Posts filed under 'Catequese'

Recursos multimédia

A catequese deve ser activa e dinâmica. Deve ser capaz de envolver os catequizandos no processo de crescimento humano e de fé. Por isso, a catequese deve ser verdadeiramente significativa, isto é, deve estar relacionada com a vida deles. Os recursos multimédia, são uma mais valia neste processo educativo.No entanto, reconhecemos a escassez deste tipo de material, e o que existe é muito caro. No blogue conviveronline, assim como neste, encontrarão já muitos recursos disponíveis. No entanto, poderão não ir ao encontro das necessidades efectivas dos catequistas.

O grupo de jovens “Folhas Livres”, têm como lema e missão, “evangelizar pela multimédia”. Querem estar à disposição dos catequistas, sejam de que paróquia forem, para a produção desses conteúdos. Para isso, deverão ir ao blogue conviveronline, e na separata/página “recursos multimédia” fazem o vosso pedido. Numa fase posterior, esses recursos irão sem recolhidos em dvd para comercialização.


Add comment Outubro 6, 2008

Blogues na catequese

Num artigo anterior, falamos sobre a introdução das tecnologias na catequese. Diziamos que já se começa a utilizar o computador e alguns ficheiros para apoio a catequese, tais como apresentações em powerpoint e filmes. A isto chamamos a utilização das TIC como recurso educativo. De facto, já é um bom começo, mas acreditamos que não se deva ficar por aqui. É preciso que se comece a olhar para as TIC como estratégia educativa e não apenas como recurso.

O que entendo por estratégia educativa? Quando olhamos as TIC por esta perspectiva pedagógica, isso obriga-nos a uma mudança de mentalidade e a novas formas de pensarmos e fazermos catequese. O computador, e os recursos que nos oferece, podem estar ao serviço da catequese, quando pedimos às crianças que façam pesquisas, que produzam conteúdos, que interajam com outras pessoas e com o próprio grupo através da Web, em que o catequistas não se limita a transmitir conteúdos, mas cria condições de verdadeira partilha e reflexão, deixando de ser um ensino vertical, de cima para baixo, para um ensino horizontal, em que os saberes, emoções, descobertas das crianças são devidamente valorizadas, juntamente com a do catequista.

Os BLOGUES revelaram-se autênticos aliados na educação. Eles derrubam as barreiras do espaço e do tempo que a catequese tradicional impõe. Isto é: a catequese tradicional, limita-se, actualmente, a uma hora por semana, e a uma sala. Fora disso não há mais catequese. E se a catequista pede que as crianças trabalhem algum tema, só na catequese seguinte se pode constatar o evolução do mesmo. Caso contrário, obriga a deslocações ou comunicações, mais dispendiosas. E os pais não sabem a evolução dos filhos, a não ser que perguntem frequentemente aos filhos e à catequista.

O blogue permite que se esbatam estas dificuldades. Se o blogue for gerido em co-autoria com as crianças, existem enormes VANTAGENS que poderão ser aproveitadas:
* as crianças que faltaram poderão acompanhar o que foi feito pelo grupo;
* as crianças farão trabalhos que irão publicar, fazendo com que tenham mais cuidado com a sua produção;
* o catequista acompanha o trabalho, e pode ajudar e incentivar; as crianças, poderão consultar, as vezes que entenderem, os artigos, e comentarem e refazerem comentários, aprofundando a reflexão;
*
a partilha de outras ideias, saídas do grupo, ou de visitantes estranhos ao grupo, pode ajudar à reflexão;
* os pais poderão acompanhar aquilo que está a ser feito na catequese;
* o pároco também poderá dar o seu contributo, já que, na maioria das situações, não pode estar presente na catequese;
* as crianças que, porventura, tenham de faltar, não se sentirão tão excluídas do grupo. Devido à situação das famílias desagregadas, que obrigam as crianças a ausências frequentes à catequese, esta ferramenta da web pode ajudar a minimizar os efeitos da ausência, a manter a motivação, a continuar a sua formação, evitando desistências.

Naturalmente que isto exige COMPETÊNCIAS NOVAS. Mas porque não apostar em formação dentro desta área? Exige que as crianças tenham computador e internet. Mas temos de começar por algum lado. Hoje em dia, com o programa do e-escola, já muitas crianças possuem estes meios. Rentabilizem-nos ao serviço da catequese.

