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O verdadeiro amor

Setembro 18, 2008

O verdadeiro amor é aquele que resiste ao tempo, sobrevive às dúvidas, emerge do medo e aprende a dominá-lo.

Amar é dar-se sem pensar, é sonhar o dia todo acordado e dormir sem nunca adormecer, é galgar distâncias com agilidade e destreza, é vigiar sem sair de casa, é escolher livros  e programar surpresas, namorar o telefone à espera que ele toque, acordar depois de duas horas de sono com a cara de bébé, sentir que somos invencíveis e que a perfeição está tão perto e é tão fácil que a morte já podia chegar, sem termos medo de perder a vida.

O verdadeiro amor é absoluto, indestrutível, estóico, inflexível na sua essência e tolerante na sua vivência, discreto, sóbrio, contido, reservado, escondido, recatado, amadurecido, desejado, incondicional, amargurado, sagrado, sobressaltado. O verdadeiro amor é delicado, bom ouvinte, cúmplice, fiel sem ser servil, atento sem se impor, carinhoso sem cobrar, atencioso sem sufocar e muito, muito cuidadoso para nunca se perder, se estragar, se esquecer ou desvirtuar.

O segredo está no tempero, na moderação, nas palavras que nunca se chegam a dizer, nas conversas perdidas à beira do rio, no olhar que fica no ar, no tempo que é preciso dar para que cresça, amadureça e deixe de meter medo. É preciso dar tempo ao amor, um tempo sem tempo, sem datas nem prazos, sem exigências nem queixas, porque o amor leva o tempo que for preciso.

(Texto de Margarida Rebelo Pinto, in as crónicas de Margarida)

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5 comentários leave one →
  1. Setembro 19, 2008 12:57

    mais um belo texto que nos faz lembrar o que é realmente um bonito amor.

  2. Setembro 19, 2008 21:27

    Gracias por este tema

    Tome ventaja tiene mucho

    Y doy las gracias a los que en este sitio

  3. Manuel permalink
    Setembro 20, 2008 23:28

    NÃO TE AMO!

    Não te amo! Não! Não te amo!
    E no entanto quanto não estás, como me apetece morrer
    E como invejo o céu azul por cima de ti
    E as quietas estrelas, que te podem ver.

    Não te amo! – e no entanto, ainda que repita que não
    Tudo o que fazes é perfeito para mim
    E suspiro na solidão
    Lamentando que os outros não sejam assim.

    Não te amo! – E contudo
    Como odeio as vozes, ainda que amadas
    Que quebram as músicas demoradas
    Deixadas dentro de mim por ti.

    Não te amo – e contudo os teus olhos falantes
    Com o seu profundo azul, expressivos e brilhantes
    Interpõem-se entre mim e o céu por cima de ti
    Mais frequentemente que quaisquer olhos que já conheci.

    Sei que não te amo! Mas já vi
    Quão divertidos os outros ficam
    Quando me vêem olhando perdida para ti.
    (Poema de Caroline Norton)

    Amamos, às vezes, quem não devíamos amar. Mas o amor teima em persistir, contra a nossa vontade, mesmo quando gritamos “Não te amo!”, para dizer “não te quero amar!”

    O amor não depende da nossa vontade. Não amamos os nossos pais, os nossos cônjuges, ou os nossos filhos, a pedido da nossa razão, da nossa ideia de Deus, do dever, ou do amor.

    O amor é espontâneo. Ou existe ou não existe. Ultrapassa o nosso querer.

    Amamos sem querer.

    Por isso o amor é a causa de dor e sofrimento.

    Amar é fonte de alegria e prazer mas também de sofrimento, associado à dor daqueles que amamos.

    Só há uma forma de não sofrer… é NÃO AMAR.

    Dizia-nos o monge budista I-Hsuan, de uma forma “estupidamente” intimista, com o propósito de fugirmos à dor, a não amar, o seguinte:

    ”Mata tudo o que se cruzar contigo.
    Mata Buda, se ele vier ter contigo…
    Mata os teus pais e parentes, se vierem ter contigo.
    Só assim podes ser livre,
    sem ligações às coisas materiais,
    sem quaisquer laços, e à vontade.”

    Mesmo assim eu prefiro AMAR, apesar de…..sofrer!

  4. fatima permalink
    Setembro 22, 2008 00:09

    Amar e ser amado
    é a exigência mais profunda
    que acompanha a vida humana
    desde o primeiro gemido
    até ao ultimo suspiro.

    Amar e partilhar juntos
    alegrias e dores
    convencidos
    de que não é possível
    sermos felizes sós

    Amar ~e receber com humildade
    e dar com generosidade
    é escutar com atenção
    e responder com respeito

    amar é sentir alegria
    de ver contente quem está próximo
    porque o ajudamos no momento
    de necessidade

    amar é perdoar
    com o coração grande
    e dar o primeiro passo
    quando se trata de reconciliação

    (…)

    Já não sei quem escreveu, nem o resto do poema,mas este pouco que decorei, partilho aqui!

  5. miná ( Famalicão) permalink
    Outubro 1, 2008 18:27

    Tantas definições bonitas do AMOR
    Eu até concordo com elas todas, acho impossível que qualquer pessoa consiga vivê-las na sua pleniyudo!
    Parece muito bem, que de vez em quando nos apareçam estas coisas tão belas!
    Faz-nos sentir VIVOS e também pensar se realmente vivemos um sonho de amor, no nosso dia a dia….
    Ah, mas o amor faz sofrer tanto!!

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