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A catequese hoje

Fevereiro 15, 2008

A missão da Igreja é anunciar Deus, mostrá-lo ao mundo, dar a conhecer o Seu verdadeiro rosto e a Sua história de união com roda a humanidade, tal como Jesus nos revelou. Chama-se a isto Evangelizar (fazer chegar a Boa Nova).

A catequese é o momento prioritário do processo de evangelização. É nela que se estrutura a conversão a Cristo, oferecendo as bases para a adesão crente. A catequese de iniciação de crianças, jovens e adultos é o elo entre a acção missionária e a acção pastoral da Igreja. Isto é, a acção missionária chama à fé, mas sem a catequese não daria fruto, seria estéril.
Por sua vez, a acção dos Pastores (que alimenta continuamente a comunidade) sem catequese seria superficial e confusa, baseada em sentimentos fáceis e passageiros: ondas que vão e vêm. A catequese de iniciação é, pois, fundamental para a construção, tanto do discípulo de Cristo, como da comunidade cristã.

Ser discípulo
O discípulo vive da adesão e da vida de relação com o Mestre, e a família (a fraternidade) alicerça-se numa paternidade comum: porque nos sentimos contagiados pelo Amor de um mesmo Pai, sentimo-nos filhos, chamados a amar (no concreto) os irmãos. O cristianismo não é (apenas) uma doutrina. O Cristianismo é a adesão a uma Pessoa que é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Áreas de formação
Por isso, a formação cristã global (a catequese hoje) abrange três áreas: os conhecimentos doutrinais (que são a base de uma fé esclarecida e personalizada); a orientação do comportamento pela formação moral (o caminho é sempre concreto ou não é… caminho); a entrada na vida espiritual (na união com Jesus e a Igreja que se faz na celebração dos sacramentos: canais da vida de Deus) e na oração (intimidade com o Mestre).
A aprendizagem de toda a vida cristã exige uma catequese séria, feita com tempo, capaz de criar um novo modelo de cristão.
Isabel Figueiras

Permitam-me que acrescente às áreas de formação, a aquisição de competências no âmbito de novas lingagens, novas pedagogias, capazes de fazer chegar esta Noa Nova à vida de todos. Não podemos entender as nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos numa “concepção bancária de educação”.
Não se pode conceber a aprendizagem “como mera recepção e assunto da memória, um aspecto altamente incompleto de ensino. (…) Se o aprender se limitasse a uma simples recepção, o seu efeito não seria melhor do que se escrevêssemos frases sobre a água; pois não é só o receber, mas só a auto-actividade de compreensão e a capacidade de o utilizar de novo que fazem de um conhecimento propriedade nossa. (…) A recepção deve conduzir necessariamente ao esforço próprio, não como produção de uma invenção, mas como aplicação do que foi aprendido, como tentativa de, através do que se aprendeu, conseguir obter resultados imediatamente noutros casos singulares, noutras matérias concretas”.
Falemos às pessoas do nosso tempo com uma linguagem e uma pedagogia que eles entendam, para que aquilo que pretendemos partilhar seja efectivamente aceite.

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