Eu sei que muitas paróquias e catequistas, possuem já um blogue. Funcionam mais como avisos, portefólio digital dos recursos produzidos, e a publicação de alguns artigos de formação ou reflexão. É muito bom e deve continuar. Esta partilha é muito salutar e enriquecedora. Mas estou convencido de que poderíamos e deveríamos ir mais longe. Sem descurar esta utilização, poderemos abrir mais uma porta: deixar que o blogue seja como mais uma “criança” do nosso grupo, em que os colegas se sirvam dele para partilharem ideias, para reflectirem, criarem uma comunidade virtual. Isto só se consegue se as crianças poderem também publicar.

Nas minhas paróquias, já solicitei aos catequistas, sobretudo da adolescência, a criação de um blogue, em regime de co-autoria, para acompanhar e completar a catequese presencial. Se houver mais catequistas interessados, poderemos criar um INTERCÂMBIO VIRTUAL entre os nossos grupos, dos mesmo anos, e beneficiar da motivação recíproca e desafiadora e da interacção entre todos. Partilhando ficaremos mais ricos, e aprenderemos mais e melhor.


6 comments Setembro 16, 2008

Exp. humana: práticas deficientes

* O educador/catequista descreve a experiência humana, julgando ser essa a experiência das crianças/jovens. Não o deve fazer, por várias razões:
1. Os jovens têm ou não, aquela experiência que está a ser reflectida. Se a têm, devem ser eles a apresentá-la. Se a não têm, não ficarão propriamente com ela, pelo facto de ser descrita pelo educador.
2. Na descrição da experiência, o educador/catequista pode estar, ainda que não dê conta, a projectar a sua própria experiência. Ela será certamente diferente da experiência das crianças/jovens.
3. Quando o educador/catequista está a descrever a experiência, está a impedir uma participação mais activa das crianças/jovens na dinâmica do encontro.

* A Experiência humana não é apenas um recurso pedagógico para despertar o interesse dos educandos. No desenvolvimento do tema, ela será esquecida. Isto revela uma desvalorização da vida. Para o educador, aquilo que interessa virá depois. Esta prática conduz à dicotomia entre a fé e a vida.

* A experiência humana não deve servir apenas de analogia, isto é, como exemplo/comparação, para se compreender a mensagem. Neste caso, a vida é utilizada “a propósito” daquilo que vem a seguir, a mensagem. A vida serve como um pretexto para… A vida não pode funcionar como pretexto para falar de Deus, com o lugar onde Deus está e se revela aos homens.


3 comments Setembro 12, 2008

Experiência humana

o primeiro passo para uma catequese bem dada, depois do acolhimento, é a experiência humana. É verdade. Mas como a fazemos? Um faz de conta? Ouvimos efectivamente as crianças, no seu mundo concreto e com as experiências vividas? Damos importância a isso, ou estamos a brincar ao faz de conta?! Já se lembraram que, muitas vezes, as crianças não ouvem o catequista, porque este não os ouve primeiro a eles?

Temos de repensar muito bem este passo, reajustar a metodologia, utilizar novas linguagens, incentivar a pesquisa e a reflexão crítica, desenvolver o espírito de respeito pela diferença.

Não podemos fazer das crianças um mero depósito de conteúdos, que o catequista quer transmitir, de uma forma absoluta e inquestionável. Elas desempenham um papel activo no seu próprio crescimento. É preciso envolvê-las na construção da sua identidade e do seu percurso de fé. Caso contrário, o cenário que hoje nos aflije, vai-se agravar: crianças que frequentam a catequese, por obrigação, mas que andam afastadas da prática religiosa, sem uma experiência de fé concreta.

Quando é que abrimos os olhos, somos sinceros e humildes, e reconhecemos que podemos estar a utilizar uma pedagogia e uma linguagem desadequada à realidade de vida das nossas crianças?! Vamos continuar orgulhosamente sós, convencidos de que está tudo bem e continuar a insistir no mesmo discurso e práticas? Temos medo de quê? De tornar Deus mais próximo da humanidade? Mas não foi isso que Cristo veio fazer? E nós a fazer o contrário… a afastar Deus da vida dos homens.


7 comments Setembro 10, 2008

Atitude positiva

As leituras deste fim de semana, fizeram-nos fazer reflectir sobre a correcção fraterna, feita com amor e para o bem da pessoa. Muitas vezes, com a ideia de uma pseudo-educação que pretende corrigir os que erram, cometemos verdadeiras atrocidades pedagógicas, com efeitos devastadores na vida emocional e psiquica da pessoa corrigida.

