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Conteúdos multimédia: ponto de partida

Novembro 5, 2008

Cada vez existem mais catequistas a quererem dinamizar as suas catequeses, socorrendo-se de recursos multimédia já produzidos de uma forma standart, isto é, não tendo em conta  a especificidade de um determinado grupo, com as suas experiências de vida e de fé.

Com isto não quero dizer que fazem mal em procurar e apresenta-los. É muito salutar que o façam. Mas não podemos ficar por aí. Esses recursos devem apenas ser o ponto de partida, mais atractivo, é certo, para uma reflexão mais profunda.

Esta reflexão deve ser feita de uma forma cooperativa e por descoberta pessoal. Ninguém aprende de uma forma significativa, isto é, de uma forma eficaz capaz de ter repercussões na vida pessoal, porque alguém lhe transmitiu umas ideias. aprendemos mais e melhor, e de uma forma mais duradoira, se ajudarmos na descoberta. O papel do catequista passa a ser, não apenas o de transmitir doutrina, mas de ajudar a descobrir a pessoas de Jesus e a Sua mensagem, criando as condições para isso, motivando, abrindo novas perspectiva, colocando perguntas abertas e lançando debates e estratégias capazes de ajudarem a reflectir.

Alguém afirmou: “Diz-me algo e esquecerei. Mostra-me algo e recordarei. Envolve-me e eu aprenderei”. Eu acredito nisto. Ou aprendemos fazendo pessoalmente, ou não aprendemos. Dizer as coisas não é uma boa maneira de aprender e ensinar. É preciso que as pessoas acedam à informação e que aprendam a gerar conhecimento. Este é o papel do catequista: orientar na pesquisa, e selecção de informação. E ajudar a transformar essas informações em conhecimento, em vida.

Um exemplo: se eu quero ensinar alguém a tirar fotografias, dou-lhe um livro para ler, ou dou uma máquina para fotografar, e depois ajudo a melhorar conforme a aprendizagem de cada um?

Na catequese poderemos seguir o mesmo processo. Os conteúdos são bons pontos de partida, mas é necessário que eles conduzam à produção de novos conteúdos, de novos caminhos, que traduzam as vivências e reflexões pessoais.

Já repararam que muitos conteúdos que transmitimos entram em choque com as ideias e experiências dos nossos catequiszandos, e nem nos paercebemos? Quem acham que vence esse confronto? É essencial que tenhamos en conta as ideias deles, e ajudá-los a reflectir, de uma forma live e crítica, para que cada um interiorize e se comprometa. É aqui que tem de ser dar a verdadeira revolução pedagógica da catequese.

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