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Exp. humana: práticas deficientes

Setembro 12, 2008

* O educador/catequista descreve a experiência humana, julgando ser essa a experiência das crianças/jovens. Não o deve fazer, por várias razões:
1. Os jovens têm ou não, aquela experiência que está a ser reflectida. Se a têm, devem ser eles a apresentá-la. Se a não têm, não ficarão propriamente com ela, pelo facto de ser descrita pelo educador.
2. Na descrição da experiência, o educador/catequista pode estar, ainda que não dê conta, a projectar a sua própria experiência. Ela será certamente diferente da experiência das crianças/jovens.
3. Quando o educador/catequista está a descrever a experiência, está a impedir uma participação mais activa das crianças/jovens na dinâmica do encontro.

* A Experiência humana não é apenas um recurso pedagógico para despertar o interesse dos educandos. No desenvolvimento do tema, ela será esquecida. Isto revela uma desvalorização da vida. Para o educador, aquilo que interessa virá depois. Esta prática conduz à dicotomia entre a fé e a vida.

* A experiência humana não deve servir apenas de analogia, isto é, como exemplo/comparação, para se compreender a mensagem. Neste caso, a vida é utilizada “a propósito” daquilo que vem a seguir, a mensagem. A vida serve como um pretexto para… A vida não pode funcionar como pretexto para falar de Deus, com o lugar onde Deus está e se revela aos homens.

3 comentários leave one →
  1. fatima permalink
    Setembro 13, 2008 15:39

    Isto quer dizer que devemos evitar usar as nossas experiências, mas provocar o grupo e para isso podemos usar algumas estratégias, que serão escolhidas tendo em atenção os interesses do grupo (saber aproveitar a mais pequena experiência),porque é importante valorizar a participação e depois alargar aos outros, dar-lhes tempo de reflexão, ouvi-los e valorizar esses pedaços de vida… (que fazem parte do projecto de Deus)
    Através das suas experiências as crianças/adolescentes no desenvolvimento do tema, vão descobrir a presença de Deus na sua vida!
    Eu sinto que estou a entender, mas continuo muito insegura…

  2. Setembro 13, 2008 19:18

    Podemos utilizar a nossa experiência. Ela faz falta, como testemunho do que vivemos. Ela não pode é ser obstáculo à experiência da criança. A experiência do catequista virá sempre depois da experiência das crianças.
    Um conselho para evocar a experiência: tentar sempre materializar a evocação da experiência, seja por imagens, histórias, dinâmicas, excertos de filmes, jogos… No youtube encontramos muitos filmes, publicidades, etc, que podem ser uma boa dica. Há coisas muito interessantes, é necessário procurar. E quando encontramos algo interessante, mas que não é preciso na hora, guardemos o endereço, para mais tarde ir consultar.
    Depois é preciso problematizar, por meio de perguntas abertas, de forma a ajudar as crianças a aprofundarem a sua vida. Recordo o que escrevi nos comentários à entrada anterior. Não nos contentemos com uma resposta simples que nos é dada. É preciso fazer pensar sobre o assunto.

    Um exemplo: quero falar sobre respeitar as diferenças. Pego numa folha de papel, em branco. Peço que a descrevam. Irão dizer que é branca, que não tem nada. “Mas poderá ter?” “O que farias com esta folha?” Das respostas dadas, estaremos a conhecer melhor as crianças. Uns desenhariam, outros fariam um desenho. “Que escreverias?” “Que desenho querias fazer?” Estas respostas até poderão condicionar o desenvolvimento da dinâmica. Depois faço um sarrabisco. “Que vêm agora?” Talvez digam: “um risco”. “E a folha branca?”, perguntamos nós. “E agora, será que poderemos continuar a fazer o que tinhamos planeado?” “Tu, o que farias agora?” “Será que a folha ainda é útil?” Então, poderemos fazer um desenho, tendo como base o sarrabisco. Este desenho até pode ter a ver com alguma resposta que uma criança tenha dado anteriormente. “E agora que vêm?” “Então não era um sarrabisco?” “Qual a lição que tiram daqui?”
    Isto é apenas um exemplo. Mas poderia fazer o mesmo com um filme, uma publicidades interessante, que tem no youtube.

    Termino com isto: o seu testemunho manifesta vontade de melhorar. Isso é muito bom, excelente. Não se deixe intimidar pela insegurança. Que ela seja um desafio a melhorar, e a encontrar estratégias novas e diferentes. Não existem receitas absolutas. Apenas desejo implementar uma mentalidade nova, conducente a uma prática renovada.

  3. Setembro 13, 2008 19:46

    Muitas vezes queremos falar de coisas sérias e para isso somos muito sérios. Porque não se pode brincar com as coisas de Deus, pensarão alguns. Jesus também se sabia divertir. E quem começou por simplificar a sua mensagem foi Ele. Aprende-se melhor, e mais facilmente, se o fizermos de uma forma divertida e descontraída. Dessa forma divertem-se e aprendem… e interiorizam.

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