Na catequese, também nos deparamos com estas situações, onde pretendemos corrigir e reprimir comportamentos desviantes de algumas crianças. É legítimo que o façamos. Mas o modo de o fazermos deve ser reflectido, para que os estragos não sejam maiores. Uma história para nos fazer pensar: um dia, um rei teve um sonho. Quando acordou, mandou chamar alguns sábios, a fim de que interpretassem o seu sonho. Depois de terem reflectido, chegaram junto do rei e disseram: “majestade, temos uma má notícia para lhe dar: lamentamos informar que o seu sonho quer dizer que o Senhor vai perder toda a sua família, ficando sozinho”. O rei não gostou, e mandou castigar os sábios. De seguida, mandou chamar outro sábio. Este, depois de ter reflectido, comunicou ao rei: “majestade, tenho uma boa notícia para lhe dar; o Senhor vai sobreviver à sua família”. E o rei, agradado pela notícia, cumulou o sábio com riquezas.

Tem direito a corrigir quem antes soube elogiar. Porque é que a maioria das nossas palavras são negativos e para repreender?  A palavra “não”, está sempre pronta a ser proferida, mesmo antes de ouvirmos o que o outro tem a dizer.Quantas vezes elogiamos os nossos catequizandos por virem à catequese? Por se portarem bem?

Quando olharmos para a pessoa, não olhemos apenas para os seus defeitos. Vejamos a pessoa no seu todos, com virtudes e defeitos. Nessa altura, a correcção pode doer, mas não magoa. E então, surtirá os efeitos desejados.


1 comment Setembro 8, 2008

Tecnologias na catequese

Temos ouvido falar das novas tecnologias que devem estar ao serviço da educação. Mas que tipo de utilização é que se pode fazer das tecnologias na catequese?

Há quem pense que passa por fazer umas apresentações para mostrar às crianças.
E muitos catequistas já o fazem. Desta forma, estão a utilizar o computador apenas como um recurso pedagógico. É bom… mas é preciso ir mais longe.

Quando se fala da integração das tecnologias na educação, estamos a falar de recursos e de estratégias. Isto é, é preciso repensar a forma de fazer catequese, optando por outra pedagogia. É bom que se tenha conteúdos (apresentações/filmes) para apresentar. Mas não podemos esquecer que precisamos de questionar a metodologia que vem sendo adoptada.

O catequista não deve ser apenas o fiel transmissor da doutrina, fazendo das crianças depositários passivos, sem espírito crítico, não valorizando as suas experiências de vida e saberes construídos previamente. O catequista deve assumir o papel de facilitador, de orientador, menos directivo, promovendo a interacção dentro do grupo, o trabalho de pesquisa e a capacidade de reflexão crítica. Assim, a criança aprende de uma forma mais autónoma, activa, com respeito pela diferença, com espírito crítico (capacidade de reflexão) e, por isso, mais significativa, isto é, cujo efeito perdure e se concretize na vida.

Os saberes construídos em cada encontro, juntamente com os conhecimentos prévios, e a interacção com o grupo e outras pessoas externas ao mesmo, permitirão a construção de novos caminhos para novas situações. Para melhor entendermos, apresentamos uma imagem: a forma de manter a areia na mão, é mantê-la aberta; se a fecharmos, com medo de perder a areia, esta escapa-se por entre os nossos dedos, e quando abrirmos a mão, restam poucos grãos.

Uma das situações problemáticas, com que nos deparamos na sociedade actual, é as crianças fruto de famílias desagregadas. Estas, sem culpa, terão que faltar frequentemente à catequese, em virtude de terem de passar fins-de-semana, alternados, com os progenitores. Consequência: faltas contínuas à catequese, falta de acompanhamento, e consequente desmotivação e desvinculação. Não esquecendo a pseudo questão da justiça em relação aos outros que são assíduos.

Será que não podemos fazer nada que minimize esta situação? Será que vamos ficar impávidos e serenos, ou a apregoar contra esta situação, em vez de procurarmos soluções?

Dentro do espírito de uma nova metodologia, e tentando encontrar uma resposta a esta situação problemática e desafiante, a Internet reúne uma séria de potencialidades que podem e devem ser aproveitadas ao serviço da catequese.

Não diabolizemos a Internet, culpando-a de todos os males. Encontremos, antes, soluções motivadoras, capazes de atrair e apostando em bom conteúdo. Não falo da simples navegação na Internet, mas de aproveitar os diversos serviços e ferramentas que ela disponibiliza.

