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A linha e a agulha

Dezembro 10, 2009
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A agulha passa por vários estágios de sofrimento até aprender sua função: o forno abrasador da metalúrgica, o frio intenso da água em que é temperada, o peso esmagador da prensa que a faz atingir sua forma ideal.

A partir daí, precisa estar sempre dura, brilhante, e afiada.

Depois de toda esta aprendizagem, ela encontra sua razão de viver: a linha.

E faz o possível para ajudá-la: enfrenta os tecidos mais resistentes, abre os buracos nos locais certos.

Mas, quando termina seu trabalho, a misteriosa mão da costureira torna a colocá-la em uma caixa escura; depois de tanto esforço, sua recompensa é a solidão.

Com a linha, entretanto, a história é diferente: a partir deste momento, passa a ir a todos os bailes e festas.

(Paulo Coelho)

Quantas vezes somos agulha e gostaríamos também de ser linha, de vez em quando, pelo menos, não é?

2 comentários leave one →
  1. miná ( Famalicão) permalink
    Dezembro 11, 2009 00:28

    É, quando nos metem, ou nos metemos numa« caixa» escura, ficamos tão amargos, tão desiludidos, que achamos que não prestamos para nada!
    Mas, quando nos sentimos linha, as coisas mudam de figura!…

  2. Outubro 7, 2011 16:55

    eu achei legal…………………………………………………………..çpoiihejGDJHHSAJUSYKJS

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