Skip to content

Escada da inferência

Fevereiro 2, 2009

escada1

Estamos num mundo de crenças auto-produzidas que permanecem sem ser testadas. Adoramos essas crenças porque elas se baseiam em conclusões que são inferidas daquilo que observamos, além da nossa experiência passada. Nossa capacidade de alcançar os resultados que desejamos verdadeiramente é desgastada  pelos nossos sentimentos de que: as nossas crenças (não tem nada a ver com fé) são a verdade; A verdade é óbvia; As nossas crenças baseiam-se em dados reais; Os dados que escolhemos são os dados reais.

A escada de inferência começa a ser subida pelos dados observáveis (até parece que foram gravados por uma câmara de vídeo). O segundo degrau começa quando seleccionamos alguns detalhes do que observamos, e que valorizamos em demasia, com o objectivo de comprovar  a nossa crença. Terceiro degrau: acrescento alguns significados, pessoais e culturais, que nos rodeiam. Quarto degrau: Fazemos suposições baseadas nos significados culturais e pessoais que atribui aos dados. De seguida, tiro conclusões. Posteriormente, adopto crenças, ideias feitas acerca do assunto. No último degrau, tomo adopto atitudes baseadas nessas crenças. E construímos um ciclo reflexivo: as nossas crenças afectam os dados futuros com que nos depararemos.

Precisamos de descer a escada de inferência e optarmos por um diálogo franco, sincero, aberto, não acusatório, para esclarecer os pontos de vista, interpretações, optando pela objectividade dos factos e evitando mal-entendidos.

2 comentários leave one →
  1. Fevereiro 3, 2009 14:27

    O que nós dizemos, a nossa intenção, e a forma como é escutado e os significados que atribuem ao que escutam, são coisas distintas.
    Quantas vezes tiramos conclusões baseadas na nossa experiência pessoal, que não correspondem propriamente às do meu interlocutor. Uma expressão e uma atitude pode querer dizer coisas distintas, de pessoa para pessoa. E isto é causa de muitos mal entendidos, causadores das ditas crenças, convicções, que não são comprovadas, e que conduzem a tomada de atitudes condizentes. E isto converte-se num ciclo vicioso.
    Qual a forma de quebrar esta situação? Diante de algo mal esclarecido, em vez de subirmos logo a escada de inferência, porque não perguntar: “Daquilo que disse, eu entendi isto. Era isso que queria dizer?” Não nos limitemos a interpretar os sentimentos dos outros, perguntemos.

  2. Luís Carlos permalink
    Fevereiro 3, 2009 21:13

    “O silêncio é como o vento: atiça os grandes mal-entendidos e só extingue os pequenos”.
    È natural que todos nos mesmo sabendo de tudo isso, cometemos esse erro. Por vezes mal-entendidos magoam, fazem sofrer, atingem uma pessoa por motivos pessoais, coisas mal resolvidas ou ate medos despertem. Mas nada que uma boa conversa entre as pessoas envolvidas não ajude. Penso que o diálogo nestes casos é essencial e ajuda muito. (A escada de inferência é viciante e traiçoeira).

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: