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Silêncio…

Fevereiro 6, 2010
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Estes dias, conversando com uma catequista, ela partilhava comigo a comunhão com as ideias que desenvolvo neste blogue sobre a catequese e a Igreja. E referiu alguns sacerdotes que concordam igualmente comigo. E não busco discípulos. Apenas partilho daquilo que acredito, fruto de alguma reflexão e de estudo. O meu Mestrado foi muito enriquecedor, os diálogos com o meu orientador, pessoa que prezo e estimo como amigo, ajudou à minha lucidez e maturidade. Há pessoas que falam de que é difícil concretizar esta catequese 2.0. Não digo o contrário. É difícil, porque antes de mudar comportamentos, precisamos mudar pensamentos. É toda uma estrutura mental, habituada a algo rígido, traumatizada pelo medo de errar, que dificulta esta mudança estratégica e metodológica. Esta mudança deverá ser ainda mais profunda, porque implica uma mudança na nossa fé: acreditarmos no Deus de Jesus Cristo, o que Ele revelou e não no manipulado pelo medo e desejo de misticismo aparente e hipoteticamente interesseiro.

Este espaço é uma oportunidade de partilha. Muita gente pode dizer que acompanha, gosta do que lê, mas não sabe o que dizer. Mesmo assim, desafio a que escrevam, nem que seja para reforçar uma ideia, descrever uma experiência, lançar um inquietação, fazer a sua questão. Não tenhamos medo de sermos iguais a nós mesmos.  O facto de se obrigarem a escrever, é muito importante, sobretudo para vocês. Isso obriga-vos a tomar consciência, facilita a interiorização, desenvolve a vontade, o espírito critico e a mente. Como querem progredir para uma catequese 2.0 se estão prisioneiros dos vossos medos e paralisados pelas vossas incertezas?

Neste blogue irei publicar um artigo sobre a catequese 2.0, vista como um jogo pedagógico. Querem começar a lançar perguntas e dar ideias, para as poder esclarecer, se eu souber?

E já agora, leiam novamente o artigo sobre a geração copy/paste, e acompanhem a partilha que esta a ser desenvolvida nesse artigo, nos comentários. E participem. Dêem-nos um pouco da vossa água. É que quanto mais dão, mais vocês terão. Se não acreditem, arrisquem e tirem as dúvidas.

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9 comentários leave one →
  1. ceu permalink
    Fevereiro 7, 2010 14:11

    É verdade concordo consigo …
    De facto é muito mais fácil acompanhar, lendo este espaço que nos transmite boas ideias.
    Também é verdade que nos prendemos demasiado com os nossos medos …
    Espero que concorde comigo.

  2. Fevereiro 7, 2010 14:55

    É verdade. O medo de arriscar está muito presente, e paralisa a nossa mente e a nossa acção. É mais fácil mantermos o costume, a tradição, do que arriscar por caminhos desconhecidos e ainda pouco trilhados. Aí se alguma coisa falhar, não nos sentimos tão responsáveis, porque é assim que toda a gente faz. Este espaço serve para isso mesmo: para falarmos dos nossos medos, de como falar de Cristo às pessoas utilizando novas pedagogias e metodologias. Não queremos dizer que as antigas estão erradas. Apenas notamos que estão desadequadas para os tempos e as perguntas de hoje. E por isso, é preciso reflectir, analisar e arriscar por novos métodos. O perigo, mas ao mesmo tempo o esforço, passa sobretudo por envolver os outros, por os valorizar e às suas experiências, não adoptarmos uma postura de superioridade, de alguém que sabe e que só tem coisas a ensinar, e assumir o papel de quem também aprende, do ouvinte, do organizador das actividades. Quando falamoa do medo, é porque estamos a olhar só para o nosso papel. Temos de englobar o papel dos outros. Por isso, na minha opinião, faz mais falta desenvolver a arte da pergunta que a da resposta pronta. A arte da pesquisa em substituição à doutrinação. Fugir da tentação de queremos ver os frutos do imediato, quando é preciso paciência para esperar os frutos a seu tempo. É preciso gastar mais tempo a destruir certezas, educando para a necessidade. Lembremos que um copo cheio não leva mais nada. Também um mente cheia de certezas não está aberta à novidade. Se mostrarmos que existe algo melhor, aí as pessoas já começarão a esvaziar um pouco o seu copo. É preciso saber o que temos para dar. É preciso paixão na partilha da fé. É preciso que os olhos brilhem quando se fala de Deus. Aí não há como resistir.
    O medo é natural. Precisamos aprender a torná-lo nosso aliado e não um obstáculo que nos impeça de progredir. Na vida não há certezas. E nas metodologias também não. É preciso que as metodologias se adaptem às pessoas e não o contrário.
    Obrigado por teres ajudado a quebrar o silêncio 😉

