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Reunião de pais

Janeiro 22, 2009

Este próximo domingo, vamos fazer uma reunião de pais em que iremos falar da Internet e da sua utilização na catequese, assim como as mudanças de mentalidade que é preciso operacionalizar na mesma, para que a catequese deixe de ser uma espécie de ATL ou de um lugar em que se aprende doutrina, mas não está relacionada com a vida de cada criança.

Iremos falar dos riscos e perigos da Internet e os esforços para os minimizar. Acima de tudo, é preciso tomar consciência que só uma boa educação e um profundo diálogo pode educar para que nos afastemos dos riscos e produzamos conhecimento.

Temos vindo a falar, de forma recorrente, da CATEQUESE 2.0, como lhe chamei, preconizando uma verdadeira transformação na forma de fazer catequese. Tenho falado principalmente para catequistas. São o principal agente de mudança. Mas tem de ser uma mudança sem retorno, acreditando mesmo, e não fazendo uma experiência e se não der resultados imediatos, volto ao tradicional. Assim não resulta. Mas eles não são os únicos agentes neste processo.

É preciso ter em consideração o papel dos catequizandos, porque sem eles, o seu interesse e motivação, não há solução que resista. É preciso educá-los para que assumam o papel central no processo do seu próprio crescimento, e se deixem envolver. Mas atenção catequistas: é preciso dar tempo para que a mudança mental se traduza em mudança concreta. Não esperemos mudanças significativas, e que agora corra tudo bem, de repente.

É preciso que a hierarquia da Igreja, consiga abrir a perspectiva de abordagem destas questões, e ouse assumir a sua cota parte de responsabilidade por este atrazo e desadequação dos métodos e linguagens, e da formação aos agentes educativos, os catequistas. Que os catecismos mudaram a nivel de grafismos, mas o seu grande pecado continua a ser a estruturação do conteúdo  e da forma de transmitir. Sinceramente, esperava muito mais. Permitam-me a expressão: a montanha pariu um rato.

Neste processo, não podemos esquecer os pais. São um elemento essencial no sucesso da nossa catequese. Através das novas tecnologias, os pais poderão acompanhar de perto o processo catequético, e participar nele. Assim como os pais perguntam aos filhos pelos trabalhos de casa e os ajudam a fazer, seria bom que fizessem o mesmo em relação à catequese, que fomentassem o diálogo aberto, profundo com os filhos. Não falo apenas de fórmulas que eles decoram. Este tipo de catequese está desfasado da realidade. Mas dos valores humanos e cristãos que constroem, e da melhor forma de os concretizar no dia-a-dia. É preciso que a catequese não fique reduzida a levar os meninos ao encontro semanal de uma hora, mas que a tenham sempre presente em casa e nas mais diversas situações.

Por último, quero apenas tocar no papel da comunidade cristã. Que deve ser mais dinâmica, participativa, aberta, e interessada no aprofundamento da fé, e não na pura doutrinação inquestionável dos dogmas da Igreja. Se as pessoas têm medo de questionar e de serem questionadas, isso é sinal de imaturiade, pouca convicção, fanatismo, etc, etc.

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