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A ignorância de Saramago

Outubro 19, 2009
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No domingo, Saramago apresentou o seu novo livro, “Caim”, onde conta a história do filho primogénito de Adão e Eva. Quase duas décadas após o escândalo provocado pela sua obra “O Evangelho segundo Jesus Cristo” (1991), Saramago afirmou, em entrevista que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.

Com este último livro, Saramago mais uma vez revela qual parece ser o seu principal objectivo de vida: desacreditar a Igreja e a Bíblia. Ele bem diz que ela é um livro de horrores, mas viva a custa dela. Já não é o primeiro romance do género.

Com um assunto tão recorrente, talvez este homem viva atormentado porque se dá ao trabalho de gastar tempo a pensar numa coisa que detesta, e ainda por cima, revelando uma profunda ignorância. Quem vive dando importância ao que odeia, não pode ter paz no coração.

Para se poder tecer um pensamento coerente e próximo da verdade, exige-se o mínimo de conhecimentos da matéria que se quer tratar. Um julgamento sem conhecimento das realidades que se pretende julgar, revela o que? Concordo com o porta voz da Conferência Episcopal ao afirmar que este novo romance não passa de mais uma manobra de publicidade. Será que sem esta polémica, alguém daria importância à sua nova obra?

Sabemos que haverá gente, que vive complexada e de consciência pouco tranquila, que irá aplaudir. Permitam-me: Primeiro, estudem bem aquilo que pretender criticar. Segundo, haja respeito pelas diferenças. Terceiro: libertem-se desses complexos que vos prendem a uma necessidade neurótica de atacar e ridicularizar quem acredita e estuda a Bíblia.

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17 comentários leave one →
  1. Luís Carlos permalink
    Outubro 20, 2009 10:14

    Dizem que é estratégia de marketing. Mas é uma estupidez.

  2. Luís Carlos permalink
    Outubro 20, 2009 10:24

    * estupidez a apresentação do livro.

  3. José Carlos Sampaio permalink
    Outubro 20, 2009 15:24

    O novo livro de Saramago, que os média não se cansam de referir que foi escrito em quatro meses, tempo recorde, apenas ao alcance de um “génio” como Saramago, não passa de mais uma manobra de diversão de um senhor que para ser prémio Nobel da literatura teve que anos antes, ir para outro país, e de lá começar a dizer mal de tudo o que era Português. Esteve quase para se tornar uma persona non grata em Portugal. Só quando ganhou o Nobel, foi recebido em ombros tal como herói nacional por quem leu e por quem nunca leu o livro… Desde ai caiu num estado de graça e acha que pode dizer tudo aquilo que pensa. Ele com este livro que é uma verdadeira fonte de ignorância, só demonstra que precisa desesperadamente dos média que o rodeiam. Ele critica a Bíblia, ele critica a Religião, mas escreve livros sobre elas para sobreviver…Pessoalmente, já li por curiosidade algumas páginas do tão aclamado livro “Caim”, para ser mais preciso, li o prefácio, a introdução e duas ou três paginas aleatórias do restante, e a conclusão foi… mais do mesmo, banalidades, escrita complicada completo desentorpecimento dos factos, fez-me lembrar mais uma revista cor de rosa do que uma obra literária. Parabéns Sr. Saramago para si o The Show Must Go On (o espectáculo tem de continuar) a qualquer preço. José Carlos Sampaio

  4. Outubro 20, 2009 16:16

    Há quem considere que por ter ganho o prémio Nobel, que aliás ele nem o soube pronunciar e uma camada de influenciáveis o imita acriticamente, lhe dá o direito de dizer baboseiras.
    Uma pergunta: o prémio deve valer em função das ideias ou será que as ideias é que valem depois do prémio?
    As pessoas valem pelo que são e não pelos prémios e títulos recebidos. Porque não se dedica este galardoado escritor a fazer uma incursão pelo seu Deus, o comunismo, criticando as aberrações que os comunistas já praticaram? A Igreja também as cometeu, mas pediu e pede perdão. E eles?

  5. Outubro 20, 2009 20:22

    Os que realmente são bons, acabam por ficar no anónimato, não sendo reconhecidos pelo seu real valor.

  6. fatimapereira permalink
    Outubro 21, 2009 09:04

    Uma vez fui abordada por duas pessoas de uma “certa religião” que a determinado momento afirmam “o diabo está por ai, dominando o mundo, os governos, a mídia…)

    Creio que o escritor em causa é apenas um homem doente, que procura aquilo que rejeita…
    Penso que a melhor atitude neste caso é ignorar, pois a Bíblia está muito acima desta polenica.

