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Os trabalhadores são poucos

Junho 16, 2008

No Evangelho deste fim de semana, Jesus exorta: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».

Qual o sentido desta súplica? Será preciso recordarmos a Deus que precisamos de trabalhadores para a “seara”? Será que Deus anda distraída e precisa que O chamemos à razão? Cada vez há menos trabalhadores. Que se passa? Não rezamos ou Deus estará mesmo distraído?

O sentido desta súplica é outro. Nós é que precisamos de despertar para esta realidade. A intenção de Jesus não será a de nos sensibilizarmos para esta necessidade? #Senhor, é preciso trabalhadores para a messe. Podes contar comigo. Que os teus cristãos se disponibilizem para trabalhar na tua messe. Que a Igreja abra os olhos, para não perder o comboio”.

Todos precisamos estar disponíveis. Precisamos de mudar mentalidade e atitudes. A hierarquia da Igreja tem de encontrar alternativas. O casamento dos sacerdotes? Reintegrar padres que abandonaram o serviço para casarem? Gente competente e com amor a Deus e à Igreja, que estão a ser desperdiçados. A mesma mudança precisa de ser incutida nos cristãos leigos. A forma como encaram o sacerdote, como falam dele, o apoio que lhe dão. Recordemos que o sacerdotes, deixou os pais, normalmente ainda adolescente, para se fechar num seminário, para se preparar para esta missão. Não tem família própria, vive sozinho em nome de um ideal. Muitas vezes entre a espada dos Bispos e a espada do povo. É difícil ser padre hoje em dia. Valeu a pena deixar tudo a troco de quase nada? Por Deus… valeu!! Pelos Homens……….

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5 comentários leave one →
  1. miná ( Famalicão) permalink
    Junho 16, 2008 14:00

    Frases que me tocaram directamente:Todos precisamos de estar disponíveis.Precisamos de mudar mentalidades e atitudes.
    Acredito que seja difícil ser padre nos tempos actuais; são falados e criticados ora por fazer, ora por não fazer;r devem sentir muitas vezes a solidão; e o que mais me preocupa é que muitas vezes são os « ditos católicos» que mias os criticam, em vez de tentarem entender os poquês de certas atitudes que eles têem forçosamente de tomar; confesso que isto me entristece bastante

  2. Zeluiz permalink*
    Junho 16, 2008 16:12

    Jesus escolhera o grupo dos seus mais próximos (apóstolos) e iniciara a Sua vida pública.

    As multidões acorriam a ver Jesus, por toda a parte onde Ele passava e seguiam-No!
    São gente e gente abatida e cansada da dureza da vida, que procura respostas para o seu desalento e assim seguem Jesus.
    Este Homem fala-lhes de forma diferente, valoriza cada história pessoal e ouve os seus lamentos.
    Reconhecem n’Ele um “pastor” que os pode guiar por um caminho diferente.
    O Evangelho diz-nos que Jesus sente compaixão deles.
    Falando para os Seus discípulos, constata serem eles tão poucos para poderem valer a tantos que precisam de consolo: “a messe é grande e os trabalhadores são poucos…”.

    É nesta sequência que Jesus chama os seus discípulos mais para junto de Si e lhes confia a Missão que é afinal a grande razão de estarem juntos com Ele – O Apostolado –

    Jesus, tal como aconteceu com os apóstolos (apostolus = enviado) naquele dia, envia-nos a nós a pregar a Boa Nova a todos e de uma forma especial aqueles que mais precisam: os “pobres” os desprezados, os doentes. Somos todos escolhidos para esta Missão.

