Posts filed under 'Amor'

Sermos mais cuidadosos…

Eu caminhava com mais dois amigos pelas ruas de New York. De repente, no meio da conversa banal, os dois começaram a discutir e quase se atracaram.

Mais tarde, já com os ânimos serenados, nos sentamos em um bar.

Um deles pediu desculpas ao outro:

“Tenho reparado que é muito mais fácil ferir as pessoas que estão próximas”, disse.

“Se tu fosses um estranho, eu ter-me-ia controlado muito mais. Entretanto, justamente pelo facto de sermos amigos, e de me entenderes melhor que ninguém, eu acabei por ser muito mais agressivo. Esta é a natureza humana”.

Talvez esta seja a natureza humana. Mas vamos lutar contra isto. Não devemos deixar que o amor seja uma desculpa para fazer tudo que temos vontade. É  justamente com as pessoas próximas que devemos ser mais cuidadosos.

Paulo Coelho

1 comment Agosto 8, 2009

Semana Santa

hediedforyouComeça hoje, domingo de ramos, a semana santa. Vamos celebrar os momentos mais significativos da vida de Cristo, e que são o fundamento da nossa fé.

Jesus salvou-nos. Deu a vida como garantia da ceracidade da Sa mensagem. Fê-lo sem que lhe fosse pedido. Isto é verdadeiro amor. O que nos salvou não foi a cruz, ou Jesus ter morrido na cruz. O que nos salvou, foi o AMOR, do qual a cruz é o sinal máximo.

A causa da sua condenação foi ter pronunciado o nome de Yahve. Quando o sumo sacerdote pergunta a Jeus: “Tu és o filho de Deus?” ele responde: “Eu Sou”. Este eu sou não é um assentimento ao que lhe foi perguntado. Lembremos que este foi o nome dado a Moisés no episódio da sarça ardente. O judeu não podia pronunciar o nome de Deus, Yahve. Por isso, criou outros dois nomes: Adonai e Heloim. Jesus não responde ao sumo sacerdote. Ele diz quem é. Jesus disse um dia: “A minha vida ninguém ma tira… sou eu que a ofereço”. E fê-lo.  Ofereceu porque ama. Por isso pergunta S. Paulo: “Que nos poderá afastar do amor de Deus? A fome, a espada, a nudez, o perigo? O próprio Jesus? Mas como pode ser, se Ele deu a vida por nós?” Ninguém nos pode separar do amor de Deus, nem o pecado tem tanto poder. Só nós poderemos não querer esse amor, mas nem mesmo assim Deus nos deixa de amar.

Add comment Abril 5, 2009

Amor efectivo

Certo homem caiu num poço e não conseguiu sair de lá.
Uma pessoa subjectiva passou e disse:
- Sinto muito que estejas aí, no fundo do poço.

Uma pessoa objectiva, olhando-o declarou:
- Estava-se mesmo a ver que alguém havia de cair neste poço.

Um fariseu exclamou:
- Só pessoas más é que caem em poços.

Um cientista pôs-se a calcular a pressão necessária para tirar o homem de dentro do poço.
Um geólogo espreitando para dentro sugeriu:
- Aí dentro podes apreciar as rochas do poço.

Um gabarola proclamou:
- Isso não é nada, havias de ver o meu poço.

Um psicólogo aconselhou:
- Tudo o que tens a fazer é convencer-te que não estás num poço.

O optimista advertiu:
- Podia ser bem pior.

O repórter quis logo o exclusivo da história do homem que caiu no poço.
O moralista disse:
- Se me tivesses escutado, não estarias agora nesse poço.

Um pregador retorquiu:
- O teu poço é apenas um estado de espírito.

Por fim, passou Jesus. Vendo o homem, estendeu-lhe a mão e tirou-o para fora do poço.

9 comments Fevereiro 16, 2009

Dia dos namorados

O dia dos namorados está revestido de uma forte componente comercial. Mas a ideia de haver um dia para nos recordar da pessoa amada é bonita e útil. No entanto, devemos viver esse dia com sinceridade, isto é, como resultado de uma relação pautada pelo respeito mútuo, pelo amor contínuo, pelo diálogo fecundo. Que não seja um dia para esquecer os outros em que nos esquecemos.

Para celebrar esse dia, deixo uma recordação, que pode ser imprimida e oferecida. (download tamanho original)dia-dos-namorados-marcador

5 comments Fevereiro 12, 2009

Viver a vida

Retirei este texto do comentário de um jovem da Lama, a uma entrada no conviver. Está soberbo.

