Posts filed under 'Catequese'

Catequese Dinâmica

Mais do que dinâmicas na catequese, utilizadas como recurso pedagógico, utilizemos a dinâmica como estratégia. Toda a catequese deve ser dinâmica, interactiva, dialogante, e não apenas uma parte com um recurso esporádico, cuja finalidade poderá passar por ajudar a distrair, mas que de pedagógico poderá ter pouco. Tudo o que utilizamos deve fazer parte de uma estratégia de envolver as crianças no seu processo de caminhada cristã.

Partilho uma pequena apresentação. Que ela seja alvo de alguma reflexão e aprofundamento.

Add comment Novembro 12, 2009

Dinâmicas

A catequese deve ter dinâmicas ou a catequese deve ser dinâmica?

Há catequistas que se preocupam em arranjar dinâmicas para fazer na catequese. Mas isso fará, só por si, alguma diferença na catequese? Já ouvi alguns desabafos de que não sabem mais o que fazer, porque se preocupam em arranjar jogos e outras dinâmicas e nada parece cativar os miúdos.

A catequese deve ser activa, participada por todos, envolvendo todos, respeitando/ouvindo todas as experiências, ensinar e fazer pensar cada um, utilizando as linguagens significativas e adaptadas, sabendo materializar as ideias que queremos transmitir. São estas estratégias que tornarão a catequese dinâmica. Concretizo: no post anterior apresentei um texto sobre pessoas balão. Se eu falar disso num catequese, poucos ligarão. Mas se eu pegar num balão, o mostrar, e falar o conteúdos do texto, com o balão na mão, não será que isso vai concentrar mais a atenção das pessoas, e quando elas virem um balão se poderão recordar na metáfora? Estou convencido de que sim.

Mas então as dinâmicas não contribuem para isso? Claro que sim. Elas criam os contextos em que as crianças/jovens poderão exercitar e reflectir, envolvendo não só a componente intelectual, mas também a afectiva, permitindo, de uma forma natural, expressar as convicções, histórias de vida, comportamentos, etc. “As pessoas nunca aprendem nada só porque lhes é dito; precisam descobrir por si mesmas”. Se queremos ensinar alguém a tirar fotografias, não serve de nada ensinar apenas a teoria. Ela aprende muito mais, melhor e mais facilmente, se lhe dermos uma máquina fotográfica para as mãos e aí ensinamos como a utilizar. Na catequese, por exemplo, se eu quero fazer revisões, em vez de me limitar a fazer perguntas e ficar à espera das respostas, o que gera aborrecimento e cansaço, porque não fazê-lo com um jogo? Isto é apenas uma ideia.

As dinâmicas não podem é ser uma desculpa para que nos convençamos de que temos uma catequese dinâmica. Está aqui em questão, uma forma de estar, de ser e de fazer catequese, com uma linguagem e estratégias dinamizadoras. As dinâmicas devem ser bem pensadas, bem preparadas, clarificadas e executadas. Quantas vezes as fazemos sem as entendermos e as adaptarmos ao público alvo e isso provoca confusões, contendas e ineficácia.

Partilho agora um site com muitas dinâmicas. Elas ajudarão, se não reduzirmos a dinâmica da catequese, apenas à sua utilização momentânea. Mas como diz o “outro”, mais vale isto que nada, como ainda acontece. Aqui fica o site e que vos possa ajudar: http://www.catequisar.com.br/

4 comments Outubro 15, 2009

Porque ir à catequese?

Muitas pessoas podem perguntar: “Qual a importância de ir à catequese? É sempre a mesma coisa! O importante é a escola…”

Encontramos muita gente que já nem faz a pergunta, nem espera a resposta. Toma logo a decisão de se afastar da catequese, ou de não levar os filhos. A preocupação é puramente social: primeira comunhão, crisma para ser padrinho.  Há quem diga que é sacramental. Eu digo social, porque se fosse sacramental exigia uma fé comprometida, o que não parece ser o caso.

Então para que serve afinal a catequese? Para aprender a doutrina. E o que é isso? Leis? A cumprir um regulamento, que muitos, sem conhecer e entender a fundo, consideram desactualizado?

Tenho algum receio da educação que hoje se transmite. Não porque ela esteja de todo errada. Era bom que na vida só pudéssemos fazer o que nos apetece, e que se procure satisfazer as vontades todas das crianças, sem a fazer pensar. O meu receio fundamenta-se nesta inquietação: os pais/sociedade preparam as crianças como se tudo corresse bem e não fossem encontrar nunca dificuldades na vida. Mas quem as prepara para as dificuldades? Quem as prepara para não se deixarem traumatizar pelos obstáculos e sofrimentos? “Quem as ensina a interiorizar, a usar as dores para crescer em sabedoria, a trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, a agregar ideias, a pensar com liberdade e consciência crítica, a romper as ditaduras intelectuais, a gerir com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão, a expandir a arte da contemplação do belo, a dar sem contrapartida do retorno, a colocarmo-nos no lugar do outro e a considerar as suas dores e necessidades psicossociais”?

