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Pessoas balão

Outubro 12, 2009
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compl_baloesUm balão pode ser uma boa metáfora para falarmos de alguns tipos de pessoas, em determinados momentos da sua vida, se parecem com os balões:

1. Alguns estão aparentemente cheios de vida, e preocupam-se em acumular bens e riquezas, apenas o ter, e o interior nada mais têm que ar. Por isso Jesus fala que um rico (não apenas de dinheiro, mas de egoísmo, de intolerância, preconceito…) terá dificuldade de entrar no reino dos céus, um dia, e feliz agora. Não se deve fazer demagogia contra o dinheiro, mas ao que muita gente perde por causa dele. “Quero ficar rico para que não falte nada à família”. Mas já falta… alguém que está ausente por causa do dinheiro… e um dia tem dinheiro, mas não tem família. Preocupemo-nos em investir mais no nosso interior, em aprender a reciclar emoções e pensamentos, a fortalecer o nosso espírito e a nossa mente.

2. Outros parece terem opinião própria, muito seguros, mas deixam-se levar pela mais suave brisa. Jesus diz no evangelho: “Porque me chamas bom? Bom só Deus”. Jesus não se preocupa com a aparência de bondade. Por causa de sermos aceites, de querer que gostem de nós, muitas vezes deixamos de fazer ou dizer aquilo que deveríamos e acreditamos, para que pensem bem de nós. E no fim, nem agradamos aos outros nem a nós. Por isso Jesus nos alerta para não nos preocuparmos em aparentarmos sermos bons para que pensem bem de nós. Não vivamos com essa angústia.

3. Por fim, alguns vivem como se fossem balões cheios, prestes a rebentar; vasta que alguém os provoque com alguma ofensa ou opinião contrária estouram. Quanto mais nos preocuparmos apenas com o exterior, quanto maior for o vazio interior, quantas menos resistências tivermos no nosso interior para gerir as nossas emoções e pensamentos, mais tensos andaremos, e mais facilmente explodiremos, e, tal como o balão, pouco sobra.

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5 comentários leave one →
  1. fatimapereira permalink
    Outubro 13, 2009 11:55

    As vezes eu sou como um balão, deixo que as ventos da injustiça, da censura, da maledicência, me perturbem e me façam agitar de indignação…

    Mas depois o fio que prende o meu balão dá-me um forte esticão e aponta-me o caminho da paciência, da tolerância, do perdão e da oração.

    Porque este vento que me leva para a oração é muito importante sem a ajuda de Jesus eu não seria capaz de segurar o meu balão de tristeza e desilusão, e dar a volta a isso.

    Mais uma vez OBRIGADA Padre, porque esta postagem me deu uma luz…

  2. Manuel permalink
    Outubro 13, 2009 13:40

    Já não é a primeira vez que os textos do Padre José Sá curiosamente coincidem com conversas tidas recentemente.

    Falava na sexta-feira última com a fisiatra sobre o estado de saúde da minha mãe, e por tratar-se uma pessoa amiga da família, falou-se dos filhos, do dia-a-dia, das coisas da vida, quando a determinada altura ela diz:

    “Perdi demasiado tempo a trabalhar, para ter uma vida desafogada e para poder comprar uma casa melhor. Uma casa confortável, com um jardim, piscina. Agora que tenho tudo isso, a casa tornou-se demasiado grande porque eu tenho pouco tempo para a gozar e os meus filhos, já crescidos, procuram a companhia dos amigos e passam pouco tempo em casa. Houve um dia que pedi à minha filha para ela ficar em casa, para me fazer companhia e cheguei a questioná-la da necessidade que ela tinha em sair todos os dias.”

    “Mãe, onde é que estavas enquanto eu crescia?” – Terá respondido a filha.

    “Calei-me, ela tinha razão, não vi crescer os meus filhos” – desabafou, no fim, esta mãe.

  3. miná(Famalicão) permalink
    Outubro 16, 2009 14:14

    Que dizer a esta metáfora tão bem concebida!
    Apenas um obrigada por me levar a reflectir uma vez mais sobre o meu dia a dia, e o modo como gerir as minhas emoções.

  4. Outubro 23, 2009 21:34

    Mas, às vezes é tão díficil, controlar as nossas emoções, face às injustiças com que nos deparamos no nosso dia-a-dia, aonde os justos acabam por ser injustiçados.

  5. Outubro 23, 2009 21:55

    Verdade… Ainda bem que não perdemos o poder da indignação diante da injustiça e do sofrimento. Precisamos é de pensar e agir com discernimento, coragem e de forma construtiva. O mal é sempre um mal. E é causador de sofrimento. Depende de nós escolher um dos seguintes caminhos: deixar que isso nos destrua, ou fortalecer a nossa mente, aprendendo e vendo outros lados. Não para nos enganarmos, mas para superarmos de forma construtiva.
    Mas não é fácil… umas vezes consegue-se, outras precisamos dos amigos para nos lembrarem e fortalecerem.

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