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Indisciplina

Março 17, 2009

Quando alguém, sem motivos, se zanga e discute connosco, sendo antipático e agressivo.
“- Certas pessoas vivem zangadas com alguém, zangadas consigo próprias, zangadas com a vida. Então, elas começam a criar uma espécie de peça de teatro nas suas relações, e escrevem o guião de acordo com as suas frustrações.
– Eu conheço muita gente assim. Sei do que falas.
– O pior, porém, é que las não podem representar essa peça de teatro sozinhas – continua. – Então, começam a convocar outros actores.
Foi o que o sujeito lá fora fez. Queria vingar-se de alguma coisa, e escolheu-nos para isso. Se tivéssemos aceite a sua proibição, estaríamos agora arrependidos e derrotados. Teríamos aceite fazer parte da sua vida mesquinha e das suas frustrações.
a agressividade deste senhor era visível, foi fácil evitar que contracenássemos. Outras pessoas, no entanto, ‘convocam-nos’ quando começam a comportar-se como vítimas, reclamando contra as injustiças da vida, pedindo para que nós concordemos, aconselhemos, participemos.
Ele olhou-me dentro dos olhos.
– Cuidado – disse. – Quando se entra nesse jogo, sai-se sempre a perder.” (Paulo Coelho)

Não pensemos sempre que fizemos algo de mal. Muitas vezes, são as pessoas que não estão bem, e precisam de alguém contra quem descarregar as suas frustrações. Não deixemos que a indisposição dos outros nos derrube. Que o nosso estado de espírito não dependa de terceiros, mas de nós mesmos, do nosso querer.
Por vezes optamos ser vitimas das circunstâncias.
“Porque você acreditou que eu podia agir acertadamente, eu agi assim” (Paulo Coelho)

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9 comentários leave one →
  1. pebble permalink
    Março 18, 2009 00:52

    Ena! Mesmo a propósito. Hoje eu fui essa pessoa de que fala no comentário. É incrível como o nosso mal estar pode afectar a vida dos que nos rodeiam, até sem dizer palavras…um olhar, um tom de voz, enfim…espero que amanhã seja melhor. Ore por mim, p.f. Creio que Deus cura o nosso interior e nos liberta e espero n’Ele.

  2. Manuel permalink
    Março 18, 2009 00:54

    È difícil estar indiferente ao que nos rodeia, principalmente aos que nos são próximos.

    Fazemos, facilmente, juízos de valor, sem escutar primeiro.

    Com facilidade utilizamos a nossa “Escada de Inferência”, para esbofetear.

    Deixamo-nos envolver pela nossa agressividade, pela nossa indiferença, pela nossa insensibilidade, porque o caminho que queremos percorrer é a nossa única verdade.

    Na maioria das vezes somos agredidos por aqueles que mais gostamos.

  3. Manuel permalink
    Março 19, 2009 12:24

    DIA 13 de Março de 2009 (Sexta-Feira)
    Fui “julgado”, à revelia e sem possibilidade de defesa, por um “crime” que não cometi e “condenado” à …..mentira;
    O “juiz” responsável pelo “julgamento” é o amigo a quem eu recorria, sempre que precisava de ajuda, de apoio, de uma palavra amiga, de um ombro amigo;

    DIA 16 de Março de 2009 (Segunda-Feira)
    Tomei conhecimento, por iniciativa própria, da condenação a que fui sujeito e da respectiva sentença;
    Não bastou, para esse amigo, a minha palavra. Senti-me obrigado a provar a minha inocência e da injustiça que estava a praticar sobre mim;
    Pediu-me desculpa, num clima tenso e onde eu me encontrava decepcionado e zangado. Calei-me. Não fui capaz, nem me sentia capaz de, naquele preciso momento, o desculpar, apesar de achar que entre nós, a palavra “desculpa” ou “estás desculpado” ser um pacto tão natural como respirar;

    DIA 19 de Março de 2009 (Quinta-Feira)
    Hoje, 09:35 horas, reparei que ainda não fui absolvido do “crime” que não cometi.

    PORQUÊ?
    Porque é que tenho a sensação de que sou culpado?
    Porque é que nestas situações, nos sentimos mal?

