Skip to content

Fé=força interior

Junho 14, 2009
tags: ,

A fé será importante? Em que é que a fé contribui para a minha felicidade?
Fé e vida coexistem numa relação profunda e interdependente. Uma deve estar implicada na outra. A fé deve impregnar a nossa vida, e a vida deve estar presente na fé.
A nossas decisões, as nossas escolhas, são condicionadas mais pelas nossas emoções, por aquilo que acreditamos, que pela nossa razão. Por isso, Jesus nos convida a olhar bem para as nossas crenças, a termos consciência profunda delas.
Embora a nossa fé possa parecer algo insignificante, tal como o grão de mostarda, se ela crescer irá fazer toda a diferença no jardim da nossa vida. De que forma?
A fé não existe para alterar os acontecimentos da nossa vida. Ela ajuda-nos a olhá-los de outra perspectiva, e a controlar o efeito que eles provocam em nós, na nossa forma de pensar e de sentir. Embora não seja um exclusivo de quem acredita, mas a fé faz toda a diferença na nossa vida. Não aquela fé que nos abstrai da nossa vida para estarmos com Deus, mas aquela que traz Deus para a nossa vida.

Já reparam que a escola, a família, sociedade no geral, nos preparam para o sucesso, para o termos saúde, para o acertar sempre, para os elogios, para o sucesso profissional e pessoal, tal como a felicidade no amor e na amizade? Pergunto: quem nos prepara para o fracasso, para aprender com o erro, para as desilusões, para a falta de saúde?
A fé e a psicologia, em conjunto, desempenham um papel fundamental neste processo. Nos momentos mais difíceis, não é a razão que nos aguenta. Mas isto não se improvisa. Constrói-se, dia a dia, ininterruptamente. Tem de fazer parte da nossa identidade, do nosso crescimento e amadurecimento. A ajuda dos outros é muito importante, mas o ajudar-nos a nós mesmos, é muito mais. E esta força interior, esta energia positiva, é fruto de uma vida interior muito profunda e esclarecida, que a fé tão bem influencia.

É esta dimensão da fé que precisamos desenvolver na igreja e na catequese. A fé num Deus abstracto e distante não é, na minha opinião, a fé que Jesus dá e pede que desenvolvamos. Jesus apresentou-nos um Deus próximo, simples, meigo, “paizinho”. Não podemos ser nós a afastá-lo novamente em nome de um sagrado, justificado pelos preconceito humano e da ideia pretenciosa de saberem, com exclusividade, o que Deus quer. Aprendamos com Jesus, a utilizar uma linguagem adaptada aos ouvintes, a aproximar-nos das pessoas, e perdoar, a sermos tolerantes, simpáticos, com força interior positiva, abertura à novidade, à utilização da perspicácia e da psicologia, etc etc

Advertisements
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: