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Igreja como um pastor

Abril 5, 2011

Jesus Cristo apresentou-se como o bom pastor. Aquele que cuida de cada ovelha, que as conheço na sua individualidade, que não esquece nenhuma, que as conduz a verdes pastagens, que as defende com a própria vida, que conquista a confiança delas.

Jesus um dia encheu-se de compaixão da multidão que o seguia porque eram como ovelhas sem pastor. E então tentou ir ao encontro das necessidades delas, ajudando-as a superarem-se a elas mesmas e por elas mesmas.

A Igreja é a herdeira desta missão. Jesus pediu que continuassemos a sua obra. Por isso, ao jeito do Mestre, ela não pode renegar a sua missão de pastora. E para orientar as pessoas ela precisa ir à frente, conquistando a confiança das pessoas, conhecendo-as nas suas necessidades, saber adaptar-se a elas, não pensando que só ela sabe o que é o melhor para elas.

Na sua missão, Jesus fazia pensar, fazia perguntas, não dava respostas prontas a perguntas que não tinham sido feitas. Hoje, na Igreja, precisamos de saber fazer perguntas e não dar respostas prontas, moralistas. Ensinar a pensar e não ter medo do pensamento dos outros. A igreja precisa ser mais ousada, apresentar propostas inovadoras, que vão ao encontro dos anseios das pessoas. Não pode ser um reboque que serve para levar tudo de arrasto, nem ela andar a reboque. Desta forma corre o risco de perder as ovelhas e a sua credibilidade. Se antes as pessoas criticavam, mas participavam, hoje manifestam indiferença e afastamento.

É preciso mudar de postura e de discurso. Por exemplo, em relação à celebração do perdão. Porque se continua a insistir num modelos que já ninguém quer e sequer procura. Dizem que as pessoas perderam  a noção do pecado. Não. As pessoas não concordam com a forma como ela é celebrada. E será a forma o mais importante? Não creio. Não me queixo desse problema. Tenho as igrejas completamente a abarrotar. Sinal de que as pessoas precisam e querem. Apenas de forma diferente. Continuo a ouvir discursos condenatórios por ousar ser diferente. Acredito que é por aqui o caminho, e mais cedo ou mais tarde vai ter de mudar. Será que vamos ainda ter quem nos ouça depois? Não corremos o risco de ser tarde demais?

Mas se falo em relação às celebrações do perdão, também me posso referir à própria catequese.

Partilho esta reflexão para ajudar a fazer perguntas e não apenas dar mais respostas prontas e desatualizadas. Temos de aprender a ler os sinais dos tempos e ousar uma prática pastoral motivadora, atraente, significativa.

 

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