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O Suave peso de educar

Setembro 12, 2007

Deixo ficar aqui um resumo da nota Pastoral da Comissão Episcopal da Educação Cristã. Considero pertinente e urgente o debate sobre a formação e utilização das tecnologias, que já não são novas na sua existência mas na sua aplicação ao mundo do ensino e também da educação para os valores.
Não podemos continuar a fugir a este tema; não o podemos ignorar; já não é intelectualmente razoavel ver apenas os riscos. Eles existem. Precisamos de potenciar as vantagens para minimizar os riscos.

1. Os meios de comunicação social, na crescente vastidão das suas modalidades e das sofisticadas tecnologias que lhes estão associadas, constituem uma singular revelação do génio inventivo da humanidade.
Os acontecimentos, as ideias e as imagens que constantemente transmitem, as descobertas científicas e técnicas que divulgam e as culturas que difundem dotam as pessoas de novos meios de percepção do mundo, contribuem para estreitar os laços da união da humanidade, despertam atitudes de solidariedade, e estimulam o progresso material e espiritual.
Tal influência reveste-se também, frequentemente, de aspectos negativos.

2. Os meios de comunicação são dons que Deus põe ao serviço dos homens e “cosntituem um dos mais valiosos recursos de que o homem pode usar para fomentar o amor, fonte de união”. Orientados nesta direcção contribuirão para o desenvolvimento pleno da pessoa e das sociedades, em ordem à construção da “civilização do amor”.

4. Na semana Nacional da Educação Cristã, propomos a reflexão e o debate sobre alguns desafios que os meios de comunicação social lançam à educação das ciranças e dos jovens, a saber:
– a formação das crianças e dos jovens para a correcta utilização dos meios de comunicação social;
– a preparação dos educadores para o conhecimento e o uso de novas tecnologias da comunicação;
– a capacitação humana e material das estruturas de coordenação educativa para melhor responderem às novas exigências de formação, com meios adequados.

5. O acesso cada vez mais facilitado aos instrumentos tecnológicos, conduzem a uma situação de concorrência entre a formação formativa dos meiso de comunicação social e da família, da escola e da Igreja.
Não raro, pais, professores, catequistas e outros educadores, sentem-se ultrapassados pelos filhos e educandos.
Há que enfrentar e responder a este desafio procurando que se formem adequadamente no conhecimento e utilização das novas tecnologias, descobrindo as riquezas e riscos a ela associados.

7. Apelamos a todos os educadores para que progridam na utilização de recursos educativos, investindo em equipamentos e em formação, criando páginas electrónicas que veiculem propostas próprias ou resultantes da suas pesquisas.

2 comentários leave one →
  1. Setembro 15, 2007 20:13

    penso q a questão se alarga para lá dos “meios de comunicação”, internet, telemóvel..

    há ainda um longo caminho a percorrer no que diz respeito à forma “como comunicamos”.

    em catequese vejo isso claramente. quando vejo o entusiasmo perante os novos catecismos e penso que muitos dos catequistas não os saberão aproveitar minimamente :/

  2. Setembro 19, 2007 15:06

    Concordo plenamente contigo. Quer falemos de catecismos, televisão, computador, internet, blogues, é necessário ter em conta que estes instrumentos são apenas ferramentas que devem ser utilizados num contexto educativo e com uma utilização pedagógica.
    A sua utilização, por si mesmos, não são garantia de sucesso.

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