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Sobre a catequese

Outubro 6, 2013

Encerramento Congresso Internacional de Catequistas

Na conclusão, lida por Dom Arenas, “a catequese deve hoje procurar renovar a forma de transmitir a fé com novas abordagens de ensino, reformulando as palavras para facilitar a compreensão dos catequizados”.
“Ao embarcar no caminho da Nova Evangelização, a catequese não pode permanecer com as mesmas características do passado”, disse, apontando o mundo digital e as redes sociais como instrumentos que a Igreja deve utilizar para fazer ouvir a mensagem do Evangelho no mundo contemporâneo.

Catequese do Papa Francisco

Outubro 6, 2013

Aqui fica o video com a conferência do Papa Francisco no Encontro Internacional de catequistas.

http://www.educris.com/v2/tv/catequese/1311-catequese-do-papa-francisco

 

O discurso escrito: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/speeches/2013/september/documents/papa-francesco_20130927_pellegrinaggio-catechisti_po.html

Para os ciclistas

Agosto 25, 2013
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Para todos os ciclistas, dedico este texto:

A bicicleta é a igreja, o instrumento que me possibilita fazer o ciclismo.

As rodas serão a fé, que não te deixa instalado, acomodado, paralisado, mas em movimento.

Os pneus é o amor que amortece as irregularidades do piso e te dão conforto na viagem, se levarem a pressão certa.

O guiador é o Espirito de Jesus que te habita, e te guia, se tu não colocares resistências.

Os pedais são a vontade e convicção de querer iniciar uma viagem, sujeita às incertezas do caminho.

A corrente é a comunhão entre irmãos, pois nunca se vai muito longe a andar só com uma roda.

O assento, é a esperança que te permite descansar quando o cansaço aperta e apetece desistir.

Os travões são a dimensão do perdão e a humildade, porque não vás tu embalado e te esqueças de evitar o acidente, contigo mesmo e com os outros.

A garrafa da água é a Eucaristia que sacia as nossas sedes, retempera as nossas energias

O caminho é Jesus que te dá um rumo e um jeito de viajar.

Os sinais e as regras são o Evangelho, que não te limitam, mas orientam para que chegues tão longe onde o teu coração te levar.

ZC

Barcos

Agosto 24, 2013
barco e cruz
Conheço barcos que ficam no porto
com medo de que as correntes os arrastem violentamente.
Conheço barcos que enferrujam no porto
para não arriscarem nunca uma vela ao largo.
 
Conheço barcos que se esquecem de zarpar.
Têm medo do mar por estarem a envelhecer;
E as vagas nunca os separaram.
A sua viagem terminou antes de começar.
 
Conheço barcos tão amarrados
que desaprenderam de se olhar.
Conheço barcos que ficam a marulhar
para estarem realmente seguros de jamais se deixar.
 
Conheço barcos que vão, aos pares,
afrontar o temporal quando o furacão está sobre eles.
Conheço barcos que se arranham um pouco
nas rotas oceânicas aonde os levam os seus manejos.
 
Conheço barcos que regressam ao porto,
todos amassados, mas mais dignos e mais fortes.
Conheço barcos estranhamente iguais
quando partilharam anos e anos de sol.
 
Conheço barcos que transbordam de amor
quando navegaram até ao seu último dia,
sem nunca recolher suas asas de gigantes,
porque têm o coração à medida do oceano.

 Marie-Annick Rétif

(in derrotarmontanhas.blogspot.com)

Igreja…

Julho 28, 2013

O último compromisso do Papa Francisco neste sábado, antes do encontro com os jovens Na Vigília na Praia de Copacabana, foi o encontro e almoço com 300 Bispos brasileiros e a Presidência da CNBB, na sede Arcebispado do Rio de Janeiro.
O Papa leu seu longo e denso discurso percorrendo diversos aspectos da Igreja no Brasil, iniciando por Aparecida, “onde Deus ofereceu ao Brasil sua própria mãe e onde Deus deu também uma lição sobre si mesmo, sobre seu modo de agir. Uma lição sobre a humildade que pertence a Deus como traço essencial: ela está no DNA de Deus. “O documento aborda diversos tópicos, como o ‘Apreço pelo percurso da Igreja no Brasil’, o ‘Ícone de Emaús como chave de leitura do presente e do futuro’, ‘Os desafios da Igreja no Brasil’, além de abordar temas como a Colegialidade, missão, função da Igreja no Brasil e Amazônia. O encontro, a pedido do Papa, não foi gravado em áudio ou vídeo para não perder a familiaridade a que se destinava. O Papa foi saudado pelo Cardeal Damasceno Assis.

