz frutificar pela acção do Espírito.
    Agora, precisamos conhecer o terreno, e a forma de o trabalhar, para que optimizemos a sementeira. Continuação de bom trabalho

  9. giovana permalink
    Setembro 4, 2011 17:40

    eu faço catequese !! vou fazer a primeira eucaristia dia 8/10/2011 =)

  10. luisa permalink
    Maio 5, 2012 15:38

    eu odeio catequese!

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