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Como ensinar

Abril 12, 2011
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Estamos sempre a aprender e a ensinar. Devemos ter a mente aberta para partilhar os conhecimentos e experiências vividas e acolher a dos outros. Quem se fecha nas suas certezas, fica mais pobre. O conhecimento deve ser contínuo e gradual. Deve ser refletido para ser integrado nas nossas ações.

Dizem que a mente deve ser como o para-quedas: só serve se abrir.

Quem tem a missão de educar e ajudar a construir conhecimentos, deve procurar fazê-lo como gostaria que o fizessem consigo. Ensinar como gostaria de ser ensinado.

Para isso, precisa colocar-se no lugar do outro. Tentar entender as suas necessidades, o seu ritmo, os seus objectivos. Precisa entrar no mundo do outro, para o trazer para o seu. Não de forma imposta, mas como uma proposta, um desafio.

Utilizemos as estratégias que melhor se adequam ao público-alvo, e não apenas porque eu gosto. Não é porque utilizo um filme, um computador, uma história que as coisas funcionam.

Utilizemos uma linguagem atrativa, envolvente, empolgante e desafiante. As dinâmicas são um complemento. Tudo deve ter um encadeamento lógico. Aprendamos a arte de perguntar. Mais importante que as respostas, são as perguntas, reflexivas, profundas, vivas, e que respeitam a liberdade.

Falemos com ardor, com criatividade, para que a chama da surpresa, da novidade, do interesse, desperte e aqueça o coração e a mente dos nossos ouvintes, e os faça ficar a pensar, ver com outros olhos, correr para um destino melhor.

Hoje reconhecemos que as nossas crianças e jovens não querem nada. Não sabem refletir. Não sabem pesquisar e selecionar informação. Copiam tudo. Falta-lhes criatividade. Mas nem mesmo assim podemos desistir. Devemos olhar para isso como uma oportunidade, um desafio. E acreditar que nós semeamos, e a semente pode demorar algum tempo a desabrochar. Mas um dia, aquilo que dissemos e fizemos, pode fazer a diferença.

Mais do que ceifeiros, sejamos semeadores de ideias. E tenhamos paciência para deixar que a semente floresça e frutifique. Não queiramos frutos imediatos.

3 comentários leave one →
  1. Miná permalink
    Abril 12, 2011 14:36

    Começo da forma como terminou, questionando-o(ousadia!!!): é assim paciente, como diz que deveremos ser( e eu concordo), para que a semente que lança, cresça, floresça e dê frutos?! É fácil falar, e até aceitamos que sim; mas, na realidade as coisas não se passam assim. Falo por mim, entenda-se, e «tiro o chapéu» a quem o consegue fazer.Refiro-me concretamente à catequese: é muito frustrante reparar que por vezes a mensagem não passa, depois de tanto esforço, preparação, emoção, carinho, entusiasmo…! Eu sei, que a nós, só nos compete semear, outros colherão, mas humanamente falando, isto funciona menos bem…Estou de acordo, quando se refere à forma que por ventura utilizamos no dialogo ardente, inflamado, emotivo…interrogativo; que belo, se tudo isso fosse capaz de fazer! Não estou numa de pessimismo, mas de realismo.
    Sinto muitas vezes que não sou capaz; fico muito triste comigo, mas não desisto; ah, e então quando ouço dizer que uma catequista deve ser: criativa, dinâmica, observadora, amiga, compreensiva, atenta, bem disposta, etc, etc, etc,….fico « pra morrer», faço logo a minha introspecção e admito: pouco presto.Obrigada por uma vez mais me fazer reflectir; boa Páscoa

  2. Abril 12, 2011 15:32

    Ser realista significa reconhecer as nossas qualidades e os nossos limites. Facilmente nos deixamos abater pela sensação de que não conseguimos, de que não somos capazes. E se nos compararmos com outras pessoas, então este fosso aumenta. Não temos que nos comparar com ninguém, mas aprender com todos. Cada um tem o seu estilo. O que vemos nos outros, deve ajudar-nos a encontrar o nosso caminho e não a ficarmos pessimistas.
    Muitas pessoas dizem que eu tenho jeito. Sinceramente, há uns nunca pensei que o tivesse. Mas nunca desisti. Li. Refleti. Aprendi. Ganhei auto-confiança. Fui-me preparando para descobrir como é que a mensagem melhor passa. Nem sempre resulta. É certo. Mas não depende apenas de nós. Depende do estado de espírito e das motivações de que nos ouve.
    Quer um exemplo: Cristo gastou 3 anos da vida dele a preparar os discípulos, a fazer milagres, a ajudar as pessoas. No fim, quem esteve ao lado dele? Foi um fracasso? De todo. Cada um precisou de se confrontar com os seus medos e dar tempo para que a semente por Jesus semeada florescesse. E no fim, todos os que fugiram, mostrando um aparente fracasso, foram os que deram a vida por Ele.
    O nosso problema é que estamos demasiado presos a tradições, a medos de mudar. Estamos demasiado seguros daquilo que fazemos, precisando da aprovação contínua dos outros para termos a ideia de que trabalhamos bem. Acreditemos no que fazemos. Preparemo-nos. Recorramos ao maior número de estratégias, que se adaptem ao publico-alvo. Avaliemos, de forma objectiva, e não puramente subjectiva. E demos tempo a nós mesmo para crescermos, nos aperfeiçoarmos e nos corrigirmos. Ninguém nasce feito. Ou caminhamos, nem que seja devagar, ou se paramos a lamentar não sairmos do sítio.
    Minha gente, desenvolvamos a auto-estima suficiente para nos aguentarmos seguros no caminho. Pois muitas vezes teremos a sensação de caminharmos sós. Mas apenas estamos na curva, e quando avançarmos veremos que os outros estão mesmo à nossa frente e outros mesmo atrás de nós.
    O verdadeiro pedagogo é Jesus. Leiam e reflitam na forma de Jesus falar e conviver com as pessoas e tirem as vossas conclusões.
    Mas reconheço que é necessário uma grande força para resistir à indiferença, à sensação de fracasso e impotência, e de não desejar ver os frutos. É legítimo sonhar com tal. Mas o Senhor preveniu-nos para não ansiarmos por resultados imediatos. Para isso, apoiamo-nos uns aos outros e entregamos as coisas na mão de Deus. A obra é dele.

  3. Maio 5, 2011 16:24

    Adorei o post!!! Penso exatamente como vc!!

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