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A vida como uma corrida de bicicleta

Janeiro 8, 2011

A vida é como uma grande corrida de bicicleta – cuja meta é cumprir os nossos sonhos.

Na partida, estamos juntos – partilhando camaradagem e entusiasmo.

Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio – ainda estão a correr, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Acabamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço.

Sim, vale. É só não desistir.

(fonte: Paulo Coelho)

 

One Comment leave one →
  1. Manuel permalink
    Janeiro 16, 2011 01:36

    O facto de “pedalarmos” todos em diferentes ritmos, não se afere daí uma menor ou maior capacidade de uns em relação aos outros.

    Todos nós, filhos de Deus, temos um Caminho para percorrer. Mas é uma estrada da vida com muitas pedras para transpor, com muitas curvas desconhecidas, com sobressaltos, com dúvidas e cansaços, com vitórias e derrotas. Todas elas com ensinamentos dos nobres valores cristãos, de uma grande humanidade, mas que nem sempre sabemos aproveitar.

    Que bom seria se toda a viagem fosse de uma constante partilha de camaradagem e entusiasmos entre todos. Com tempo para ver quem vai ao lado, para escutar, para apoiar, para incentivar, para dar a mão, para sorrir…. O sonho a atingir seria “dar mais vida ao nosso interior”.

    Simplesmente a obsessão de alguns pelo êxito, pelo alcançar dos sonhos, pelas vitórias, leva-os a apressar o andamento, muitas vezes com ajuda dúbia e a sua história conta-se pelo sucesso exterior a cobrir um corpo vazio de conteúdo. Infelizmente a raça humana tende a glorificar estes.

    O escritor Paulo Coelho diz-nos num dos seus livros que “não existem duas viagens iguais no mesmo Caminho… Porque não há fórmulas para se atingir a verdade do Caminho, e cada um precisa correr os riscos de seus próprios passos”.

    Parafraseando o poeta brasileiro Mário de Andrade, diria que “quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir dos seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua mortalidade…”

    Se vale a pena o esforço da vida?
    Claro que sim!!!

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