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Porquê?

Abril 1, 2009
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Aqui há dias assisti a uma série de televisão, CSI, onde se investigava a morte um passageiro de um avião, por estar a incomodar e a por a vida dos outros em risco. Todos se colocaram no lugar dos outros passageiros, causadores da sua morte. Era natural, estavam a defender a sua vida. Ao que alguém disse: Nós vivemos cheios de preconceitos, julgamos saber tudo, julgamos os outros segundo o nosso ponto de vista. Se pararmos para olhar para o outro e perguntarmos o porquê, talvez se salve uma pessoa.
Naquele episódio, o homem estava a agir mal, não por maldade, mas por estar verdadeiramente doente. Se parassem para olhar, veriam que algo não estaria bem, e nunca teria chegado tão longe.
Vivemos demasiado ocupados e distraídos. Descuramos e descuidamos. Reaprendamos a olhar, a descobrir os porquês, e talvez salvemos alguém. Não presumamos… perguntemos. A isto se chama empatia: saber colocar-se no lugar do outro, no seu contexto de vida, com a sua formação. Como dizia alguém, é preciso calçar os sapatos do outro para saber onde lhe aperta.
Esta pedagogia deve ser aplicada na catequese e na educação dos filhos.

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5 comentários leave one →
  1. Luís Carlos permalink
    Abril 2, 2009 00:04

    È difícil parar para pensar e nos colocar no lugar dos outros. Por vezes basta um simples, Esta tudo bem contigo? Porque esta a reagir assim? Olhando bem, não é nada de especial e não nos custa nada o fazer. Concordo plenamente que vivemos demasiado ocupados e distraídos. Se todos nos calçássemos os sapatos uns dos outros acredito que metade dos problemas que “criamos” não existiriam.

  2. Abril 2, 2009 10:06

    Se tivéssemos por hábito dar o benefício da dúvida aos outros, já era um bom começo. Mas nós temos tendência para desconfiar de tudo e de todos. Por vezes até temos motivos para isso. Mas a proceder assim, também estamos a impedir que coisas boas aconteçam. Viver sempre de pé a trás constantemente não é saudável.

  3. O Alegre permalink
    Abril 4, 2009 15:19

    Penso que as pessoas que iam no avião, se indagavam no seu interior e pensamento, o porquê dessa atitude, pois não podiam alhear-se da situação.
    Quantos pais, incluindo eu, já não disseram aos nossos filhos para não falarem ou receberem nada de estranhos?
    Quantos pais, também incluindo eu, disseram aos seus filhos para não abrirem a porta de casa quando estão sozinhos a ninguém?
    Quantos pais, também incluindo eu, já não disseram aos seus filhos, que quando virem um “desacato” para passarem ao lado?
    Será que somos os culpados? Ou não será a sociedade conforme ela se apresenta que nos está a insensibilizar para essas situações?
    Deixo no ar esta questão……

  4. Manuel permalink
    Abril 7, 2009 23:29

    Porque o melhor, enfim,
    É não ouvir nem ver…
    Passarem sobre mim
    E nada me doer!
    _ Sorrindo interiormente,
    Co’as pálpebras cerradas,
    Às águas da torrente
    Já tão longe passadas. _
    Rixas, tumultos, lutas,
    Não me fazerem dano…
    Alheio às vãs labutas,
    Às estações do ano.
    Passar o estio, o Outono,
    A poda, a cava, e a redra,
    E eu dormindo um sono
    Debaixo duma pedra.
    Melhor até se o acaso
    O leito me reserva
    No prado extenso e raso
    Apenas sob a erva
    Que Abril copioso ensope…
    E, esbelto, a intervalos

    Fustigue-me o galope
    De bandos de cavalos.
    Ou no serrano mato,
    A brigas tão propício,
    Onde o viver ingrato
    Dispõe ao sacrifício
    Das vidas, mortes duras
    Ruam pelas quebradas,
    Com choques de armaduras
    E tinidos de espadas…
    Ou sob o piso, até,
    Infame e vil da rua,
    Onde a torva ralé
    Irrompe, tumultua,
    Se estorce, vocifera,
    Selvagem nos conflitos,
    Com ímpetos de fera
    Nos olhos, saltos, gritos…
    Roubos, assassinatos!
    Horas jamais tranquilas,
    Em brutos pugilatos
    Fracturam-se as maxilas…
    E eu sob a terra firme,
    Compacta, recalcada,
    Muito quietinho. A rir-me
    De não me doer nada.

    Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’

  5. Manuel permalink
    Abril 8, 2009 12:09

    Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos,
    uma para ajudar a nós mesmos,
    a outra para ajudar o próximo.

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