    E pedir a Deus que ilumine este homem, que estará certamente perturbado.

  7. miná ( Famalicão) permalink
    Outubro 21, 2009 22:55

    Não li , nem tenciono perdeu tempo com leituras, que à partida
    me desagradam;
    penso que Saramago precisa de protagonismo e de assuntos polémicos, e a religião é um deles.Mas, também penso que para se falar e escrever, muito mais, temos que estar bem dentro do assunto, e este senhor já todos sabemos do que ele não sabe, por isso : ponto final, parágrafo e mudar de linha…

  8. Outubro 23, 2009 10:25

    Quando ouvi a declaração, oportunista, do escritor Saramago, fiquei estupefacto pela ignorância primária e maldosa do escritor. O homem torce as escrituras, interpretando-as à sua maneira sem qualquer conhecimento minimo de Hermenêutica ou de Exegese (Ciência e método de interpretação das escrituras, aplicada na vida do ser humano

  9. Manuel permalink
    Outubro 27, 2009 00:44

    “Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39).

    Era exactamente isto que eu estava à espera no Partilhar. Mas não!

    Esperava que, quer o texto quer os comentários, pudessem dar a “outra face”, dando uma leitura positiva da mesma leitura negativa feita por José Saramago.

    Se ele (Saramago) não soube interpretar as escrituras, se caminha para o lado errado, no sentido da escuridão, esperava que, pelo menos no Partilhar, uma “luz” se acendesse para o iluminar. Isto sim, é dar a “outra face”, isto é o “único” verdadeiramente cristão.

    Mas o que encontrei foi a mesma ignorância, a mesma escuridão, o mesmo negativismo, as pedras na mão para atirar. Desculpem a frontalidade, mas não estava habituado a encontrar este tipo de atitude no Partilhar.

    Aconselho-os a ver e principalmente ouvir os comentários de Frei Fernando Ventura (Franciscano Capuchinho) e José Manuel Pureza (Professor de Relações Internacionais na UC).

    http://videos.sapo.pt/FJZT5PWD9s8gMWs5kkTz

    Pensem nisso!

  10. Outubro 27, 2009 17:55

    Sabe que mais, Manuel? Tal como o Senhor se sentiu pelo que disse da ignorância religiosa de Saramago, acha que nós não nos iríamos sentir quando nos tratam da forma como ele fez? No debate na sic notícias, não sei se viu, ele por acaso reconhece, agora, os excessos dele. Não deveria ter feiro isso antes de publicar?
    Não estou contra o livro dele. Cada um escreve sobre o que quer. Li o Código D’Avinci, e adorei. Não me escandalizou. Agora, perseguição gratuita, e jucosa, como “eles colocam um pouco de sal na boca e já faz parte da quadrilha”, levando os jornalistas a rir, é o quê?
    Efectivamente, no espirito da letra, quando na biblia se fala de Deus, muitas vezes se dá a ideia de um Deus distante e mau. E isso é tanto verdade que o próprio Cristo deu a vida por mostrar um Deus diferente. Mas a Bíblia não é para ser lida de forma literal. E não é o único livro. Não é por acaso que é preciso estudar os Lusíadas, a obra prima da literatura portuguesa, para se entender o que la está escrito. E foi escrito muitos séculos mais tarde.
    Como cristão, não concordo com muita atitude e doutrina da igreja. Mas estou dentro, a lutar.
    Conhecemos muito bem a história do velho o rapaz e o burro: tudo o que eles fizeram foi alvo de critica dos outros. Por isso, respeito todas as opiniões, e este espaço é para isso mesmo, mas sinto-me no direito à indignação, que Saramago defendeu no debate da sic, e que deveria constar na carta dos direitos do homem. Se calamos, Saramago tem razão. Se falamos, deveríamos dar a outra face? Cuidado em interpretar a Bíblia à letra…..

  11. Joana permalink
    Novembro 28, 2009 15:50

    Concordo com Manuel, onde está a tolerância, o perdão, o amor ao próximo tão apregoados?
    Saramago pôs os católicos (sou baptizada, já agora) a FINALMENTE defenderem aquilo em que, no dia a dia, parece que têm vergonha de admitir, de dar testemunho.

    Sejam católicos, cristãos então!