“A força da Igreja “não está em si mesma”, mas “esconde-se nas águas profundas de Deus nas quais é chamada a lançar as redes”, afirmou o Papa Francisco retomando assim no seu discurso a história de Nossa Senhora de Aparecida.
Na origem da história de Aparecida estão três pobres pescadores que lançam as redes mas não conseguem pegar nada, até pescar uma imagem de cerâmica, primeiro o corpo e após a cabeça. É a imagem da Imaculada Conceição. Somente então conseguem pegar uma grande quantidade de peixe. O Papa Francisco faz referência a esta história para sublinhar que Deus chegou de surpresa. Os pescadores, de sua parte, não desprezam o mistério encontrado no rio, embora seja ainda um mistério incompleto:

“Existe algo de sábio que devemos aprender. Existem pedaços de um mistério, como peças de um mosaico, que encontramos e vemos. Nós queremos ver muito rápido o todo e Deus, ao contrário, se revela pouco a pouco. Também a Igreja deve aprender esta espera”.
Os pescadores, após, levam a casa o mistério, confiam a Virgem a sua causa e “permitem assim que as intenções de Deus possam atuar: uma graça, depois outra”. O Senhor desperta no homem o desejo de cuidá-Lo no próprio coração e não o desejo de chamar os vizinhos para fazer conhecer a sua beleza. Mas sem a simplicidade da sua atitude, “a nossa missão está destinada ao fracasso”.
“O barco da Igreja, então, o resultado do trabalho pastoral não deve se basear na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor. Servem certamente a tenacidade e organização, mas antes de tudo é necessário “saber que a força da Igreja não reside nela própria, mas se esconde nas águas profundas de Deus, nas quais ela é chamada a lançar as redes”. A Igreja, assim, não pode afastar-se da simplicidade:

“Às vezes perdemos aqueles que não nos entendem, porque desaprendemos a simplicidade, inclusive importando de fora uma racionalidade alheia ao nosso povo. Sem a gramática da simplicidade, a Igreja se priva das condições que tornam possível ‘pescar Deus’ nas águas profundas do seu Mistério”.
Francisco recordou que a Igreja no Brasil aplicou “com originalidade o Concílio Vaticano II e o percurso realizado, mesmo tendo que superar certas enfermidades infantis, levando a uma Igreja gradualmente mais madura, aberta, generosa, missionária”.

A partir daí, o Papa concentrou-se na passagem dos Discípulos de Emaús, escandalizados pela aparente derrota do messias. O pensamento dirigiu-se a todos que abandonam a Igreja por talvez ela parecer muito fria, talvez muito auto-referencial, talvez muito prisioneira das próprias linguagens rígidas. Diante desta situação, “é necessário uma Igreja que não tenha medo de sair na sua noite”, disse Francisco.
“Serve uma Igreja capaz de interceptar o caminho deles. Serve uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa. Serve uma Igreja que saiba dialogar com estes discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem uma meta, sozinhos, com o próprio desencanto, com a desilusão de um cristianismo considerado hoje um ‘terreno estéril’, infecundo, incapaz de gerar um sentido”.

(in http://www.news.va/pt/news/papa-francisco-encontrou-presidencia-da-cnbb-carde)

Excertos das palavras do papa

Julho 23, 2013
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«Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês.»

«Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!»

«Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.»

«Os pais costumam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão!»

«A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e co-responsável do destino de todos.»

