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Cristo “excomungado”?!!

Junho 13, 2010
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Já muitas vezes me questionei: se Cristo, o nosso Cristo que amamos e seguimos, se encarnasse e viesse viver no nosso meio, seria aceite, ou seria considerado um irreverente, e correria na fama de pecador, e o risco de ser excomungado?

Pela forma moralista e superficial com que nos julgamos uns aos outros, Cristo não fugiria a essa fome dos famintos da carne podre dos outros.

Cada vez mais admiro o meu Cristo. Pela sua coragem, pela sua ousadia, irreverência. estava consciente de si mesmo e cheio de Deus, e não precisa de provar nada aos outros. O que os outros pensariam dele nunca o fez desistir da sua missão.

Conheçamos um pouco mais dele:

Qual foi o primeiro milagre? Não foi curar um cego, fazer um coxo andar, exorcizar um demónio: mas transformar água em vinho, e animar a festa. Dizem que Jesus abençoou o matrimónio. Curioso: o milagre nao foi na celebração religiosa, mas na boda.

Quem foram os seus companheiros? Não foram os que comandavam a cultura e a religião  da época; mas homens comuns, que viviam do seu trabalho.

Quem foram as suas compnheiras? Não eram como Marta, que fazia as tarefsa domésticas direitinhas; mas como Maria, que o seguia com liberdade.

O primeiro santo? Não foi um apóstolo, nem um discipulo, nem um fiel seguidor; mas o ladrão que morria ao seu lado (“Hoje mesmo estarás comigo no paraiso”. Foi o único a ser nomeado santo sem ser pelos canones da Igreja, mas teve o previlegio de o ser directamente pelo “Chefe”.

O sucessor? Não foi aquele que mais se aplicou em aprendre os seus ensinamentos; mas quem o negou no momento em que mais precisava de ajuda.

E no evangelho de hoje? Ele não sabia que ser tocado por uma mulher, ainda por cima, pecadora publica, lhe traria má fama? Pois isso não interessou. Foi a sua simpatia que acolheu e a salvou. Não disse que ela fez bem, mas não a julgou precipitadamente, como fez o fariseu, ate ao próprio Cristo.

Jesus não seguiu o protocolo do manual dos bons costumes.

Desafio que nos deixa: Não julguemos. Não percamos tempo á procura dos podres dos outros. Ocupemo-nos em crescer por dentro, atentos à nossa vida, as nossas atitudes. Foi o que Jesus fez com o fariseu: confrontou-o com ele mesmo. Desta forma, Cristo viverá em nós, nos nossos pensamentos e atitudes, e poderemos afirmar como Paulo: “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”.

3 comentários leave one →
  1. Junho 14, 2010 11:05

    Parabéns esta reflexão deveria ser adoptada e reflectida diariamente pelos (verdadeiros) cristãos para se tornarem verdadeiros (usei estes verdadeiros para não incorrer em critica e ser incoerente)….um abraço amigo.
    AA

  2. Miná permalink
    Junho 14, 2010 14:03

    Acredite que muitas vezes esta questão me tem aflorado ao pensamento: como seria aceite Jesus se voltasse ao mundo terreno!?Agora que este assunto foi por si explanado, ajuda-me a reflectir mais em profundidade, já que os meus conhecimentos bíblicos são muito , muito mais « pobres»; obrigada pela sua « irreverência», lucidez e forma despreconceituosa como abordou o assunto.

  3. Junho 17, 2010 14:09

    Gostei do comentário.Cada dia gosto mais do DEUS que vou conhecendo.O DEUS que me foi descrito no tempo em que andei na catequese era vingativo e rude.Eu perguntava-me como é que ELE era bom se era um DEUS que metia medo? Então, conforme o tempo passa e eu O vou conhecendo melhor gosto mais D’ELE e sinto que me dá muita força e me apoia.

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