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Esquece…

Janeiro 27, 2009

Ouvimos e dizemos muitas vezes esta afirmação. Como se isso fosse possível.  E ainda bem que não, caso contrário estariamos com algum problema mental. O que nós somos hoje deve-se à nossa história de vida, às nossas recordações boas ou más. Se as boas não nos importamos de recordar, quanto às más, ou causadoras de sofrimento, seria bom ter um botão para desligar, ao menos de vez em quando.

Não peçam o impossível nem tentem concretizá-lo. O segredo é integrar. É preciso aprender a viver com isso, integrá-lo nos nossos esquemas mentais e afectivos. Se é bom, valorizemos. Se não nos faz bem, desvalorizemos. Não concentremos a nossa atenção nisso. Como é que isso se faz? Com luta, força, coragem, e substituindo esse acontecimento ou situação por algo positivo. Tenhamos pensamento positivos, a começar na opinião que fazemos de nós e na fé nas nossas capacidades e competências. Quantas pessoas pensam mal de si mesmas, e dão demasiada importância aquilo que os outros dizem delas.

Se acreditarmos na esperança, vamos sofrer sem desespero, porque do mal Deus pode fazer surgir algo de bom. O mau é sempre mau. Mas pior é dele não extrairmos nada de bom. As crises são uma constante na vida. Não são agradáveis, mas são com elas que crescemos, e vislumbramos novas oportunidade.

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20 comentários leave one →
  1. Janeiro 29, 2009 23:57

    Já que ninguém comenta, eu vou tentar dar mais uma penada no artigo. Nós somos portadores de uma lupa de aumento. E estamos constantemente a utilizá-la. Muitas vezes, sabiamente. Mas até aí, é preciso regra,para evitar o egocentrismo. A maioria das vezes, serve para ampliar os acontecimentos negativos. E nestas ocasiões, já não somos nada sábios.
    Sejamos amigos de nós mesmos, e quebremos essa lupa. Aprendamos a ver os acontecimentos com objectividade, sem complexos de superioridade ou inferioridade, sem culpas negativistas. Desmontemos os nossos esquemas mentais, que a maioria das vezes são fazem mal a nós mesmos. Amem-se.

  2. miná ( Famalicão) permalink
    Janeiro 30, 2009 23:03

    Que belo!
    «Amem-se»

  3. Janeiro 31, 2009 00:26

    Que cada seja capaz de dizer para si mesmo, muitas vezes:
    “AMO-ME”. Hoje vou mimar-me. Vou dar um abraço em mim mesmo.

    (Lembrem-se do que disse Jesus: Ama os outros como a TI mesmo)

  4. Sofia (catequista 4º ano) permalink
    Janeiro 31, 2009 13:14

    esta lindo..

    muitas das vezes as recordações mas subrepoem se as boas e nos caimos num poço profundo de dor e desvalorização.

    o segredo para que isto nao aconteça tem apenas 4 letrinhas AMOR…

    amemo nos uns aos outros mas sem nunca esquecer o amor que temos que ter por nos proprios e por aquilo que fazemos…

    se conseguirmos isto seremos felizes sempre e teremos a capacidade de ver sempre algo positivo numa situação de grande dor, pois já alguem dizia a dor que nao nos mata ira sempre fortalecer nos.

  5. Edgar permalink
    Fevereiro 1, 2009 00:43

    Exactamente….O amor e tudo nesta vida…. Sem amor nao ha nada…. Por isso amem-se pessoal!!!!

  6. Luís Carlos permalink
    Fevereiro 1, 2009 00:48

    hum concordo totalmente com o que ja foi dito sobre isto ate agora… “Ama os outros como a TI mesmo”, isto diz muito do que devemos ser, para ser felizes…

  7. Luís Carlos permalink
    Fevereiro 1, 2009 13:46

    A maior parte das pessoas acha: se eu te amasse como me amo a mim, nao te amava… Sera que assim podem ser felizes?

  8. Fevereiro 1, 2009 16:28

    Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar. Não importa o lugar onde estamos – no trabalho, junto da pessoa a quem amamos, numa festa – mas, sem qualquer explicação, o mundo perde o seu colorido, e a vida esconde sua magia.
    Nestes momentos – fala-nos Karen Casey – nada melhor que olhar para dentro de nós mesmos. Ali vive uma criança com medo, que não sabe bem o que está a fazer aqui, porque quase nunca é ouvida nem consultada. Vamos ser tolerantes com essa criança. Vamos deixar que ela tome as rédeas pelo tempo que for necessário, até sentir-se de novo amada.
    Em breve, nossos olhos voltarão a brilhar. E, a partir daí, se não perdemos mais o contacto com essa criança, jamais perderemos o sentido da vida.
    Paulo Coelho

  9. Luís Carlos permalink
    Fevereiro 1, 2009 16:34

    obrigado pelas palavras 😉 nao estava a encontrar uma razão para perceber isto.