  3. Fevereiro 9, 2010 06:34

    Não sei bem se vem a propósito do contexto deste texto, mas deixo aqui o meu reparo para uma notícia transmitida há pouco tempo na TV.
    Um jovem com valor na área a que se propôs seguir por vocação, não tendo receio em arriscar, e porque aqui (Portugal), no estabelecimento de ensino, não o deixavam pôr em prática as suas ideias, emigrou e está deveras a ser bem reconhecido, no âmbito da sua carreira que abraça com amor e vocação.
    Com algum receio de arriscar, mas com persistência, com amor ao que fazemos e sentido de dedicação e responsabilidade, podemos ir em frente nas situações, menos ou mais díficeis, que se nos vão deparando.

    Reparo fora do contexto: Dentro do espaço delimitado próprio para escrever os comentários, continuam a não ser visíveis as palavras, na sua totalidade, do lado direito.

  4. Fevereiro 9, 2010 11:00

    Infelizmente, a tendência é para julgar e silenciar quem pensa diferente e ousa sê-lo. Sobretudo as instituições, com medo de perderem autoridade, não o permitem. Tão diferentes de Jesus. É certo que é preciso ter cuidado, porque muitos querem ser diferentes só por isso mesmo. É preciso saber justificar as diferenças, e tentar dialogar. Não é só quem quer a diferença que deve arriscar, mas também que mantém a tradição e a uniformidade, deve arriscar a abrir-se à novidade do outro. Embora não seja fácil. Mas é um caminho que é necessário começar a trilhar.

  5. miná ( Famalicão) permalink
    Fevereiro 9, 2010 12:15

    Quando vi pela primeira vez este título, pensei que se ia falar de silêncio dentro de nós; do silêncio que somos obrigados a fazer, do silêncio que nos destrói, daquele silêncio atroz, que nos sufoca, nos esmaga, nos aniquila!
    Fiquei mais «aliviada», pois trata-se dum outro silêncio…Mesmo assim não deixa de ser preocupante, porque parece mesmo que somos obrigados a calar, calar, calar, e entrar naquela rotina, nada saudavel seja onde e em que circunstancias for…Refiro-me obviamente à catequese: porque somos obrigados a fazer assim, porque sempre foi assim, porque assim é que a « doutrina passa», etc, etc, etc,.Estou a ficar cansada de tanto calar.

  6. Manuel permalink
    Fevereiro 11, 2010 01:15

    Tive a mesma percepção da Miná. Ao ler o título pensei que iria estar perante um “Silêncio dos Inocentes”. Que se tratava de chamada de atenção para os sem voz, os desprotegidos, os diferentes, as minorias. Puro engano ou talvez não.

    Confesso o meu gosto de “cuscar”. Enriquece-me!

    Um belo dia uma amiga falou-me no Partilhar (já escrevi isto neste espaço). Tomei este espaço como a minha catequese e os meus comentários eram unicamente partilhados com essa amiga. Por insistência, uff e que chata ela era (ups, já vou levar nas orelhas, eheheh), deixei de me remeter ao silêncio, e comecei a colocar, partilhando, algumas dúvidas que me iam surgindo.

