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Projecto pastoral de evangelização (II)

Dezembro 3, 2008

Um estilo operativo sem futuro: a pastoral tradicional
A Igreja precisa de rever a sua praxis pastoral que tem vindo a adoptar, porque é um estilo operativo desajustado e que já não responde às necessidades de hoje. A Igreja não pode continuar a ser tão clerical, centrada apenas na hierarquia, e dominada por critérios institucionais, jurídicos e económicos, que, não poucas vezes, escurecem e invalidam o testemunho evangélico.

A Igreja não pode dar o primado à actividade devocional e sacramental. Efectivamente, “muitos são os sacramentalizados mas poucos os evangelizados” (Lopez).

Ora vejamos:
* A martyria, ou ministério da palavra, é exercido no âmbito puramente intra-eclesial, como a catequese infantil, tendo em vista os sacramentos. Pouco destaque à evangelização e ao diálogo.
* A koinonia fica sufocada pelas estruturas organizacionais. Quase parece uma agência de prestação de serviços religiosos.
* A diaconia é exercida como caridade individual, de benevolência e assistência.

Um dos erros que se comete é partir-se do princípio de que o povo já é cristão e que a evangelização só faz sentido em regiões afastadas e entre povos pagãos. Outro é a subversão da lógica da parábola da ovelha perdida: dá-se atenção à única ovelha que ficou no redil, esquecendo-se as 99 que andam espalhadas pelo mundo. Neste sentido, a ideia de regresso à primeira comunidade cristã, que está na modo falar, não pode traduzir-se neste elitismo fechado, em torno da única ovelha que ficou.
A Igreja também não refugiar-se na auto-suficiência, em que o que conta são a maior preocupação com o bem da Igreja e a defesa dos seus interesses; uma atitude de desconfiança e de censura para com os que estão fora; atitude de oposição e de defesa diante do mundo e da cultura moderna.
Pastoral Evangelizadora

  • A Igreja está no mundo e para o mundo a serviço do Reino (superação do eclesiocentrismo). A igreja tem de fazer como Abraão: abandonar a sua terra e caminhar para um futuro aberto e novo, num mundo desconcertante e difícil.
  • Reequilíbrio dos sinais evangelizadores (superação da polarização sacramental e devocional).
  • Restabelecimento da integridade do processo evangelizador (superação da concentração intra-eclesial). Promoção da acção missionária ad extra, e a acção catecumenal.
  • Predomínio na Igreja da dimensão carismática sobre a institucional e desejo de reforma (superação do clericalismo e do peso institucional). Reforma institucional da Igreja, descentralização e concretização efectiva da colegialidade e transformação evangélica do exercício da autoridade. Promoção e reconhecimento dos ministérios e carismas presentes no povo cristão.
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  1. Ana Moreira permalink
    Dezembro 12, 2008 18:41

    Evangelizar, é para mim importante pois a maior parte dos cristãos não conhecem a verdadeira mensagem de cristo.Lanço aqui um desafio …porque não se fazem sessões de esclarecimento da biblia?Tão poucos cristãos conhecem -la.Não seria esta uma boa forma de evangelizar?

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