Na catequese, pretendemos revelar a pessoa que nos ensinou isso de um maneira extraordinária e inovadora: JESUS. E isso faz-se em diversos anos, para acompanhar a evolução intelectual e afectiva das crianças. Quando se descobre este Jesus, ficamos apaixonados e libertos. Crescemos interiormente. Encontramos força, energia, para vencer, aprender, crescer. Que nós, catequistas, nunca nos esqueçamos de mostrar a beleza de Deus. Não a ofusquemos com doutrinas frias. Elas serão melhor aceites e interiorizadas, depois de nos termos apaixonado por este AMIGO. E então, a doutrina não será uma prisão, mas apenas orientações para crescermos de forma equilibrada e feliz, com saúde mental e espiritual.

6 comments Outubro 2, 2009

Início da catequese

Começamos, este fim de semana, a catequese paroquial de Sequeirô e Lama. Foi bom sentir o reboliço provocado pela presença das crianças. A sua jovialidade faz-nos falta, para nos ajudar a despertar a criança que vive adormecida dentro de nós. Se queremos encontrar a paz, precisamos de a acordar e de viver em paz com ela. A criança vive sem complexos, cria e sonha coisas novas, não se acomoda, continua a fazer perguntas à vida, deixa-se encantar e surpreender pela vida, arrisca, não pauta a sua vida e postura pela vergonha e complexos do que os outros possam pensar.

Ao começar este ano pastoral, vamos começar também a nossa formação e partilha de experiências no âmbito da catequese. Começo com uma história e um desafio. Qual a relação desta história com a catequese?

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.

O mestre disse-lhes:
Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé. Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte.
A meio do caminho, um deles passava por um grande sofrimento: os  pés estavam doloridos e ele reclamava muito.

O outro subia naturalmente a montanha.
Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.

Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:
- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.

É comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas essas são coisas bem diferentes. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.
O Conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de Cultura. Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das aulas teóricas. Podemos tornar-nos Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.

Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos. Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.

É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação. Deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizagem.
Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo.
E isso não parece ser uma atitude muito sábia. Então, sejamos Sábios :
vivamos, amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!
E que saibamos cozinhar nossos feijões…

1 comment Setembro 21, 2009

Estilos de animação

Nos últimos artigos, temos vindo a reflectir sobre a catequese como um projecto e do que isso significa. Esta é uma ideia que precisa de ser ainda muito amadurecida e reflectida. Neste espaço desejamos promover a mudança de mentalidade, o despertar a reflexão, e a consciência audaz de que melhor é possível. Pretendemos realizar um encontro com todos os catequistas interessados nesta temática. Pretendo depois sujeitá-la à opinião de pessoas credenciadas no domínio das ciências da educação. Faz falta à igreja a humildade de dialogar com as diversas ciências. Eles estão disponíveis e apreciam. Sou testemunha disso mesmo.

Com a implementação desta metodologia do projecto, os papeis do catequista terão de ser substancialmente distintos. Já falamos um pouco acerca disso. Não nos vamos repetir. Apenas partilho os diferentes tipos de animação, o mesmo será dizer, os diferentes tipos de catequistas.

Irão descobrir, facilmente, qual o estilo que se recomenda…

ESTILO TIPO DE PARTICIPAÇÃO
Autoritário - Tudo o que é feito é obra do animador.
- A participação do grupo será pouca e a sua criatividade inexistente; consistirá “no que fizer o animador”.
- Os membros não se sentem motivados para a tarefa a desenvolver.
Permissivo (laisser faire) - Amálgama de realizações ditadas por impulsos, pelos líderes da altura, por preferências: disto gosto, não gosto daquilo, apetece-me, não me apetece.
- Normalmente, as concretizações são banais.
- É possível que o que foi começado seja abandonado.

- Cada um faz o que quer, como quer e quando quer.
Democrático ou
Cooperativo
- Participação de todos, orientada e sustentada.
- Procura-se que cada um se sinta bem fazendo o que sabe e aquilo em que pode fazer render as suas capacidades e contribuir com a sua originalidade.
- Acaba-se o que se começou.
- O animador ensina a ver o caminhar para o objectivo programado como objectivo em si, investindo também na relação afectiva com cada membro do grupo. Esta combinação multiplica a eficácia.