  10. joanaconviver permalink
    Fevereiro 1, 2009 22:03

    Hoje quando ouvi e li isto pela primeira vez.. tocou… ficou-me na cabeça a mensagem que voce^ passa…
    e poruqe tudo bate certo… tudo o que voce^ disse tem logica..
    mas as vezes nos queremos ir pelo caminho mais facil e o caminho mais facil é o tal :”esquece” eu vou esquecer… e quando na realidade nao esqueço…adormeço apenas* …
    poruqe recordo sempre de muitas coisas que disse que ia esquecer e nao esqueço…
    hoje percebi que nao me vale dizer vou esquecer…:)
    Obrigadaaa por nos abrir os ollhos* 🙂
    pelas palavras =)

  11. flor permalink
    Fevereiro 2, 2009 11:48

    Há dias esperei pelo meu filho de 18 anos 30 minutos, o que me fez muita diferença. Quando ele chegou disse-lhe
    “Que não volte a acontecer, os horários são para cumprir, para a próxima não espero”

    Respondeu “o que é esperar meia hora por mim. se eu esperei tantas vezes por ti”

    Como “eu” achava que tal afirmação não correspondia à verdade, pedi-lhe para fizer quando o fiz esperar.

    Resposta pronta:
    “Quando eu andava no infantário e tinha que ir para a natação, chegavas muitas vezes atrasada, e depois até sentia vergonha de entrar na piscina”
    Devemos ter muito cuidado com o que queremos esquecer…

  12. Manuel permalink
    Fevereiro 3, 2009 12:12

    “Abandonaste o rochedo que te gerou e esqueceste Deus que te formou!”

    Neste conceito materialista de solidariedade, só abrasivo em momentos religiosos, onde a pena (dó) se sobrepõe, quando de facto nos falta a acção interior.

    Como é bacoco este nosso entusiasmo pela futilidade, pelo inverosímil.

    Como fazemos chegar, tão cuidadosamente, ao próximo, as imagens da desgraça e como as sugamos tão avidamente.

    Como, tão bem, sabemos nos comportar como a Avestruz.

    Que povo este que sorri, mas… sorri de quê?

    Que bom seria conseguir passar uma borracha no que vai cá dentro.

    Será?

  13. Fevereiro 3, 2009 13:29

    Eu recordo a passagem do evangelho que retrata a imagem do trigo e do joio. Os servos queriam cortar o joio, para que ficasse apenas o trigo, o que é bom. O Senhor respondeu: Deixei até à colheita. Pode ser que ao arrancar o joio também arranqueis o trigo. Na colheita darei ordens para que separam o trigo do joio.
    Acontece o mesmo connosco: ao quer arrancar o mau, perdemos também coisas boas. A ceifa será o nosso discernimento e a forma como aprender a olhar para todos os acontecimentos da vida, sejam bons ou não, a capacidade de aprender com os erros e a refazer a nossa vida.

  14. Manuel permalink
    Fevereiro 4, 2009 11:20

    “Há males que vêm por bem”

    São os erros que nos conduzem ao conhecimento.

    Temos uma maior capacidade de aprender com os nossos erros, talvez pelo facto que se tornar uma pedra no sapato que aperta o nosso ego.

    Por oposição, as nossa certezas só nos levam, de mansinho (quando assim é), à arrogância, ao egocentrismo.

    Tal como o fruto, devemos deixar amadurecer as nossas certezas para depois colher o seu verdadeiro néctar.

    Mas também é necessário saber quando separar o trigo do joio, para obter, de cada um deles, o seu maior valor.

    Só que o verdadeiro problema é, quando cada um de nós, permite que a miséria humana prolifere por este mundo fora e continuemos a esquecer que ela existe.

    Com excepção, claro, na época natalícia, mas aí, o problema parece só existir nesse preciso momento.

    Falta-nos “saber” como nos amar.

  15. Fevereiro 4, 2009 15:59

    Uma das coisas que podemos fazer para nos amar-nos passa por erradicar de nós o sentimento de culpa. Esse sentimento foi muito cultivado, até pela própria igreja, de forma a controlar a consciência das pessoas. A culpa é negativa e não trás nada de bom. Acrescenta o stress, os complexos de inferioridade, alimenta a redução da auto-estima.
    Os erros devem ser assumidos, analisados, para se aprender com eles e poder corrigir o mal feito. Isto não tem nada a ver com culpas e remorsos, que destroem a pessoa quando ela precisa de ter força para se levantar.