“Como dizia o poeta um dia.
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu…
Do que nos vale ter medo de viver? De não fazer o que queremos por não ter coragem? De dizer as nossas opiniões? Pois, também eu faço essa pergunta a mim mesmo… não encontro resposta…

A vida passa a correr…
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, passaram anos!
E pensamos………Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava para o relógio…
E então pensamos, demos o nosso máximo? Fizemos o nosso melhor?
Para isto é que não devemos ter medo das escolhas e seguir em frente, sem olhar para traz. Siga para a frente… )

1 comment Janeiro 12, 2009

O verdadeiro amor

O verdadeiro amor é aquele que resiste ao tempo, sobrevive às dúvidas, emerge do medo e aprende a dominá-lo.

Amar é dar-se sem pensar, é sonhar o dia todo acordado e dormir sem nunca adormecer, é galgar distâncias com agilidade e destreza, é vigiar sem sair de casa, é escolher livros  e programar surpresas, namorar o telefone à espera que ele toque, acordar depois de duas horas de sono com a cara de bébé, sentir que somos invencíveis e que a perfeição está tão perto e é tão fácil que a morte já podia chegar, sem termos medo de perder a vida.

O verdadeiro amor é absoluto, indestrutível, estóico, inflexível na sua essência e tolerante na sua vivência, discreto, sóbrio, contido, reservado, escondido, recatado, amadurecido, desejado, incondicional, amargurado, sagrado, sobressaltado. O verdadeiro amor é delicado, bom ouvinte, cúmplice, fiel sem ser servil, atento sem se impor, carinhoso sem cobrar, atencioso sem sufocar e muito, muito cuidadoso para nunca se perder, se estragar, se esquecer ou desvirtuar.

O segredo está no tempero, na moderação, nas palavras que nunca se chegam a dizer, nas conversas perdidas à beira do rio, no olhar que fica no ar, no tempo que é preciso dar para que cresça, amadureça e deixe de meter medo. É preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos, sem exigências nem queixas, porque o amor leva o tempo que for preciso.

(Texto de Margarida Rebelo Pinto, in as crónicas de Margarida)

5 comments Setembro 18, 2008

Atitude positiva

As leituras deste fim de semana, fizeram-nos fazer reflectir sobre a correcção fraterna, feita com amor e para o bem da pessoa. Muitas vezes, com a ideia de uma pseudo-educação que pretende corrigir os que erram, cometemos verdadeiras atrocidades pedagógicas, com efeitos devastadores na vida emocional e psiquica da pessoa corrigida.

Na catequese, também nos deparamos com estas situações, onde pretendemos corrigir e reprimir comportamentos desviantes de algumas crianças. É legítimo que o façamos. Mas o modo de o fazermos deve ser reflectido, para que os estragos não sejam maiores. Uma história para nos fazer pensar: um dia, um rei teve um sonho. Quando acordou, mandou chamar alguns sábios, a fim de que interpretassem o seu sonho. Depois de terem reflectido, chegaram junto do rei e disseram: “majestade, temos uma má notícia para lhe dar: lamentamos informar que o seu sonho quer dizer que o Senhor vai perder toda a sua família, ficando sozinho”. O rei não gostou, e mandou castigar os sábios. De seguida, mandou chamar outro sábio. Este, depois de ter reflectido, comunicou ao rei: “majestade, tenho uma boa notícia para lhe dar; o Senhor vai sobreviver à sua família”. E o rei, agradado pela notícia, cumulou o sábio com riquezas.

Tem direito a corrigir quem antes soube elogiar. Porque é que a maioria das nossas palavras são negativos e para repreender?  A palavra “não”, está sempre pronta a ser proferida, mesmo antes de ouvirmos o que o outro tem a dizer.Quantas vezes elogiamos os nossos catequizandos por virem à catequese? Por se portarem bem?

Quando olharmos para a pessoa, não olhemos apenas para os seus defeitos. Vejamos a pessoa no seu todos, com virtudes e defeitos. Nessa altura, a correcção pode doer, mas não magoa. E então, surtirá os efeitos desejados.

1 comment Setembro 8, 2008

Aniversário

Hoje, dia do meu aniversário, a ideia que quero partilhar com todos os amigos “partilhar” está neste filme. Neste dia, apetece-me dizer “creio na alegria de viver”.

9 comments Maio 15, 2008

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