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Em dia de Ramos

Março 15, 2008

HortoNeste Domingo, a liturgia apresenta-nos como Evangelho a leitura da Paixão de Jesus, desde a altura em que Jesus “come a Páscoa” com os seus apóstolos e lhes anuncia que está próximo O MOMENTO de partir, até à ocasião da Sua morte e deposição no sepulcro. É uma ocasião especial, de dramatismo profundo e preciosa carga catequética, que vamos procurar apanhar, em reflexão conjunta.
Ouvida a leitura da Paixão e Morte de Jesus fica em nós a atitude de silêncio esmagador. Em silêncio deixemos as palavras entrar no mais profundo do nosso ser, para aí fazerem a transformação que viemos preparando ao longo de toda a Quaresma.

Esta narração apresenta-nos um Messias humilhado e companheiro de cada um de nós que sofremos e sentimos constrangimentos sejam de que ordem for. É uma lógica que está em desacordo com as nossas concepções, que continuamos a pensar, apesar de tudo no Messias ganhador, triunfador e político. Mas é a lógica de Deus. O grão de trigo tem de morrer na terra para poder produzir uma espiga carregada de novos grãos.
Jesus diz NÃO à violência no momento em que os soldados aparecem para o prenderem. Uma vez mais o diz. “Pedro guarda a espada, pois que quem com ferros mata com ferros morre”. É uma experiência forte e de certa forma em contra-censo.
Pela nossa índole somos levados a reagir na mesma medida da agressão. Jesus, num último momento diz-nos o contrário.
como me lembro aqui do meu pai à hora da morte(ressurreição)!… consciente mas sereno como nunca! Apesar de sentir o “fim” tão perto, sem um único esboço de revolta! Um ar tranquilo e uma palavra de “perdoa-me meu Deus, perdoa-me meu filho” como que a dizer-me “filho sê paciente, não sejas agressivo, sê tolerante” Um último exemplo e um último gesto a reforçar o que foi dizendo pela vida fora….

O cristão deve aprender com esta atitude do Mestre a ser filho da paz. O cristão autêntico é um construtor de paz em todas as circunstâncias. A violência acaba sempre por trazer consequências más sobre quem a exerce.
Aparentemente um fracasso, a morte de Jesus é no entanto o início de uma era nova. “Afinal morreu!” Dizem uns.
“Afinal este homem era verdadeiramente o Filho de Deus!” Disse o centurião.
A morte e o sepulcro parecem ter acabado com tudo, todavia o afastar da pedra o dobrar do sudário a um canto e a visão das ligaduras caídas virão a abrir os olhos e todas as portas para o triunfo daqueles que acreditam em Jesus. Um Jesus que não se escusa à morte por amor.
Zeluiz

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2 comentários leave one →
  1. Março 18, 2008 21:51

    ue quero saber sobre o tema da faternidade de 2008 obogrado

  2. Março 19, 2008 18:09

    Jaqueline, não entendi o seu pedido. Por favor, seja mais clara, pois não sei do que está a falar. Cumprimentos.

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