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Faz o teu próprio caminho

Julho 13, 2009
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Facilmente seguimos ao caminho que outros nos apresentam. Como consequência, raramente esse será o nosso caminho. Queremos sempre a aprovação dos outros. temos medo de avançar, de arriscar. temos receio do não, da reprovação. E com isso, não viveremos verdadeiramente. Seguir o meu caminho nem sempre é sinal de acerto. Mas, mesmo errando, estamos a caminhar, estamos a prender, estamos a crescer, ao contrário de quem não o faz. Não nos deixemos traumatizar pelos nãos dos outros.
Jesus preparou os discípulos para a rejeição. Para o sucesso é fácil. Viver o insucesso sem traumas exige preparação. Jesus não quer que os discípulos guardem o pó das cidades que os não receberem. Isto é, não guardarem ressentimentos, memórias tristes (sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles). Quanto tempo desperdiçado com coisas inúteis quando poderíamos ter sido muito mais felizes se nos libertássemos dessas traumas…
Ouçamos as vozes que nos orientam, mas não manipulam. Criemos os nossos próprios objectivos.
Ninguém será feliz ou infeliz em nossa vez.
Sobre este assunto, uma história, para nos ajudar a reflectir:

Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.

No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta.

Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando – com toda razão. Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.

Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos, caso não seguissem o caminho aberto por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajecto era o pior possível.

Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria, ao ver que os homens têm a tendência de seguir como cegos o caminho que já está aberto, sem nunca se perguntarem se aquela é a melhor escolha.

One Comment leave one →
  1. miná ( Famalicão) permalink
    Julho 14, 2009 23:19

    «Ninguém será feliz ou infeliz, na nossa vez»

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