Igreja
É fácil apontar o dedos. Difícil é calçar as botas dos que criticamos e fazer o mesmo caminho.
A Igreja é boa. Como é cosntituida e gerida por homens, que erra muito. Mas apesar de todos os erros, continua a ser uma instituição boa e útil.
No entanto, não podemos deixar de colocarmos desafios a nós mesmos. Neste blogue, não pretendemos condenar a igreja. Apenas fazer uma reflexão livre e consciente. Não somos a favor do “carneirismos” alienante. Quando criticamos, fazemo-lo com amor e desejo de construir uma Igreja melhor. E continuarei a fazê-lo, porque estou dentro, conheço-a e quero contribuir para que se actualize, vá ao encontro dos homens e mulheres de hoje, com uma linguagem e postura adequada aos desafios dos novos tempos, adaptando os caminhos e doutrinas, que tiveram a sua época mas que precisam de reajustes.
Há dias falamos das taxas que os bispos aumentaram. Manifestamos o nosso desacordo com tamanho aumento. Também dissemos que as taxas referentes à cúria teremos de as cumprir. Em relação às outras, não.
Mas também não gostei da campanha que a comunicação social fez por causa deste assunto. Eu já não diria nada, se esta posição fosse mais coerente. Passo a explicar: é certo que a taxa, por exemplo, dos casamentos é muito alta. Mesmo sabendo que quem tem o trabalho todo são os párocos, que ainda por cima têm de se deslocar à cúria diocesana para tratar do processo. E a taxa estipulada é inferior, que nem paga o combustível. Na cúria, apenas vêem se está tudo certo, carimbo e 25 €, no mínimo. Mas eu gostaria que a comunicação social também tivesse falado da mesma forma em relação ao registo civil. Há alguns anos atrás, quando o Estado aumentam o valor dos processos de casamento para cerca de 100 € (não tenho presente o valor exacto), ninguém fez tanto alarido. E o trabalho é o mesmo da Igreja. Mais… nós temos a delegação do civil para fazer o casamento. O trabalho é todo dos párocos, que é quem menos leva e tem mais fama de explorar.
Embora não estando de acordo com o aumento das taxas na Igreja, não gosto de a ver exposta desta forma na praça pública, sobretudo de uma forma pouco equitativa. Uma coisa é falar do assunto, informando. Outra, é um ataque implícito e escamoteado por detrás de algumas formas de noticiar. Vejam só o título: “A fé está mais cara”. Por amor de Deus. Que ignorância, ou má vontade, sei lá: não é a fé que está cara; são os serviços.
4 comments Julho 2, 2008


