Dinâmicas

Outubro 15, 2009

A catequese deve ter dinâmicas ou a catequese deve ser dinâmica?

Há catequistas que se preocupam em arranjar dinâmicas para fazer na catequese. Mas isso fará, só por si, alguma diferença na catequese? Já ouvi alguns desabafos de que não sabem mais o que fazer, porque se preocupam em arranjar jogos e outras dinâmicas e nada parece cativar os miúdos.

A catequese deve ser activa, participada por todos, envolvendo todos, respeitando/ouvindo todas as experiências, ensinar e fazer pensar cada um, utilizando as linguagens significativas e adaptadas, sabendo materializar as ideias que queremos transmitir. São estas estratégias que tornarão a catequese dinâmica. Concretizo: no post anterior apresentei um texto sobre pessoas balão. Se eu falar disso num catequese, poucos ligarão. Mas se eu pegar num balão, o mostrar, e falar o conteúdos do texto, com o balão na mão, não será que isso vai concentrar mais a atenção das pessoas, e quando elas virem um balão se poderão recordar na metáfora? Estou convencido de que sim.

Mas então as dinâmicas não contribuem para isso? Claro que sim. Elas criam os contextos em que as crianças/jovens poderão exercitar e reflectir, envolvendo não só a componente intelectual, mas também a afectiva, permitindo, de uma forma natural, expressar as convicções, histórias de vida, comportamentos, etc. “As pessoas nunca aprendem nada só porque lhes é dito; precisam descobrir por si mesmas”. Se queremos ensinar alguém a tirar fotografias, não serve de nada ensinar apenas a teoria. Ela aprende muito mais, melhor e mais facilmente, se lhe dermos uma máquina fotográfica para as mãos e aí ensinamos como a utilizar. Na catequese, por exemplo, se eu quero fazer revisões, em vez de me limitar a fazer perguntas e ficar à espera das respostas, o que gera aborrecimento e cansaço, porque não fazê-lo com um jogo? Isto é apenas uma ideia.

As dinâmicas não podem é ser uma desculpa para que nos convençamos de que temos uma catequese dinâmica. Está aqui em questão, uma forma de estar, de ser e de fazer catequese, com uma linguagem e estratégias dinamizadoras. As dinâmicas devem ser bem pensadas, bem preparadas, clarificadas e executadas. Quantas vezes as fazemos sem as entendermos e as adaptarmos ao público alvo e isso provoca confusões, contendas e ineficácia.

Partilho agora um site com muitas dinâmicas. Elas ajudarão, se não reduzirmos a dinâmica da catequese, apenas à sua utilização momentânea. Mas como diz o “outro”, mais vale isto que nada, como ainda acontece. Aqui fica o site e que vos possa ajudar: http://www.catequisar.com.br/

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4 Comments Add your own

  • 1. José Sá  |  Outubro 15, 2009 at 22:04

    Já agora convido os leitores deste blogue, e interessados no que se faz na catequese, a visitar os blogues da catequese, que encontram na coluna do lado direito.

  • 2. miná(Famalicão)  |  Outubro 16, 2009 at 14:33

    Belo trocadilho!
    Obrigada pela ajuda.

  • 3. Celina  |  Outubro 16, 2009 at 22:53

    Concordo plenamente com o seu artigo. Eu uso algumas dinâmicas e jogos na catequese. Não como forma de os “entreter” mas sempre relacionado com o tema da catequese.
    Quando falei de Francisco, primeiro fizemos o jogo do pisca (cá fora, no acolhimento) que, aparentemente, não tem nada a ver. Mas depois disse-lhes que era um jogo do tempo de Francisco (segundo as informações do sítio de Leiria-Fátima) e parti daí. Eles poderam experimentar algo que Francisco fazia e quiseram saber mais.
    Quando faço revisões, também tento sempre fazer um jogo. Quando jogamos ao “010 Ordem para amar”, na sessão anterior disse-lhes que tinham que saber os mandamentos “de cor e salteado”. Ficaram com medo pensando que havia teste. Adoraram o jogo e, de facto, todos os sabiam de cor e salteado e não foi preciso fazer teste. (Afinal não estamos na escola)
    São exemplos simples, mas apenas para enfatizar o que disse: os jogos e as dinâmicas devem estar relacionados com o que queremos transmitir. E acrescentaria: os cânticos também. Não usar só os cânticos porque são bonitos e os meninos gostam de os cantar mas estarem relacionados com o tema. Podem também ser ponto de partida para a reflexão, podem ser oração, podem ser trabalhados com gestos que eles próprios sugiram…
    E não escrevo mais que já vai longo!

  • 4. Domingos Nunes  |  Outubro 26, 2009 at 17:17

    Muito boa a materia. Por falar em dinamica, tenho no meu site uma apostila com 138 dinamicas para catequese.

    Acesse: http://www.domingosnunes.com e faça download.

    Fiquem com Deus.

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