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Jesus, é mesmo o centro

Março 29, 2012
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«E vós, quem dizeis que Eu sou?» «Não sei exactamente como responderão a esta pergunta de Jesus os cristãos de hoje, mas talvez possamos intuir um pouco o que pode ser para nós neste momento se conseguirmos encontrar-nos com Ele com mais profundidade e verdade. Jesus pode ajudar-nos, antes de mais, a conhecermo-nos melhor. O seu Evangelho faz pensar e obriga-nos a apresentarmos as perguntas mais importantes e decisivas da vida. A sua maneira de sentir e de viver a existência, o seu modo de reagir diante do sofrimento humano, a sua confiança indestrutível num Deus amigo da vida é o melhor que nos deu a história humana.

Jesus pode ensinar-nos sobretudo um estilo novo de vida. Quem se aproxima dele não se sente tanto atraído por uma nova doutrina como convidado a viver de uma maneira diferente, mais arreigado na verdade e com um horizonte mais digno e mais esperançoso. Jesus pode libertar-nos também de formas pouco sãs de viver a religião: fanatismos cegos, desvios legalistas, medos egoístas. Pode, sobretudo, introduzir nas nossas vidas algo tão importante como a alegria de viver, o olhar compassivo para as pessoas, a criatividade de quem vive amando.

Jesus pode redimir-nos de imagens mórbidas de Deus que vamos arrastando sem medir os efeitos nocivos que têm em nós. Pode ensinar-nos a viver Deus como uma presença próxima e amistosa, fonte inesgotável de vida e ternura. Deixarmo-nos conduzir por Ele levar-nos-á a encontrar-nos com um Deus diferente, mais grandioso e mais humano que todas as nossas teorias.

Isso sim. Para nos encontrarmos com Jesus num nível um pouco autêntico temos de nos atrever a sair da inércia e do imobilismo, recuperar a liberdade interior e estarmos dispostos a “nascer de novo”, deixando para trás a observância rotineira e aborrecida de uma religião convencional. Sei que Jesus pode ser o sanador e libertador de muitas pessoas que vivem apanhadas pela indiferença, distraídas pela vida moderna, paralisadas por uma religião vazia ou seduzidas pelo bem-estar material, mas sem caminho, sem verdade, e sem vida».

(José A. Pagola, «O Caminho Aberto por Jesus – Marcos» (Coimbra 2012, pág. 133), retirado de http://livrariafundamentos.wordpress.com/2012/03/28/jesus-de-nazare/)

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