Para não me alongar mais, fico por aqui, mas deixo a porta aberta para o debate sobre estas e outras questões. Não pretendo oferecer soluções perfeitas, mas estimular o debate e a reflexão, com espírito aberto.


8 comments Agosto 29, 2008

Os “5 S” da catequese

Vou inventar um, não custa nada. São, na verdade, acções e sentimentos simples que precisamos ter, para que a nossa caminhada como catequista aconteça de forma mais organizada.

O primeiro S que eu sugiro para transformar a nossa catequese e o da Sensibilidade. Parece estranho dizer isso, mas muitos catequistas mostram-se insensíveis diante das ameaças do mundo. Os catequistas precisam ser sensíveis e isso significa observar melhor o comportamento das crianças e jovens, de seus pais e da sociedade como um todo. A sensibilidade do catequista fará com que os encontros sejam melhores. É importante para o catequista saber interagir com a catequese e na relação com crianças e jovens. A sensibilidade é importante para isso, pois nos tráz a emoção de trabalhar pelas coisas de Deus e nos ensina a como agir;

O segundo “ S” é o da Serenidade, tão necessária para que nos momentos de angústia e desânimo, possamos, através da oração, ter a devida tranquilidade de resolver questões difíceis que sempre aparecem na caminhada pastoral; São os chamados conflitos. Eles existem, aparecem a todo o momento, e precisamos de os resolver. Com serenidade, a tarefa torna-se menos dolorosa;

O terceiro “S” é o da Superação, fundamental para o desempenho da nossa missão como catequistas. E são várias as barreiras que aparecem durante a nossa caminhada: falta de tempo, ausência de formação adequada, desinteresse dos pais e jovens pelas coisas de Deus, falta da estrutura de algumas paróquias e tudo mais. Por isso, precisamos de superação. Ela vem acompanhada de algo que não pode faltar nunca na vida de um catequista: a oração.

O quarto “S” e do Sorriso. Às vezes é difícil sorrir quando o mundo nos pede para chorar. Mas precisamos sorrir mais para cativar, encantar, transformar relações e mostrar que estamos num caminho diferente dos demais que nos são oferecidos. Um sorriso é fundamental na catequese. Catequista que vive sempre com a cara amarrada não cumpre a sua missão com eficiência. A catequese não combina com o azedume.

E por último, o quinto “S”, o da Sabedoria, para indicar um caminho mais ético, justo e próximo das coisas de Deus. Isso não significa que tenhamos que ser mestres em teologia e profundos conhecedores de tudo. Não. Sabedoria significa saber dosear a nossa vontade de transformar o mundo, e tornar as nossas acções úteis, com o conhecimento que devemos ter de métodos e dinâmicas para tocar corações sedentos das coisas de Deus. Claro, precisamos do mínimo de conhecimento, mas não precisamos ser doutores e mestres para os transmitir na catequese.

Se juntarmos estes cinco “S” nas nossas acções como catequistas e agentes pastorais, a nossa catequese será melhor. E se junto com estes “S” juntarmos situações concretas como pontualidade, clareza na comunicação, desenvoltura, interesse na formação pessoal e se encontrarmos formulas atractivas para reunir os pais, praticando uma comunicação mais eficiente tenho certeza que a nossa caminhada será muito menos cansativa do que é.

Sem comunicação, nada funciona.

artigo de Alberto Meneguzzi


2 comments Julho 13, 2008

Previous Posts


Estatística do Blog

Comentários Recentes

Karool no Coração…
Karool no Coração…
Karool no Coração…
José Sá no Viver
Manuel no Viver
miná ( Famalicão) no Viver
miná ( Famalicão) no O verdadeiro amor
Anderson Baumarte D"… no Jogos biblicos e outros
sulencleide santos d… no Jogos biblicos e outros
ewerthon no Carta para o meu catequis…
carool no Coração…
Milena no Coração…
Jorge Silva no Trabalhos sobre o crisma
NANI no Filme do Crisma: versão …
Marta no Blogues na catequese

Meta

Blogues da catequese de Sequeirô

http://grupo8ano.blogspot.com/

Links

Calendário de entradas

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Nuvem de Categorias

Amigos Amor Animações Aprender Blogue Catequese Catequista Crisma Deus Dinâmica educar Escolhas Família Felicidade história Humildade Igreja Jovens Liberdade Liturgia Música Matrimónio Mensagem missa motivação Partilha Quaresma Reflexão Tecnologia vida

Arquivos