2 comments Junho 29, 2009

Newsletter 3

Partilho mais uma Newsletter. As Newsletter são uma recolha dos artigos e comentários sobre a catequese, publicados neste blogue. Desta forma, pretendemos facilitar uma leitura sistematizada dos conteúdos. Já é a terceira com conteúdos destinados à reflexão sobre catequese. Espero que possa ser uma ferramenta de estudo e reflexão, promotora de mudança de mentalidades e de metodologias.

Newsletter 3

Newsletter 2

Newsletter 1

Add comment Junho 23, 2009

Catequese:projecto como veículo promotor de mudança

Num artigo anterior, abordamos esta ideia: em vez de uma catequese orientada por um programa, realizarmos uma catequese como projecto.

Uma catequese por programa, é baseada, quase exclusivamente, por um catecismo, com um programa rígido, inflexível, abstracto e distante da realidade existencial do público-alvo a quem se dirige. O catequista é um fiel transmissor desses conteúdos, e a criança, o fiel receptor, que não precisa questionar, adoptando uma postura passiva. Estamos a falar de uma catequese uniformizada e de estratégias únicas. A simples inclusão de conteúdos digitais e multimédia, não resolve o problema.

Uma catequese como projecto, é substancialmente diferente. A ideia é formular um tema por ano, que seja progressivo. As crianças/adolescentes são convidados a desmembrar a temática, seguindo o seu ritmo, e escolhendo o seu tema, que mais se aplique à sua situação. Todo o trabalho é desenvolvidos, tendo o público-alvo, como sujeito principal do processo. Cada um assume um papel activo, pessoal e comunitário. O tema será desenvolvido com base na descoberta pessoal, por meio de pesquisa, de trabalhos, etc. Esse projecto será apresentado aos colegas e avaliados por todos os interveniente: o sujeito que o realizou, o grupo e o catequista. Os conteúdos multimédia, ou outros, que se opte por apresentar, devem ser feitos a pensar no público em concreto, nas suas motivações, linguagem, caminhada. Não podemos simplesmente mudar o suporte de apresentação para julgarmos que já temos uma catequese moderna, actual e interactiva. A catequese como projecto também deverá ser transversal a todas as áreas de formação da pessoa, tendo em conta a teoria sistémica (tem em conta a influencia, dada e recebida, de um conjunto da teia de relações do individuo).

Uma das estratégias que penso utilizar, é o aproveitamento do canal “Partilhar TV”. Qual a ideia? Elaborar uma grelha de programas. Os diferentes grupos, que queiram aderir, irão desenvolver temas, documentários, entrevistas, que serão apresentados e publicados. Este canal também servirá para a transmissão da Eucaristia (a principio em diferido).

A grande ideia que subjaz a este projecto, é que o mais importante não é chegar depressa a uma meta, mas sim sair, fazer caminho, cada um ao seu ritmo e pelo caminho que escolheu, não se perdendo nas encruzilhadas, mas capaz de recriar e reaplicar todo o conhecimento que construiu.

O papel do catequista passa por ser um facilitador do processo, isto é, alguém que escute, acompanha, dá liberdade, que orienta em vez de impor, que ajuda na escolha que cada um precisa de fazer, que ajuda e orienta a reflexão, e não alguém que pensa em substituição, e ajuda a que cada criança/adolescente, conheça o seu ritmo, as suas competências e os seus limites.O catequista é aquele de faz fazer. Mas este novo papel que o catequista precisa desenvolver, exige muito mais ao catequista, muito mais formação, muito mais preparação. Pode parecer que delega toda a responsabilidade no grupo, mas não. O conhecimento profundo e reflectido de cada elemento do grupo, e a necessidade de preparar materiais, orientar a caminhada de cada um, estando atento às necessidades individuais, exige um trabalho esmerado e uma flexibilidade orientada.

Não podemos reduzir a catequese a conteúdos estáticos que precisam de ser assimilados. Evidentemente que existe alguns que precisam de ser aprendidos. Mas a forma como isso se processa é que deve ser questionado: talvez se deva primeiro criar as condições para que as crianças nos questionem, ao invés de criarmos um ambiente artificial, isto é, explicar sem que ninguém tenha mostrado interesse em saber, sem que ninguém tenha questionado. Isto pode demorar tempo. E, em catequese, parece que não temos tempo, estamos sempre cheios de pressa de chegar a algum lado. E curioso, raramente chegamos a algum sitio. Para educar é preciso dar tempo e ter tempo. É preciso conhecer e respeitar o ritmo de cada um. Caso contrário, todo o trabalho pode não ter qualquer consequência positiva, podendo mesmo, provocar repúdio.