    Hoje, há muitos artigos que não comento, culpa minha, reconheço. Não por medo ou receio do que possam dizer, mas, ou porque me sinto pouco confortável com o assunto, ou porque o meu conhecimento do tema a tratar não me permitia avançar com algo que considerasse vantajoso, ou porque considero o texto demasiado evidente e sucinto para merecer qualquer acrescento.

    Curiosamente, hoje sinto-me bem com a partilha e melhor fico com o feedback que possa existir, quando do outro lado está alguém que me escuta e retribui com a gentileza do seu comentário. Sabe bem!
    Provem e saberão do que falo.

    Que o silêncio seja só uma opção com prenuncio a meditação!

    P.S. – Agora chegou a altura em que temos que salvar a pele (no meu caso as orelhas). Desculpa! Desculpa amiga, sei que não és uma chata e estou grato pela ajuda, pelo empurrão, para que eu deixasse o silêncio. Foi uma brincadeirita que eu cometi para dar um pouco de alegria ao texto, ou não será o sorriso o condimento, o sal e a pimenta, da vida. (Espero ter-me safado desta)

  7. Fevereiro 12, 2010 00:25

    Ainda bem que tenho a capacidade de surpreender… ahahahahah
    Fora de brincadeira, este blogue foi considerado, por um amigo, como a minha terceira paróquia. Aqui falamos de catequese e da vida. Falamos de Deus e dos homens. Fico contente por estar a ajudar. Mas, na verdade, eu não ajudo ninguém. Vocês é que se ajudam a vocês mesmos, quando começaram a procurar, e sentem o desejo de conhecer e crescer, de uma forma consistente, gradual, sistémica e crítica. Apenas procuro criar um contexto que possibilite a reflexão critica. O partilhar inquietações, duvidas, experiências, é importante. Só o simples facto de se vencer a timidez e o medo é uma sensação de liberdade enorme.
    Evidentemente que isto é um blogue, e como tal tem os seus limites. Não se pode escrever demais, para não cansar. Procuro escrever o suficiente, na minha perspectiva, para não esgotar o tema, porque a intenção não é doutrinar, mas possibilitar o diálogo sincero e aberto.
    Aproveito para agradecer a todos o vosso apoio. Estes diálogos também me têm ajudado muito a crescer. Acreditem. É como o Senhor diz no evangelho: com a medida que deres, ser-vos-á dado, uma medida igual, mas calcada, pisada (para caber mais).
    Este blogue é “filho” do meu Mestrado. Uma das melhores experiências da minha vida. Aprendi tanto. E desejo partilhar com quem quiser fazer parte do nosso grupo. E parabéns pela vossa caminhada. E que tal? Sentem-se diferentes?

  8. Ana permalink
    Fevereiro 13, 2010 22:47

    Acho que quem conhece este site e o visita frequentemente, não consegue ficar indiferente.Para além de ser um local de partilha de opiniões é também um local enriquecedor, de crescimento interior e na fé (minha opinião).Mesmo que o visitemos e não deixemos nenhum comentário é um bom espaço para “meditar”, na vida e sobretudo em Deus.Os temas e textos que aqui tem colocado são muito bonitos e tocam muitas vezes em coisas muito importantes da nossa vida,que nós muitas banalizamos e nem reflectimos sobre elas. Parabéns por este “Partilhar”

  9. Fátima Fontes permalink
    Fevereiro 14, 2010 18:14

    Olá amigo Manuel, fico feliz com a tua satisfação de ler e comentar no partilhar, sim é verdade que te dei a conhecer este blogue, porque para mim era interessante e enriquecedor então achei que não irias perder o teu tempo, e assim podia partilhar o que a mim me ajuda a reflectir e a ficar bem comigo mesma.
    Sei que sou um pouquinho chata sim, mas só quando sei que devo insistir e foi o caso, ora confessa lá se eu não tinha razão, em ter sido chatinha ah ah ah. Se não tivesse sido chata como terias chegado até aqui. Certo? Por vezes temos que insistir e tu que és um teimosinho… deste-me mais trabalho ah ah ah
    Mas vou confessar-te uma coisinha: tu mudaste e para melhor ah ah ah ah mas já agora obrigado por teres aceitado o meu convite.

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