    Tenham coragem de o assumir, praticar e evangelizar porque ctólicos não praticantes não são católicos isso é uma moda “absurda”. E não sejam preconceituosos onnde já se viu Deus rejeitar divorciados, homossexuais, mães solteiras, prostitutas (esquecem-se de Maria Madalena?) drogados e prostitutas, não veio Jesus para estar com os leprosos, os pecadores, os doentes, os mais pobres dos pobres… Quem se lembra das bem aventuranças?

    Eu creio. Creio em Cristo! Mas Cristo não é a Igreja Católica, esta não é como ensina o Corpo Dele… e nem me parece que Ele a reconhecesse como tal. Provavelmente teria uma reacção como a que teve com os vendilhões à porta do Templo.

    Eu vou ler por curiosidade, não me vai afectar a minha espiritualidade, o meus sentimento profundo ou relação com Jesus ou Deus( relação que para mim é íntima mas que tento propagar por amigos, desconhecidos e necessitados). Depois direi se gostei ou não, de qualquer maneira Saramago o próprio admitiu que foi de “agressão gratuita” o facto de ter chamado Deus de f . da p.
    Mas isso são excessos de intelectual eu penso…
    Porque não oferecer-lhe uma explicação? O Padre Carreira das Neves não lhe ofereceu isso.

    Amo a Cristo cresci (quando digo cresci foi já adulta e não na catequese, no colégio) no amor a Ele não no temor como muito bom “católico”.
    Tenho 35 anos. Fui educada e cresci num colégio católico. Não culpo Deus pelos males do mundo, aí acho que a Humanidade deve assumir as suas responsabilidades mas também não sou tão ingénua como era em relação à Igreja Católica Apostólica Cristã.

    Desiludi-me há muitos anos com a Igreja, a Instituição secular…mas também devo admitir que muitos padres são excelentes seres humanos e servem a Jesus de verdade embora a regra infelizmente, a meu ver, seja a Hipócrisia, o Dogma, a Casmurrice! (eles próprios o discutem entre si!), mas são Humanos! Falíveis! E isso é que deveria ser considerada a riqueza do Cristianismo a capacidade de perdoar!

    No meu entender o sacramento da confissão, da absolvição não deveria ser como é, um homem a confessar-se a outro homem… mas chamem-me ignorante admito que o sou, não estudei muito muito a Bíblia mas ouvi milhares milhões de missas de omilias e de infelizmente mentiras! Lamento esta é a minha experiência vivda. Não terei ainda Grande Sabedoria mas penso pela minha cabeça e observo e analiso.

  12. Joana permalink
    Novembro 28, 2009 16:03

    É claro que a Bíblia não é para ser lida como o Código Civil mas daí ter de haver da parte da Igreja abertura a dúvidas a questões que qualquer humano tem, mesmo um padre, que de certeza muitos as têm… Um Papa tem-nas.
    Pedro renegou a Cristo não uma, nem duas mas três vezes… e Jesus perdoou!

    Os apóstolos não acreditaram de imediato na Sua ressurreição!
    E Tomé? Teve de ver com os próoprios olhos!

    Quem somos nós para julgar quem quer que seja?

  13. Joana permalink
    Novembro 28, 2009 16:17

    Desculpem mas permitam-me o humor… é que de certeza muitos católicos vão receber do “Menino Jesus” ou “Pai Natal” o livro de José Saramago como presente celebrativo do nascimento (data aproximada) de quem o prémio Nobel ofende, sem querer, ou propositadamente, isso não vem ao caso.Não tenham dúvidas!
    Aí está Deus, Jesus a perdoar e a dar a outra face… Irónico não é?

    E se o golpe era publicitário aí estão os católicos previsíveis como sempre! Resultou!