É esta a catequese 2.0, uma catequese de segunda geração. Esta metodologia não é fácil de concretizar. Mas considero que merece uma reflexão profunda e responsável. Pretendo levantar a discussão em torno deste assunto. Serei o único a pensar desta forma? Será que ainda não sentimos a necessidade de mudança de estratégias e metodologias? Aguardo os vossos contributos.

11 comments Junho 22, 2009

Catequese para aprender?

Conversando com uma catequista, que não é da nossa paróquia, utilizava os termos “aprender” e “programa”. É preciso dar esta matéria (assunto/tema). Os meninos têm de saber.

Na catequese, ainda temos um programa para cumprir, fundamentado nuns catecismos que desconhecemos o programa a que obedecem, por quem foram feitos, para que público alvo, onde não parece haver articulação de objectivos, conteúdos e estratégias, ignorando que os catecismos são apenas materiais catequéticos. “O catecismo não pode ser considerado como meio indispensável de catequese”. “Vários catecismos tradicionais foram objecto de não poucas observações críticas: 1) são compêndios doutrinais abstractos e distantes da vida; 2) em geral reflectem uma concepção pedagógica e didáctica obsoleta; alguns deles revelam-se instrumentos inadequados e ineficazes” (Alberich).
Mas será que persistimos na ideia da criança depositária de saberes? Será que continuamos a defender a passividade e a ausência de pesquisa, análise e de auto-crítica? Diz Paulo Freire que a “cultura consiste em recriar e não em repetir”. Será que a vida da fé não irá pela mesma linha? Queremos imitadores, ou pessoas capazes de interpretar e de transformar a sua realidade, a sua vida, de uma forma consciente?!

Infelizmente educa-se para arquivar o que se deposita. Mas, curioso, o que é arquivado é o próprio indivíduo, que perde assim o seu poder de criar, se faz menos homem, converte-se numa peça. O destino do homem é ser criador, transformador do mundo, do seu mundo, exterior e interior, sendo sujeito da sua própria acção. A consciência “bancária” pensa que quanto mais se dá mais se sabe. Mas será essa a interpretação das palavras de Cristo: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Ninguém educa ninguém. O homem dever ser o objecto e sujeito da sua própria educação. Por isso, talvez a melhor forma de educar na fé, não seja o programa rígido, mas a elaboração de um projecto. Desta feita, o catequista deve conhecer e interpretar as situações iniciais do seu público alvo (crianças), elaborar um projecto concreto de acção, colocá-lo em prática e avaliá-lo, para o aperfeiçoar e reaplicá-lo posteriormente (cf. Alberich).

O projecto deve ter em consideração a interacção com o público alvo, envolvendo-o, para que ele chegue à compreensão da sua realidade, levante hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procure soluções. O projecto não pode surgir da uma posição vertical, de cima para baixo, nem de fora para dentro. Deve surgir de dentro para fora. De dentro de cada membro, da sua realidade e interpretação pessoal, para o grupo. O papel do educador, catequista, é o de orientar e facilitar essa exposição, e a colocação das hipóteses. Desta forma, o projecto é dinâmico, progressivo e integrador.

A motivação é a força geradora de comportamentos é a que predispõe a pessoa para uma determinada actividade. Não se identifica com interesses espontâneos; está profundamente ligada às necessidades próprias de crescimento e desenvolvimento de cada indivíduo. Por isso, em catequese, devemos motivar para a vontade de aprender, de construir e partilhar experiências e conhecimentos. . O verdadeiro conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito. Requer uma acção transformadora sobre a realidade. Exige uma busca constante. Implica uma invenção e reinvenção. Reclama uma reflexão crítica.

Aprende verdadeiramente aquela pessoa que se apropria do aprendido, transformando-o em conhecimento, e é capaz de o aplicar em situações existenciais concretas e diversificadas, num trabalho contínuo de readaptação. Aquele que é “enchido” por outro de conteúdos, não aprende. Isto pode, no máximo, constituir um dar-se conta e não conhecer. Domesticar as crianças, não é uma boa forma de fazer catequese, e uma avaliação idónea, comprova a ineficácia no nosso sistema catequético.
Por tudo o que foi escrito, será que a catequese é para aprender? É e não é. Não é, se convertemos a criança numa depósito de conteúdos. É, se esses saberes forem construídos num processo dinâmico, interactivo, orientado pela ideia do projecto, e que ajude o indivíduo a preparar-se para a vida, de uma forma consciente e autónoma.

Add comment Junho 16, 2009

Comunhões na Lama

2 comments Junho 13, 2009

Aprender

Partilho esta imagem, que nos fala da verdadeira aprendizagem: tendo em conta as crianças, o seu ritmo, as suas experiências, em que elas se convertem em objecto e sujeito da verdadeira aprendizagem.

Add comment Junho 13, 2009

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