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Linguagem simbólica

Abril 3, 2009

Na catequese, nas celebrações, na vida, precisamos reaprender a utilização da linguagem simbólica. Ela é um veículo de comunicação excelente.
O Simbolismo constitui a elevação emocional ou espiritual de um objecto. Depois de ter aprendido a beleza e potencialidades dessa linguagem, os objectos deixam de ser simplesmente mais um objecto, para nos fazer entrar no mundo da emoções e experiências. O símbolo é uma realidade que não se pode negar, pois é um meio através do qual a pessoa exprime os seus sentimentos mais íntimos, de uma forma natural.
Educar à simbologia significa levar a pessoa a encontrar-se consigo mesma, com os outros e com Deus:
* A experiência simbólica promove a abertura das portas da vida, dando acesso à interioridade e ao transcendente.
* O símbolo promove um regresso aos valores que tornam o homem mais humano na sua interacção com os outros, cultivando a autenticidade, a sinceridade e a comunicação.
* A acção simbólica é um dos meios privilegiados para a recuperação do espiritual, dando acesso ao belo, ao nobre e ao eterno.

Muitas vezes o símbolo não é valorizado na educação e no processo de socialização porque não se tem uma noção correcta dele. Se eu desconheço o valor de um presente, não lhe atribuo qualquer importância.
Origem da palavra: A palavra grega symbolom significa unir duas partes de um objecto que anteriormente foi partido. Hoje entende-se por símbolo um signo (toda a realidade material que tem um significado que o transcende) no qual convergem simultaneamente diversos significados e que projecta a pessoa para um nível do ser diferente do que podem captar directamente os sentidos.
O símbolo tem a ver com um objecto que adquire o significado de uma realidade transcendente. É um objecto carregado de significação invisível e de dimensão espiritual.
A definição da palavra símbolo desafia-nos a criar o hábito de olharmos para além das aparências. Só quem olha para além da exterioridade é capaz de captar a sua riqueza significativa.

Funções dos símbolos
O símbolo fala à inteligência: estabelece uma relação entre o objecto e a mensagem nele contida, o símbolo dirige-se à inteligência para comunicar uma verdade objectiva e subjectiva.
O símbolo fala ao coração: estabelecendo uma relação entre a mensagem e o emissor, o símbolo toca o mais profundo da pessoa, fazendo sobressair os sentimentos presentes no coração.
O símbolo fala à vontade: uma vez que estabelece uma relação ente a mensagem e o receptor, a pessoa que se confronta com um símbolo reage ao mesmo.
O símbolo fala a muitos ao mesmo tempo: Tem o poder de estabelecer a comunhão entre destinatários de uma acção simbólica. Leva a aprofundar a comunicação entre todos.
O símbolo fala por si: encerra em si beleza e a própria mensagem está contida na sua estética.

Esta educação é possível quando se criam espaços e momentos formativos com algumas condições específicas. Isso pode acontecer com a criação de ambiente: música de fundo, disposição da sala, luz, etc. O símbolo precisa de ser experimentado, tocado. Deve dar espaço à criatividade e à imaginação. Muitas vezes não se trata de criar símbolos novos, mas de viver de uma forma pessoal e original os símbolos humanos de sempre. Esta educação deve ser progressiva: começar pelos símbolos mais próximos da pessoa, passando para os símbolos da natureza. A partir destes símbolos, a pessoa aprende a dar um sentido àquilo que encontra na sua vida quotidiana: deixam de ser coisas habituais e sem importância para serem expressões de uma realidade mais profunda – bondade, amor, dor, morte ou poder.

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One Comment leave one →
  1. Abril 6, 2009 23:58

    As nossas crianças e jovens estão a utilizar muito a linguagem simbólica. Precisamos de aprender a linguagem deles, para que eles entendam o valor da simbologia. Reparemos na simbologia utilizada nas comunicações via SMS e MSN. Aproveitemos a linguagem deles, valorizemo-la, para que aprendam a a desenvolver a criatividade e interiorizem outros símbolos.
    Não façamos dos nossos catequizandos alguém como uma “tábua rasa”, sem história, que devem ser doutrinados. Ensinemos a pensar.

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