  16. Manuel permalink
    Fevereiro 5, 2009 13:30

    Completamente de acordo.

    Temos que assumir e o encarar a n/culpa, até que a consigamos transformá-la em algo positivo. O assumir dos erros é uma forma de aprendizagem. Mas com o cuidado de não a transformar numa auto estima de inferioridade.

    Padre José Sá, este seu último comentário levou-me a uma intriga, se é que posso chamar assim. Porquê, a imagem e a adoração de Cristo na Crucifixo (uma referência à morte, ao negativo da vida), quando a Sua “obra” é um hino à Vida.

  17. Fevereiro 5, 2009 18:21

    Efectivamente, os cristãos veneram a cruz. A cruz é sinal de morte, do “castigo máximo” (Cícero), de suplício. A cruz tem patente um conjunto de horrores associados. E então os cristãos adoram este instrumento de suplício? Que tem isso de bom e de edificante?
    Os cristão não adoram a cruz como sinal de morte, mas de vida. A cruz, em si, não vale nada. O que lhe dá valor, é que ela simboliza o amor de Cristo, que deu tudo, deu a própria vida. Ele apresentou um projecto de vida. A salvação acontece se nos identificarmos com a Sua mensagem, e deixarmos o reino de Deus crescer dentro de nós. O amor dele por nós, levou-O a dar a vida por este projecto de vida plena, de vida com sentido, com futuro. Ele não morreu para nos salvar directamente. Ele esteve morreu na cruz porque quis: “A minha vida ninguém ma tira, sou eu que a dou, voluntariamente”, disse o próprio Jesus. Nós, acreditando na sua mensagem, pela qual deu a vida, confirmando a sua autenticidade, e vivendo-a no nosso dia-a-dia, é que nos colocamos no caminho da salvação.
    Mas a cruz só por si, mesmo sendo sinal de vida e de amor, não teria a mesma importância se não houvesse a ressurreição. Por isso, também concordo que o melhor icon de vida, de amor, de esperança, de salvação, é a ressurreição de Jesus. Sem renegar o valor simbólico da cruz, também prefiro a imagem de Cristo ressuscitado, com os olhos abertos, olhos de amor e respeito por cada um de nós.

  18. pebble permalink
    Fevereiro 6, 2009 01:06

    Bem haja por esta mensagem de esperança! Nunca é demais recordá-la.

  19. Manuel permalink
    Fevereiro 6, 2009 12:59

    ICHTHYS – “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”

    À época, a cruz não era utilizada para os condenados à morte, mas antes os troncos das árvores. Quero com isto dizer que, a Igreja Católica, aproveitando-se desse facto, digo eu, incutiu nos seus seguidores o culto pela Cruz de Cristo, como sinal de vida e de amor.

    Curiosamente, verifiquei que, naquele tempo, nos princípios da era cristã, os seguidores de Jesus Cristo reuniam-se às escondidas, uma vez que eram perseguidos, e para se identificarem como cristãos, usavam um símbolo, que era um desenho de um Peixe – ICHTHYS (peixe em grego)-, que traduzido diz “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”. Hoje esse símbolo ainda é usado no protestantismo (Igreja Evangélica).

    A Igreja Católica considera que o ICHTHYS (Peixe) é um símbolo cristão “primitivo”. Eu coloco a seguinte dúvida – “que conotação terá, para os Cristãos, nomeadamente para a Igreja Católica, a palavra “primitivo”, já que este símbolo deixou de ser usado.

  20. Fevereiro 6, 2009 13:45

    Efectivamente, Jesus não deve ter transportado uma cruz até ao Calvário, mas um tronco. A outra parte já estaria no sítio. A morte na cruz era por asfixia. Os condenados não eram pregados, mas amarrados. No caso de Jesus foi diferentes, porque, ao temer que ele não chegasse vivo ao calvário, entregaram o madeiro para que o outro o transportasse. Para isso tiveram de cortar as cordas. Como já não as tinham, resolveram então pregá-lo. E a cruz era efectivamente a pior das mortes.
    Em relação ao peixe, foi um simbolo, como a cruz o é. E pode ser usado. O facto de se dizer que é primitivo, quer fazer referência à primeira Igreja, aos primeiros cristãos. O mais importante na linguagem simbólica, não é o símbolo em si, mas o que ele representa. E para isso é preciso entender a linguagem própria de cada um. As pessoas usarão o símbolo que melhor as faça entrar na comunhão com Deus.

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