  4. Fatima fontes permalink
    Março 19, 2009 19:07

    O que é “fazer justiça”? Trata-se de atender a preceitos que sejam considerados “certos”, “correctos”. Fazer justiça é dar razão a quem está “certo”…
    A partir daí, podemos dizer que cometer uma injustiça é fazer o que está “errado”. Quem comete uma injustiça está agindo de forma errada.
    Mas, será que está mesmo? Quais são os critérios que definem o que é justo e o que não é?
    É nós, sermos humanos não só desprezamos os códigos legais quando nos convém, como ainda muitas vezes legalizamos a injustiça para não dar margem nenhuma a sermos condenados por estarmos “errados
    A partir daí, temos também que mudar a ideia sobre injustiça. O que é ser injusto então? É a acção do próximo que não condiz com os critérios de justo de um ser humano…
    Mas, será que aquela pessoa foi realmente injusta? Acho que não, porque mesmo que ele tenha agido ao contrário do critério de justo do outro, ele agiu dentro do seu critério de justo…
    Diante de tudo isto, pergunto: quando ocorre uma injustiça? Quando os nossos critérios de justos não são atendidos.
    Isto quer dizer que aconteceu uma injustiça? Não, apenas que o outro seguiu os critérios de justiça dele…
    Indo um pouco além, pergunto: diante de tudo isto, será que temos o direito de chamar alguém de injusto? Sim, temos… Por quê? Porque não conseguimos alterar os nossos conceitos…
    Então, temos que viver chamando de injusto o que é, pelo menos na ideia do outro, justo? Não… Mas, se não podemos deixar de ter conceitos, como fazer então? Apenas seguir o que foi ensinado…
    Cristo disse: ame os outros como a si mesmo. Aplicar este preceito a este aspecto da vida humana é amar o critério de justiça do outro, como nos amamos o seu próprio.
    Não se trata de passar a achar o que ele acha sobre as coisas, mas em praticar a verdadeira caridade como ensina o Espírito da Verdade: dar ao outro o que deseja para si… Se queremos para si o direito de saber o que é justo, deve doar ao próximo o direito de também querer sabê-lo…

    Pronto… Se achar que consegui mudar a sua forma de pensar, ao invés de querer lutar contra os seus conceitos ,…..(ou preconceitos) que como já vimos não trará vitória alguma, aceite que o outro tenha o perdão dele de justiça que está sendo utilizado naquele momento e confrontado com o seu. Sendo assim, é justo ser injusto…

  5. Manuel permalink
    Março 20, 2009 01:08

    Olá Fátima Fontes,

    A questão aqui não é saber a definição do justo ou injusto, porque para isso vou ao dicionário, ou até mesmo de uma qualquer defesa judicial, porque não é o caso. A questão que eu levantei, e no seguimento do texto principal, é saber o porquê de, apesar de não o sermos, sentirmo-nos culpados.

    A Fátima, já ouviu falar de Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha presa numa cave durante 24 anos, a violou e teve filhos dela.

    Onde é que a Fátima encontra critérios do justo ou do injusto, neste quadro.

    Bem, segundo o texto que a Fátima escreveu neste blogue, o Josef Fritzl foi justo e eu tenho que o aceitar assim, logo não o devo condenar.

    Não há conceitos de justiça pessoais ou individuais, a sociedade convive e só sobrevive por códigos socializáveis, com regras e leis iguais para todos.

    Como Cristo disse: “ame os outros como a si mesmo.”

  6. Manuel permalink
    Março 20, 2009 09:31

    Será justo fazermos juízos de valor sobre o outro sem o ouvirmos primeiro?

  7. Carla (Catequista 3º Ano) permalink
    Março 20, 2009 12:16

    Não, Manuel…na minha opinião, não é nada justo.
    Ideias e opiniões pré concebidas arruinam muitas relações (sejam elas de que espécie forem), muitas vezes, antes mesmo antes destas nascerem.

  8. Fatima Fontes permalink
    Março 20, 2009 13:03

    Para começar, se nos sentimos mal alguma coisa existe, quer dizer que este sentimento existe para nos avisar que algo está errado, não quer dizer que tenhamos culpa mas sim algo não está bem. Deveremos reflectir…………
    Quanto a questão de justiça, nós quem somos para poder julgar quem quer que seja, Deus disse: “quem não tem pecados atire a primeira pedra”.
    Deus foi morto e condenado e não contestou a sua inocência apenas disse: “PAI PERDOA-LHES PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”.

  9. Março 20, 2009 14:48

    Porque não deixarem os discursos e argumentações e darem o passo decisivo de aproximação? A ver quem tem razão, estão a perder um tempo especial e único para serem amigos, de terem paz, que não se repete. Será mais importante ter razão ou terem paz e fazerem o que devem e querem fazer: serem amigos, terem paz?
    Deixem-se de tretas, perdoem-se mutuamente, se há coisas por resolver, falem do que sentem, claramente, e avancem. Porque teimamos em adiarmos a tranquilidade e a paz? Perdoar é libertar-nos e libertar o outro. Libertem-se dos mal entendidos…

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