  14. Sónia permalink
    Janeiro 14, 2010 09:56

    Eu estou a terminar de ler o livro. Para criticar, tenho que saber daquilo que estou a falar. E sem o ler, poderia ouvir comentários sobre o livro aqui e ali,eu própria fazer comentários, mas nunca iria ser a minha opinião com conhecimento de causa, não é?
    Claro que sei que com isto o saramago conseguiu o que queria… polémica e mais polémica e levar as pessoas a comprar o livro para matarem a curiosidade “mas afinal de que fala o tão falado caim?”.
    Durante a minha leitura do livro ri-me, pensei várias vezes “este homem é um parvalhão”. O saramago goza com a Biblia sim. Ele transcreve para o livro algumas passagens do Antigo Testamento e depois coloca caim a intervir em todas e em todas elas se vê crítica, desprezo, maldizer. Mostra lá um Deus que é mau e vingativo. Só quer mostrar o que é mau… pura ignorância a daquele homem.
    No Antigo Testamento de facto isso é-nos mostrado algumas vezes, um Deus vingativo. Mas Jesus mostrou-nos posteriormente precisamente o contrário – Deus é amor!
    Não é fácil ler a Bíblia, principalmente o AT. A linguagem não é fácil, está carregada de simbolismos e nem todos nós sabemos identificá-los e interpretá-los.
    Há uns bons pares de anos fiz um curso bíblico e gostei muito. Ajudou-me a interpretar várias passagens da Bíblia e sinto que isso me fez crescer ainda mais como catequista e cristã. Hoje, como catequista não “minto” às minhas crianças. Tento explicar-lhes da forma mais simples possível como as coisas poderão ter acontecido, mas acima de tudo que Jesus é amor e que está sempre presente nas nossas vidas. E que é n’Ele devemos tirar ensinamentos para a vida.
    Eu penso que isto nos faz falta… Um curso Bíblico, um curso de interpretação da Bíblia. Gostava imenso de fazer outro. Se o Padre Carlos souber de algum avise p.f. 🙂

  15. Sónia permalink
    Janeiro 14, 2010 10:06

    Só mais uma coisa…

    Concordo com a Joana. Se Jesus Cristo perdoa, nós não somos ninguém para julgar sem dúvida.
    A Igreja tem algumas “opiniões” com as quais eu também não concordo. E a meu ver, a Igreja está a perder muitos fieis devido a algumas ideias “retrógradas” e por alguma falta de clareza/explicações para com os cristãos.
    O Homem evoluiu. A Igreja tem que acompanhar a evolução. Se há 100/200 anos atrás as pessoas ouviam e não questionavam, hoje em dia questiona-se muito mais. E daqui a 100/200 anos ainda mais se vai questionar.
    Cabe-nos a todos nós cristão, lutar pela mudança e dinamismo na Igreja.

    Abraço

  16. Janeiro 14, 2010 10:16

    A bíblia não é um livro em que Deus nos fala, mas um conjunto de livros que nos falam da forma como o povo de Israel via Deus e de como se relacionava com Ele. Não podemos esquecer que ela é fruto da cultura e mentalidade do povo. Muitos livros apresentam-nos figuras tipo, que foram criadas para combater algumas crenças instaladas, tais como a ideia da retribuição. Mas mesmo no Antigo Testamento, aparece um Deus, embora muito à medida da mentalidade humana, bom, compassivo, protector.
    E Deus fala por meio destes livros? Indirectamente sim. Nunca ouvimos aquela expressão: “Deus escreve direito por linhas tortas”?
    Jesus Cristo é a revelação plena de Deus. Se queremos conhecer Deus, peguemos na descrição do Filho, em Jesus. “Quem me vê, vê o Pai”.
    Do sr. Saramago, lamento a fuga que ele faz a Deus. Se precisa de se convencer de que Deus é mau para justificar o ser agnóstico, talvez seja sinal de que ele não está em paz com a sua alma. Caso contrário, só vejo duas alternativas (talvez por ignorância minha): serve-se do que diz mal para ser alguém, e quando alguém precisa de dizer mal de outrem para ser alguém…. Porque é prémio Nobel. Mas qual a temática na maioria dos livros? Ou o seu objectivo não é construir algo, mas destruir alguém. Lembro uma frase de Nicodemos, nos actos dos Apóstolos, quando julgavam os apóstolo: Não vos preocupeis. Se o que eles fazem é obra dos homens, termina muito em breve, naturalmente. Se for obre de Deus, tende cuidado, porque estais a meter-vos, não com estes homens mas com Deus, e isso não termina assim.

  17. Janeiro 14, 2010 14:19

    Mais um pormenor, para esclarecer uma coisa, se me permitem: não critico as opiniões contrárias, porque em relação à Igreja, também as tenho, e quem me conhece sabe perfeitamente do que falo. Mas também não aceito que ridicularizem, e ainda por cima mostrando desconhecimento pelas práticas da Igreja. Não falo tanto do livro, mas em relação às palavras na apresentação do livro. Um reparo: Sr. Saramago, a Igreja já não utiliza o sal nos baptizados desde o Vaticano II, 1964.
    E quanto a ritos de adesão, acolhimento, a algum organismo ou movimento, não é apenas a Igreja que utiliza o ritual de Baptismo de adesão…
    Reparem que o prémio Nobel, na entrevista na SIC, reconheceu o seu excesso quando falava de Deus. Portanto, serão de todo infundadas a nossa reacção?

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