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14 de Março

Março 14, 2010

Lucas 15, 1-4.11-32: este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e encontrou-se.

A historia do filho pródigo é a nossa história. Por isto ou por aquilo, esquecemos o que é importante e vamos procurar a felicidade fora do amor verdadeiro. Assim vem o isolamento, a tristeza. Mas a história do Pai sempre capaz de perdoar e de fazer festa com o nosso regresso é também a nossa história. Para todos nós, o Pai está à espera.

Tu, Pai de todos nós, sempre nos acolhes, depois dos nossos fracassos. A Tua casa e o teu abraço estão sempre à nossa espera. Em ti não há acusações nem ajustes de contas. Há somente perdão e bondade que se torna festa e vida nova.

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6 comentários leave one →
  1. Março 14, 2010 00:58

    Atitude do Filho mais novo: coragem, ousadia, irreverência, e pouca reflexão. Mas arrisca a ser o actor principal da sua vida. Dá-se mal. Toma consciência dos seus limites e das lições da vida (amigos por interesse são uma desilusão). Coragem de regressar. Não é fácil regressar. Mas descobriu a beleza e a importância do Pai, e do bem que isso lhe fazia.

    O filho mais velho: uma atitude de cobardia. Tem medo de arriscar. Não vive, sobrevive. Vive com o Pai sem o conhecer. Não arrisca. Não pede, espera que tudo lhe seja dado de bandeja. Sempre a reclamar com a vida, mas não caminha. Instalado. Ciumento.

    o Pai: respeita a liberdade. Ajuda, mesmo sabendo das opções erradas do filho. Está presente. Espera, nunca desiste. O amor fá-lo ver ao longe. Não espera. Já não aguenta mais. CORRE ao encontro, lança-se ao pescoço, enche-o de beijos. Não precisa de desculpas. A atitude é tudo. O amor fala mais alto. O filho aprendeu a lição, cresceu, amadureceu.

    Quantas vezes somos o filho mais velho? Cristãos instalados na tradição, no comodismo, no medo do pecado, e não descobrem o Deus do amor, da paz, do crescimento interior. Vivem uma fé sem conhecer aquele em que acreditam. Quantas vezes afastam e julgam o irmão irreverente, corajoso?
    O filho mais novo, aquele que todos rotulam, mas que, depois de se ter portado mal, mas só gastou o que era dele por direito, descobriu o Pai. Essa é a maior lição da vida.
    O Pai? Tão longe dos nossos esquemas humanos. Mas o que interessa, não somos nós, mas descobrir este Deus que é Pai, que corre para nos abraçar, que nos faz bem, que nunca desiste de nós. Feliz de quem descobre este Deus.

    Meu Pai, eu descobri-te. E não me afastarei, apesar dos meus irmãos não compreenderem essa ligação. Dá-me força e sabedoria para te apresentar aos meus irmãos.

  2. Luís Carlos permalink
    Março 14, 2010 02:10

    Devemos arriscar em muitos momentos na nossa vida. Concordo plenamente. Cada um de nos deve seguir o seu caminho como acha sendo o melhor para si… certo? Mas eu por exemplo não consigo descobrir qual o meu caminho. E se eu não fizer uma escolha certa!? como todos nos em alguns momentos da nossa vida erramos. Fico com o sentimento de frustração e fico preso ai e não me consigo libertar. Basta qualquer coisinha que o meu fracasso vem logo ao de cima e pumba, la fico eu esmagado. Talvez aprenda com o erro…

  3. Fátima Fontes permalink
    Março 14, 2010 02:16

    A lição que tiro do filho pródigo é: Um grande homem não é aquele que faz com que os outros se sintam pequenos; é aquele que faz com que os outros se sintam grandes. Não é aquele que nunca tem dúvidas; é aquele que está sempre disposto a prescindir de certezas em benefício da verdade.

  4. Março 14, 2010 02:28

    Luis… a vida é um risco. Viver é um risco. É certo que os riscos devem ser calculados, ponderados, vistos de diferentes perspectivas. Ninguém gosta de errar. Mas depois da nossa escolha, é preciso coragem para fazer o caminho, com responsabilidade. Precisamos ser os actores da nossa vida. Fazer escolhas e aprender a viver com elas. Acertamos umas. Erramos outras. Tal como o filho pródigo, errou, reconheceu, aprendeu, ganhou coragem para voltar, e enfrentar a vida e os erros de frente, com consciência. Esse é o caminho.
    Os erros podem trazer sofrimento. Mas uma coisa é sofrer, outra é alimentar esse sofrimento, e convertê-lo num obstáculo, num trauma, e não numa lição de vida que nos ensinou muito, nos fez crescer e amadurecer. Aprendemos mais com os erros do que com as coisas certas. E saber assumir os erros, convertê-los em aprendizagem, é um sinal de maturidade e coragem.
    Aprendamos a ouvir a mente e o coração, e a encontrar o equilíbrio entre eles. Fugir não é bom. Arriscar é preciso. Reflectir é fundamental. Errar acontece. Aprender com os erros é imperativo. Viver com consciência é o caminho. Força.

  5. miná ( Famalicão) permalink
    Março 15, 2010 00:18

    …Feliz de quem descobre este Deus.
    Luís Carlos, eu também era um pouco como tu, mas alguém me fez pensar doutra forma: arriscar e arcar com as consequências boas ou más; não podemos ficar estácticos à espera que outros resolvam a nossa vida,as nossas opções, os nossos fracassos, os nossos desejos; não nós é que somos os actores principais da nossa existência; também eu te digo: força…

  6. Luís Carlos permalink
    Março 15, 2010 00:55

    Obrigado pelas palavras e ideias aqui abordadas, é confortante e bom ouvir a voz de quem já passou pelo mesmo.

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