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Lázaro, sai para fora!

Março 10, 2008

valoresEsta ordem, “SAI” é dirigida a todos e a cada um de nós.
Eu e tu ouçamos o “Sai cá para fora” como um convite e uma ordem para deixarmos a morte e vivermos a vida. Tiremos as ligaduras, descubramos o rosto e deixemos a nossa “vidinha” e o nosso pecado e de “peito aberto” lancemo-nos à vida. Uma vida nova em Jesus Cristo, uma vida de filhos de Deus. Sejamos felizes.
Este texto do evangelista S. João, escolhido para a liturgia do V Domingo da Quaresma, é mais um que encerra uma forte componente catequética e não é uma notícia de acontecimentos de uma determinada comunidade. Comporta teologia de Jesus Ressuscitado, o Senhor da Vida.

Da narração dos factos desta passagem do evangelho, podemos destacar alguns pontos a comentar:
Família de Betânia (irmãos amigos de Jesus) – Quer de alguma forma representar a comunidade de Cristo em que todos devemos ser irmãos e iguais em responsabilidade e acção.
Tempo de espera e inquietação de Marta – No meu entender e na forma como interpreto esta narração, quer-nos dizer que Jesus não veio para interferir na evolução natural da vida, veio para anunciar a salvação. Anuncia-nos que “quem acredita em MIM não morrerá”, querendo dizer também que aquele que segue Cristo e se deixa alcançar pela sua mensagem, passa da morte à vida pela sua Páscoa.
Início de uma vida nova “Deus enxugará todas as lágrimas e não haverá mais morte nem dor…”(Apoc).
– O cristão sabe e acredita que a morte é o início de uma vida nova, aliás a ressurreição é o essencial da nossa Fé “se não acreditardes que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos a vossa Fé será vã”(Paulo). No entanto não somos insensíveis à dor humana causada pela perda de um familiar ou amigo. Recentemente passei por uma experiência destas e sei bem o quanto é violento e sentimento da ausência física. Esta dor e este choro não é contudo de revolta e desespero, é choro e dor e sofrimento sereno de quem acredita em Cristo e na sua mensagem.

Tirai a pedra…tirai as ligaduras… – É sinal de ressurreição em que se acabam as barreiras e as amarras. Tudo é removido para dar lugar à vida, à vida em Cristo.
Ao fim e ao cabo não é mais do que a razão da nossa caminhada na Quaresma – aqui temos de novo a caminhada, o movimento – a remoção das pedras e das amarras do caminho para vivermos em plenitude a vida da Páscoa.
É assim o Evangelho de Cristo. Um meio para através de textos simples encontrarmos e entendermos o caminho ao Seu encontro.
ZéLuiz

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4 comentários leave one →
  1. Março 11, 2008 11:23

    É preciso dar vida aos nossos corpos ressequidos pelas amarguras da vida. É preciso sentir o sopro de Deus que dá vida. É preciso ouvir a voz forte do Mestre que nos diz: levanta-te e sai. Levanta-te dessa vida sem sentido, apática, conformada, instalada, desinteressante, descomprometida, e sai… sai para a vida, vai à luta, enfrenta os desafios, estabelece objectivos. Uma vida sem objectivos não é vida.
    Jesus não apoia coitadinhos, vítimas de si mesmos. Ele foi uma pessoa de luta, de convicções. Não foi arrogante e insensível… ele também chorou.
    Tomemos a vida com as duas mãos…
    Esse é o maior valor que devemos pedir a Deus.
    O nosso Deus não é um Deus que queira o sacrifício pelo sacrifício. Ele dá sentido ao sofrimento, mas não quer que o procuremos. Levantemos a cabeça…. desliguemo-nos das amarras que nos prende à ausência de vida… e partamos em direcção à VIDA.

  2. ZéLuiz permalink
    Março 11, 2008 20:36

    Olá!
    Esta semana, da nossa caminhada, somos convidados a nova reflexão.
    O episódio da morte e ressurreição de Lázaro (morte para uma vida terrena e suas imperfeições e ressurreição para uma vida nova), deixa-nos esta frase marcante: “DESATAI-O E DEIXAI-O IR”. Este episódio Lembra a morte, mas é uma forma de celebrar a vida.
    Devemos falar da morte sem receios, como um exercício para nos livrarmos de perconceitos, que tantas vezes amarguram sem medida a nossa vida. Falar da morte é falar de uma realidade que a todos atinge mas que Jesus Cristo nos ensinou a ver como um momento de libertação e UMA PORTA PARA A VIDA.
    No decurso da Sua vida pública não foram poucas as vezes em que Jesus falou abertamente da Sua morte com os seus mais próximos. Também nessa altura não O compreenderam.
    Teve que viver esse passo da Sua vida de uma forma muito exposta e cruel para que sentissem que Ele afinal era diferente. Mesmo encarando a morte com dor, já que nunca negou a Sua condição de homem, também, mostrou que era um passo que devia ser dado para se entrar na VIDA PLENA.
    Quem de entre nós não quer a Vida terna??Todos, estou certo.
    Comecemos então já hoje a fazer esta caminhada, arrumando as pedras que temos à nossa volta e desatando a pouco e pouco as ligaduras com que o mundo nos envolve e aprendamos a compreender o místério da morte, falando dela e aprendendo a aceita-la como um meio de passar com Jesus Cristo para a VIDA NOVA DA FÉ. Afinal somos gente de FÉ.
    Vamos lá a ver se o conseguimos fazer ainda durante esta Quaresma.
    Eu estou a tentar, assim Deus me ajude. Força, vamos lá.
    ZéLuiz

  3. Março 11, 2008 21:21

    Queria dizer que a vida eterna começa nesta vida, aqui e agora.
    A vida eterna é uma continuação desta, embora em moldes diferentes, claro. Pensemos que vida levamos agora. Não esperemos pela outra para sermos felizes. Temos de sê-lo agora. Já. É errado pensar que nesta vida não podemos ser felizes. Pensar que Deus quer que soframos é errado e macabro. Deus fez-nos para sermos felizes. Mas quando teimamos em não o ser ou os outros o fazem por nós, Deus diz: “continua a tentar. No fim, garanto-te que serás.”

  4. ZéLuiz permalink
    Março 13, 2008 16:11

    Olá, Olá!
    Vamos lá em mais um esforço ler de novo a passagem da morte e ressurreição de Lázaro. É ler e refletir.
    Centremos esta nossa reflexão em duas frases marcantes deste texto:
    1-LÁZARO SAI CÁ PARA FORA – É uma ordem também para todos nós para saírmos do “supulcro” em que nos arulhamos no nosso dia a dia, enterrados em coisas e afazeres sem medida. Atulhados e rodeados de tantos obstáculos que nos separam dos outros e que urge remover. Somos assim um género de “mortos vivos” que temos de ressuscitar o quanto antes para uma vida que merece ser vivida já, uma vida com VIDA.
    2-DESATAI-O E DEIXAI-O IR – É um convite a que com Ele colaboremos na salvação e na entrega para uma vida nova. O Senhor nada quer fazer sem nós e tudo quer fazer connosco. Agora, como nessa altura, o Mestre faz o convite para que desempenhemos o nosso papel de obreiros. Será que temos estado atentos a este pedido, atentos à Sua voz e livres para colaborar com Ele??
    E deixai-o ir…para que viva já a sua vida nova.
    ZéLuiz

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