Que Papa…

Julho 17, 2013
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Cem dias de Francisco: a mudança a caminho

por ANSELMO BORGES

 Depois do tsunami da resignação de Bento XVI, impõe-se uma mudança radical na Igreja. O papa Ratzinger ficará na História sobretudo por causa da renúncia, que acabou por humanizar o papado, dessacralizá-lo e abrir portas para a urgência de um rumo diferente.

No passado dia 13 de Março, ao comparecer perante a multidão, sem pompa, simples, cordial, quase tímido, inclinando-se perante todos para receber a bênção de Deus através da oração dos fiéis, o cardeal Bergoglio, agora com o nome de Francisco, mostrou ao que vinha: renovar a Igreja, segundo o projecto de Jesus, ao serviço da humanidade. Segundo o testemunho de um padre de Buenos Aires, Bergoglio tinha-lhe dito: “Se a minha mãe e a sua mãe ressuscitassem hoje, implorariam ao Senhor que as enviasse de novo para debaixo da terra, para não assistirem à degradação desta Igreja.”

E a revolução está em marcha. De modo natural, de tal modo natural que se fica espantado por ser notícia precisamente o que não devia sê-lo. Por exemplo, desejar “boa noite”, “bom descanso”, “bom almoço” ao povo. O Papa tornou-se humano, vendo-se claramente que o seu desejo e preocupação é o bem-estar, a saúde, a alegria de todos.

Reside na Casa de Santa Marta, rejeitando o Palácio Apostólico, para evitar a solidão e ter uma vida sadia no meio de gente. Um gesto de profundíssimo significado. Para se perceber, imagine-se, escreveu o jornalista Marco Politi, que Obama deixava a Casa Branca ou a Rainha de Inglaterra abandonava o Buckingham Palace, preferindo um alojamento ao lado da Victoria Station. O que se recusa agora é a imagem da “sede apostólica” como centro de um poder de cariz divino. Para impedir que “a burocracia vaticana se cubra de pretensões de infalibilidade” e reforçar “o pedido aos bispos do mundo para que não adoeçam com a “psicologia dos príncipes””. É urgente ir para as periferias, no sentido geográfico e existencial.

Na Missa inaugural do seu ministério, dedicou a homilia ao cuidado, pedindo um favor a todos quantos ocupam lugares de responsabilidade no âmbito político, económico ou social, a todos: “Por favor, sejamos “guardiões” da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do meio ambiente.” O poder só vale enquanto serviço: o bispo de Roma, sucessor de Pedro, “também tem um poder”, mas “nunca esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço”.

Acentua permanentemente o amor de Deus e o seu perdão. Quer uma Igreja “de portas abertas” e não “controladores da fé”. “A crise é o resultado do capitalismo selvagem”, que impôs “a lógica do lucro a qualquer preço, sem atender às pessoas”. Critica as máfias que exploram as pessoas e as reduzem à “escravatura”. Previne os eclesiásticos contra “o carreirismo”. Ele próprio não queria ser Papa: “Uma pessoa que quer ser papa não quer bem a si mesma, e Deus não a abençoa.” “Somos todos iguais aos olhos de Deus. Eu sou como um de vós.”

Mas não basta um novo estilo pessoal. A Igreja é uma imensa organização, que precisa de reformas institucionais urgentes. E aí está a denúncia do “lóbi gay” na Cúria: “É verdade: está aí”, referindo-se, para lá da homossexualidade, a grupos de interesses, poder, influência e corrupção. Para a reforma da Cúria, confia na comissão de oito cardeais de todo o mundo, já nomeada: “Vão levá-la por diante.” Haverá tolerância zero para a pedofilia e para a corrupção no Banco do Vaticano. Para que haja transparência na sua gestão, nomeou também uma Comissão. Nunzio Scarano, um monsenhor ligado à administração, preso na semana passada, já tinha sido suspenso de todos os cargos, e o Vaticano anunciou disponibilidade para colaborar com as autoridades italianas, mostrando-se Francisco disposto a ir até ao fim quanto às acusações de corrupção e lavagem de dinheiro. Já depois desta detenção, o director e o subdirector do Banco demitiram-se.

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