  3. Zeluiz permalink*
    Junho 16, 2008 16:12

    Esta não é uma Missão ao acaso, não. É preciso trabalhar e atender às necessidades de cada um. Como Jesus diz, é preciso anunciar o Reino de Deus, “curar os enfermos”, “ressuscitar os mortos”, sarar os leprosos”, “expulsar os demónios”…
    Estas expressões, como muitas outras que nos aparecem ao longo do Evangelho e outros livros sagrados, não são para tomar à letra. Elas são apresentadas dentro do ritmo e das experiências da vida de então e querem dizer-nos que antes de mais temos de libertar as pessoas do mal e das preocupações que as atormetam. Assim o fez também Jesus Cristo, preocupando-se primeiro com os males físicos do seu povo e só depois lhes fala da Boa Nova de Deus.

    A instrução de Jesus, nosso mestre, é bem clara: “Ide primeiro às ovelhas perdidas … e pelo caminho anunciai a Boa Nova…”
    Esta Missão de que estamos incumbidos é uma missão de Amor. É serviço gratuito.
    A nossa acção não se deve desenvolver na mira do lucro, do poder, ou da ascensão pessoal e de visibilidade social.
    Deve ser uma dádiva, deve ser um dar-se “sem esperar outra recompensa se não saber que faço a Vossa vontade santa” dizem os escuteiros do CNE na sua oração principal, e que podemos também adoptar, como lema de vida.

    A única recompensa de um discípulo (o que se disciplina) deve ser a alegria de servir e de criar uma boa relação entre todos. Pela Fé sabemos ter a nossa recompensa nos Céus.

  4. miná ( Famalicão) permalink
    Junho 18, 2008 13:12

    Todo o serviço que se faz gratuitamente, jamais se deve esperar recompensa, caso contrário deixará de o ser…

  5. Manuel permalink
    Junho 26, 2008 12:19

    Parece-me que a solução para a escassez de trabalhadores na seara, está bem à frente dos olhos, como tão bem diz o José Sá:

    – O casamento dos sacerdotes;
    Será que padres casados são menos competentes?
    Será que a família lhes tira tempo disponível à comunidade?
    Por este mundo fora, não haverá outras profissões que, também, absorvem uma grande fatia de tempo que poderia ser destinado à família e não me consta que as exerçam com menos competência.
    Hoje, a evangelização da palavra de Deus, faz-se dentro de uma, duas ou três comunidades, sem necessidade de morosas deslocações ou grandes ausências;

    – Reintegrar padres que abandonaram o serviço para casarem;
    Um dos principais motivos de abandono do sacerdócio, ou a inibição de um dia o poderem ser, foi o simples facto que não poderem constituir família.
    – Gente competente e com amor a Deus e à Igreja, que estão a ser desperdiçados;
    As mulheres!
    Continuamos a ter uma Igreja Católica Apostólica Patriacal…logo Maxista!
    Maxista…sim! porque não permite às mulheres as mesmas oportunidades, os mesmos direitos, as mesmas competências.

    Permita-me José Sá mas encontro nas suas palavras, uma alegoria semelhante ao que nos deixou escrito o Padre António Vieira no século XVII:
    “…No tempo de Noé sucedeu o dilúvio que cobriu e alagou o Mundo e de todos os animais quais livraram melhor?…
    … dos animais da Terra escaparam um ou dois de cada espécie,… e o mesmo aconteceu com as aves.
    E os peixes?
    Todos escaparam….
    … pois se morreram naquele universal castigo todos os animais da terra e todas as aves, porque não morreram também os peixes?
    Sabeis porquê? … porque os outros animais, como mais domésticos ou mais vizinhos, tinham mais comunicação com os homens, os peixes viviam longe e retirados deles.
    … mas como o dilúvio era um castigo universal que Deus dava aos homens por seus pecados e ao Mundo pelos pecados dos homens, foi altíssima providência da divina justiça que nele houvesse esta diversidade ou distinção, para que o mesmo Mundo visse que da companhia dos homens lhe viera todo o mal;
    … Vede, peixes, quão grande bem é estar longe dos homens….”

    “QUE A IGREJA ABRA OS OLHOS, PARA NÃO PERDER O COMBOIO”.

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