“É sempre a mesma coisa!”
Quantas vezes ouvimos esta expressão: quando o assunto é catequese, missa, rezar….
Um discípulo chegou diante do mestre e perguntou: -”Mestre, porque devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos por esquecer?” O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ficou a olhar para o horizonte por alguns minutos e depois disse ao discípulo: -”Pega naquele cesto de junco, desce até ao riacho, enche os cestos de água e trá-lo até aqui”. O discípulo olhou para para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas mesmo assim obedeceu. Pegou no cesto e desceu 100 degraus até ao riacho. Encheu o cesto e voltou. Como o cesto estava cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou junto do mestre, já não restava nada. O mestre perguntou: -”Que aprendeste?” O discípulo olhou para o cesto e disse, rindo da situação: -”Aprendi que um cesto furado não segura a água”. O mestre ordenou que voltasse segunda vez. E tudo aconteceu como da primeira, ao que o aluno deu a mesma resposta. O mestre envia-o novamente. E isto aconteceu 10 vezes. Há décima vez, o discípulo completamente exausto, há pergunta do mestre, olhou para dentro do cesto , percebeu admirado: -”O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e daixá-lo limpo”. Por fim, o mestre concluiu: -”Não importa que tu não aconsigas decorar todas as passagens da bíblia que lês. O que importa, na verdade, é que no processo, a tua mente e a tua vida ficam limpos diante de Deus”.
Bela lição!
Será que conseguimos lavar a nossa mente, o nosso espírito,o nosso coração!?
Com muita persistência e vontade, acredito que sim.
Daqui tiro uma lição pedagógica, além da referida no post: nós catequistas, párocos, etc, em vez de grandes lições de moral, aprendamos a contar histórias. Elas falarão por si, serão muito mais eloquentes, mais significativas, mais intensas, e melhor interiorizadas.
Achei tão importante esta mensagem que tomei a liberdade de a levar comigo para a partilhar com quem visita o blog catequistas.
Tantas vezes sinto o mesmo que esse discípulo…
Obrigada.
quando fazia catequese ao 2º ano e coloquei um distico no placar com a a frase “dizer sempre a verdade”
Perguntei o que queria dizer todos sabiam que era não mentir, mas quando pedi exemplos
uma menina disse que viu na TV uma história de uma menina pastora que enganava os lavradores gritando ai vem lobo e contou uma linda história, parecida com a que indica o guia,
mas o fantástico é que os 19 coleguinhas ouviram-na com toda a atenção e no final todos concluiram que nem a brincar se deve mentir e porquê
A partir desse encontro procuro sempe ir ao encontro dos seus conhecimentos, dos seus interesses, deixando-os partilhar e há sempre uma história, as vezes até um pouco indescreta da vivencia familiar
Quando falamos de Maria e sua prima Isabel um menino contou-nos que tinha um tio que estava muito doente e como ele gostava muito dele, ia todos os dias depois da escola fazer-lhe companhia e o tio ria das suas bricadeiras…
Agora o tio morreu e ele tinha saudades, mas lembrava-se de como ele era amigo e se ria…